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O Poder Mental de Cristiano Ronaldo II


Continuando a série de artigos iniciada aqui, hoje analiso o ítem
Capacidade Mental*
Neste item, os cientistas pretendem descobrir o quanto é que o cérebro e a forma como CR (Cristiano Ronaldo) o utiliza contribuem para a sua performance dentro de campo.

É maravilhoso ver que tanto Arséne Wenger como o próprio Ronaldo de imediato falam, não das capacidades espaço-matemáticas do cérebro e sim das características intangíveis da mente, no caso concreto a auto confiança e a fortaleza de espírito.

O primeiro teste realizado pretende perceber qual o peso do seu processamento mental na execução de uma finta. Para isso ele realiza um exercício onde tem que manter a bola em sua posse enquanto um adversário procura retirá-la. Ronaldo e o seu oponente estão equipados com um aparelho que permite ver o exato ponto onde estão a olhar durante o desafio.

Naturalmente, CR mantém o controlo da bola durante os 8 segundos do exercício, sendo que a verdadeira descoberta está em perceber que ele olha para coisas muito diferentes do adversário. Antes de fazer a finta, o Cristiano olha para a bola, depois para as ancas, pernas e pés do adversário, depois para o espaço onde quer que a bola vá, e a seguir executa a finta. Esta observação do corpo do oponente é critica para o seu sucesso pois é essa leitura que lhe permite perceber qual o ponto fraco e executar o que procura.

Uma observação deste género implica que no espaço de milésimos de segundos, o cérebro de CR execute complexos cálculos sobre a velocidade, pressão no apoio, tempo de reação e tudo apenas com a observação externa de ângulos da anca e pé.
Como devem imaginar, é impossível este cálculo ser feito com a mesma rapidez conscientemente, por isso CR utiliza a mesma capacidade que nós utilizamos ao conduzir um carro. Numa estrada movimentada, um condutor é capaz de num curtíssimo espaço de tempo, calcular as velocidades de carros no mesmo sentido e sentido oposto, avaliar espaços, percepcionar aberturas e quase que adivinhar movimentos dos outros condutores. Esta capacidade, tal como a do Ronaldo, é explicada pela Psicóloga Desportiva Zoe Wimshurst enquanto resultado de anos de treino que viram milhões de movimentos e jogadas. Estas são registados no cérebro de uma forma que inconscientemente. Quando necessitamos, conseguimos aceder a eles e utilizar essa experiência passada para “adivinhar” o futuro.

Por que razão outros jogadores que treinam com afinco não têm a mesma capacidade?
A resposta será sem dúvida complexa e uma mistura de várias situações, sendo que a mais importante, da minha perspetiva, relaciona-se com a "prática deliberada" que falamos no artigo passado.

CR está permanentemente em modo aprendizagem quando treina ou joga, o que abre lhe permite observar todas as experiências como mais dados para ser melhor no futuro. Este modo de aprendizagem “constante” e aceitação de feedback é um dos maiores componentes do sucesso, referido por milionários e empresários como Warren Buffet ou Donald Trump.

No teste seguinte, uma bola é cruzada para CR cuja função é marcar golo.
Isto seria simples, sendo que as luzes são desligadas durante o voo da bola e a sala fica na mais completa escuridão. Como termos de comparação o teste é feito também por um futebolista amador chamado Ronald que falha a sua tentativa de acertar na bola. CR, por outro lado, acerta à primeira e uma outra vez a seguir (só para ver se não tinha sido sorte).
O processo cerebral que está a ser utilizado é o mesmo que no exercício anterior, pois Cristiano está a retirar informação do corpo do jogador que remata a bola e da trajetória da mesma, recorrendo à memoria de situações passadas e juntando essa informação com o movimento do seu corpo para marcar golo. Ronaldo consegue marcar mesmo quando a luz é desligada logo a seguir ao cruzamento, isto é, sem nunca chegar a ver a bola no ar.

Se haveria dúvidas que o nosso cérebro é uma “máquina” fantástica, ela está desfeita aqui, pois sem dúvida que este é um exercício muito difícil de realizar. De referir que há mais um factor que pesa muitíssimo neste capítulo, a autoconfiança. Cristiano Ronaldo sabe que consegue fazê-lo, sabe que treina, que se esforça, que aprende, que está sempre em busca de evoluir e por isso tema a confiança que lhe permite confiar no seu inconsciente e aceitar o calculo que ele faz. Esta capacidade de acreditar quando outros duvidam é uma das que caracteriza “génios” como Steve Jobs ou Jeff Bezos (Amazon.com).

No próximo artigo, analisaremos a técnica de Ronaldo e o que podemos aprender que nos ajuda no nosso sucesso diário.

NOTA: A Programação Neuro Linguística (PNL) enquanto disciplina que estuda indivíduos de sucesso e mapeia a forma como o fazem, é extremamente útil na vertente do treino mental. Através de exercícios simples e poderosos, qualquer pessoa pode efetivamente condicionar o seu cérebro como Ronaldo fez com o dele, com a vantagem de não ter que ter de começar aos 12 anos – tendo, contudo, outras condicionantes para lidar.

A PNL tem sido para mim uma ferramenta e uma forma de encarar a vida que me proporcionou resultados como nunca imaginei. Enquanto Coach e Trainer é a principal arma do meu arsenal para inspirar, motivar e ajudar pessoas a atingirem melhores resultados.

Ricardo Peixe, Coach&Trainer na Life Training, Master em PNL certificado ITA/LT

*(Ver vídeo Aqui)

5 Ferramentas que o Mourinho vai usar em 2012

Como é que a sua vida mudou nestes primeiros dias do ano?
Com uma situação económica em grande alteração e com uma situação social em alta modificação, que hábitos já modificou?
As empresas e os mercados pedem cada vez mais profissionais que tenham uma crescente capacidade de analisar a situação, focar-se no seu objetivo e abraçar a mudança necessária para o conseguir, aumentando a união das equipas que lidera.
Nesta situação atual, como tem progredido?

Independentemente dos resultados que esteja a obter neste momento, existe sempre possibilidade de os melhorar. E os melhores só se mantêm melhores quando se focam no crescimento continuado.

Ao estudar aqueles que se mantêm no topo durante muito tempo, conseguimos perceber alguns dos hábitos que os permitem atingir este progresso. Ainda não encontrei ninguém perfeito, que ganhe sempre, tenha sempre sucesso e adore todos os resultados da sua vida, por isso, as ferramentas que vou transmitir, não pretendem ser uma fórmula que funcione em todas as situações como uma chave mágica. Pretendo sim, passar algumas dicas práticas que quando treinadas e afinadas começam consistentemente a trazer à nossa vida, mais do que queremos.

Espero que utilize estas ferramentas para atingir o sucesso que procura.

1 – Objetivos Precisos e Inspiradores
A definição de objetivos concretos continua a ser a pedra basilar do sucesso continuado. Em 2012 a objetivos bem definidos é necessário somar a inspiração. O ponto B da nossa vida tem de ser cada vez mais algo que nos aqueça o coração, que nos ponha um sorriso rasgado na cara e nos eleve o espírito. Será fundamental ter esta força adicional para lidar com os desafios adicionais trazidos pela conjuntura.

2 – Observação e Medição
Peter Drucker diz que “o que não pode ser medido, não pode ser gerido”. Numa altura de mudanças rápidas é ainda mais importante observarmos e controlarmos os diferentes indicadores chave, pois é fácil perdermos de vista o que é mais importante. Num mundo cheio de estímulos diferentes e mutação constante que mecanismo vais criar para manteres o que é importante sempre à vista?

3 – Adaptação e Ajustamento
Prefere ter razão ou ser feliz? Mudar é duro e muitas vezes assustador. Quando estiver a enfrentar obstáculos (e eles vão aparecer) vai escolher progredir, sair fora da zona de conforto, testar estratégias diferentes ou falhar “orgulhosamente só”? O caminho para o seu sucesso vai ser recheado de ajustamentos, aprendizagens e mudança. Abraça essa realidade e consiga a realização que busca.

4 – Criar Valor
Se esta premissa base não for a base do seu plano de negócios e marketing do seu negócio, não auguro nada de bom. Se o principal interesse como colaborador de uma empresa, não for o de fazê-la crescer, inovar, acrescentar valor e exceder as expectativas, o desemprego pode mais facilmente bater à porta. Com consumidores mais informados, inteligentes e seletivos e maior oferta de produtos e força de trabalho, nos próximos tempos o verdadeiro sucesso estará reservado para os que inovam e superam.

5 – Grandes Feitos... só com Equipas
Esta é a melhor altura de nos unirmos. Pedir ajuda, reunir consensos, inspirar grupos são apenas algumas tarefas do dia-a-dia dos campeões em 2012. Todos sabemos que os grandes objetivos nunca são conseguidos por apenas um indivíduo, sendo que num momento do tempo onde o sentimento de insegurança cresce, a união proporciona uma maior partilha de ideias, riscos, responsabilidades e tarefas. Este é um elemento critico para a concretização das suas metas.

Comece hoje mesmo o seu sucesso este ano!

Ricardo Peixe, Coach & Trainer na Life Training, Precursor do VencerGT.com

3 Erros a evitarno próximo ano

O ano está prestes a terminar e estou certo que temos imensas aprendizagens a retirar dele.
Do meu trabalho com quase 15.000 pessoas ao longo ano, consegui reconhecer alguns dos erros mais comuns que custaram milhões a empresas e sucesso profissional e pessoal a milhares de pessoas.

Partilho-os para que todos possamos olhar e retirar as aprendizagens que queiramos, sendo certo que pelo menos ficamos com algumas dicas sobre o que pode funcionar.

Erro #1 – “Nada vai mudar”Albert Einstein disse um que “insanidade mental é fazer as mesmas coisas da mesma forma e achar que o resultado será diferente”. Sendo que neste momento da vida económica e política nacional e europeia, “achar que o resultado será igual, e continuara a fazer as mesmas coisas” é também insano.

O mundo está a modificar a passos largos, e é essencial que as empresas e colaboradores se mantenham ativos, atentos e ambiciosos na busca de novas e melhores soluções para que se manterem à frente do mercado. Estas são as melhores alturas para fazer um mix inteligente entre “best pratices” e inovação de fundo.
É sem duvida uma altura muito excitante, pois com o foco certo qualquer um pode chegar a um lugar cimeiro e tornar-se pioneiro num mercado, produto ou serviço.

Erro #2 – “Objetivos?”Não saber exatamente qual a meta é a melhor maneira de falhar! Com esta turbulência a acontecer quase numa base diária, é ainda mais importante sabermos exatamente o que queremos. Seja numa organização, seja no âmbito pessoal/profissional, conseguir definir com clareza o que queremos vai ajudar-nos a perceber qual o caminho para lá chegar e quais as implicações de o fazer.
As implicações ou o “preço a pagar”, é talvez um dos maiores impedimentos/motivadores à prossecução de um objectivo e ao conseguirmos fazê-lo com um sentimento de alegria, diversão e desafio enquanto o conseguimos.

Definir com precisão e ambição o que queremos, não é só um exercício mental poderoso, é algo que pode representar a diferença entre ter um 2012 fabuloso ou mais um ano a tentar sobreviver.

Erro #3 – “Eu é que sou importante”Se o foco da empresa ou o seu foco enquanto colaborador não é o de criar enorme valor com o seu produto, serviço, trabalho ou conhecimento, aconselho a fechar as portas já, antes que o “mercado” o faça.

Nos últimos 3 anos temos cada vez mais assistido a uma evolução nos consumidores, que modificaram os seus hábitos de consumo e estão neste momento mais informados, inteligentes, interessados e mais astutos na hora de aplicar o seu dinheiro. Desde um aumento da procura de informação online, ao fenómeno “word-of-mouth” catalisado pelas redes sociais, os nossos clientes valorizam cada vez mais o serviço, a entrega, a qualidade e a inovação...
A dura constatação é que nos tempos que correm não chega ser bom, é quase essencial ser excelente, ser um dos melhores... Estas são as boas notícias para quem está verdadeiramente focado em criar valor no mercado, pois esses receberão muito maiores recompensas do que antes.

Se é colaborador de uma empresa, esta mesma premissa se aplica ao seu trabalho... não há falta de empregos para os que são top na sua função... e neste momento já não chega “cumprir o objetivo e fazer o que pedem”. Se quer mesmo crescer profissionalmente, pergunte constantemente a si próprio “o que posso fazer hoje que ainda não fiz e me vai ajudar a superar o resultado e marcar a organização?”. Acredito que quanto mais respostas conseguir encontrar, maior será o seu sucesso.

Quando daqui a 20 anos, alguém lhe perguntar o que fez num dos anos mais desafiantes que Portugal, a Europa e o Mundo já enfrentaram, o que quer responder?

Ricardo Peixe, Trainer Life Training e Coach

A insegurança da segurança: "Está despedido. Tenha um bom dia"


Imagine por um momento a seguinte situação:

Segunda-feira, 9h30 da manhã, a sua chefia direta pede que entre no gabinete dele.
Durante 5 minutos ouve falar da crise financeira, referendo na Grécia e pacote de ajudas.
No final ouve a seguinte frase: “Posto isto... Está despedido! Tenha um bom dia...”

E agora? O que fazer?
Vai procurar emprego noutro sitio?
Vai abrir uma empresa?
Vai receber fundo de desemprego?
Volta a estudar?
Todas as anteriores? Nenhuma?

Volte ao momento atual...
O quão seguro é o seu emprego?
Nos últimos três anos temos assistido à queda de empresas que julgávamos “à prova de crise” e acredito que já percebemos que não vai ficar por aqui... Obviamente o objetivo deste artigo, não é ser um arauto da desgraça e sim uma chamada de atenção para o sitio onde profissionalmente se encontra.

Se fosse hoje o dia do seu despedimento o quanto estava preparado para tornar hoje o melhor dia da sua vida?
Nos últimos três anos, alguns de nós melhoraram as suas competências com cursos e formações, desenvolveram ideias de negocio, apostaram em novas oportunidades, pesquisaram e leram sobre tópicos de interesse, pouparam e investiram fundos, etc...
Outras pessoas estiveram focadas em não criar ondas, fazer o que lhes mandam, jogar pelo “seguro”, cumprir todas a regras, não se cultivar, etc...

Honestamente não sei qual delas tem feito as melhores escolhas, o que se percebe é que o resultado de umas e outras provavelmente será diferente. No caso de despedimento, qual das pessoas acredita que estivesse melhor preparado para manter (e até aumentar) o seu rendimento, condição de vida e até felicidade. Muitas destas pessoas dão até esse salto por sua livre e espontânea vontade, montando negócios e criando a sua própria realidade.

Neste tempo conturbado em que vivemos, as grandes empresas equiparam-se a um petroleiro a guinar à direita... na face da mudança rápida, simplesmente não tem a flexibilidade para se adaptarem em tempo útil. As pequenas empresas que são ágeis e focadas conseguem aproveitar as vantagens mais rapidamente, agir em força nas oportunidades e criar valor mais rapidamente.

O mesmo se aplica a nós enquanto profissionais. Quer ser pesado, fazer o que sempre fez e esperar que tudo corra bem, ou ser ágil, interessado, criativo, inovador? Como o poderia ser ...agora?
Quando daqui a muitos anos estiver a recordar os momentos da sua vida, como quer contar a sua história?

Lembre-se que tem dentro de si o maior poder do mundo: o dA Decisão! Decida usá-lo...

Ricardo Peixe, Coach & Trainer na Life Training, Precursor do VencerGT.com

Pare, escute e olhe


“Estivemos próximos de marcar o primeiro e sofremos um golo no contra-ataque. Mantivemo-nos focados e partimos para cima deles para conseguir o empate quando, num lance dividido na nossa grande área, o arbitro assinalou penálti. 2-0! O jogo estava perdido...”
Este relato na primeira pessoa, de um conhecido jogador de futebol, exemplifica quase na perfeição a atitude mental que afecta inúmeras pessoas neste ultimo trimestre do ano.

Os objetivos foram normalmente definidos em Janeiro e 9 meses depois conseguimos já ter uma boa percepção se estão próximos de se cumprirem ou não. Esta avaliação propicia duas situações específicas e antagónicas que nos desmotivam no dia-a-dia.
Se percebermos que o objetivo já está quase atingido tendemos a baixar os níveis de concentração e foco, pois é quase garantido que o atingimos, baixando o nosso rendimento.

Por outro lado, se o objetivo está demasiado distante, desanimamos pois achamos que é impossível e perdendo a crença que podemos conseguir, agimos de acordo com a de não atingir, o que automaticamente prejudica a performance individual.
Uma solução para estes cenários é a reavaliação da meta e posterior redefinição, tendo em atenção fatores como tempo restante, recursos disponíveis, ajuda possível e aprendizagens passadas a serem utilizadas.


O momento de revisão das metas pode ser uma oportunidade fantástica para nos (re)motivarmos a conseguir chegar mais longe e deve fazer parte do processo natural de medição do nosso progresso.

Como diria Peter Drucker: “Se não pode ser medido, não pode ser gerido.”

Ricardo Peixe, Coach & Trainer na Life Training, Precursor do VencerGT.com

Férias todo o ano

"Finalmente chegaram as férias!"
Nesta altura do ano esta expressão é dita por pessoas de todo o mundo que largam os seus empregos por uns dias e desfrutam de atividades diferentes, e experiências diferentes em locais diferentes dos habituais. Quando regressam ao trabalho, muitas vezes sentem-se mais energizadas e prontas para lidar com os desafios do dia-a-dia. A questão é que este "estado de graça" tende a durar pouco e muito em breve se pensa e sonha novamente com aquelas duas semanas a viajar pela Europa ou sentado à "sombra da bananeira".

Os profissionais de maior sucesso que conheço tem uma outra forma de encarar a realidade laboral e de lazer que lhes permite altos níveis de concentração, foco e performance ao longo do ano, mantendo tambem a diversão e excitação. Deixo-vos algumas dicas que recolhi ao ajudar estas pessoas a obterem melhores resultados e que podem ser aplicadas à generalidade das profissões.

1. Tenha paixão pelo seu trabalho.
Se está numa profissão/emprego que desgosta, então é bem mais difícil ter energia e obter altos resultados. Se não pode/quer mudar de profissão para algo que seja mesmo o que o inspira e motiva, encontre algo dentro deste emprego que o apaixone. Pode ser o contacto com outras pessoas ou a paz de estar mais isolado, pode ser s desafios constantes ou a certeza das mesmas rotinas, pode ser a equipa com quem atinge vitórias ou as aprendizagens que retira dos conflitos que enfrenta, etc. Encontre algo que o leve a sorrir quando pensa no trabalho e a energia crescerá dentro de si.

2. Use bem o tempo fora do trabalho.
Em vez de se entregar aos prazeres da televisão quando chega a casa, experimente variar as atividades. Desporto, passear depois jantar, brincar com os miúdos, ajudar-los a fazer os trabalhos, ler um livro, etc., são apenas alguns exemplos que mediante as disponibilidades horárias e físicas podem ajudar a quebrar as rotinas e adicionar energia aos dias.

3. Mime-se.
Todos os meses faça algo por si ou caso possua um, pelo relacionamento conjugal. Uma massagem, um fim de semana fora, um jantar num local diferente, um passeio mais prolongado... Crie estas experiências que ajudarão a mostrar a si mesmo que há tempo para tudo, especialmente para se premiar. Estes mimos funcionam muitas vezes como ótimos retemperadores da nossa energia. E nunca se sabe o que pode acontecer quando usufruímos de novas experiências!

4. Estimule-se mentalmente.
Aprender e crescer são características essenciais da nossa natureza para aumentarmos a nossa satisfação global enquanto seres humanos. Aprenda novas línguas, leia livros de matérias que se interesse, aumente a sua cultura geral e verá que essa energia se traduzirá em melhores performances mentais …também no trabalho.

É tão simples incluirmos algumas destas dicas no nosso dia como queixarmo-nos que não temos tempo para isso. Qual a sua escolha?


Ricardo Peixe, Coach & Trainer na Life Training, Precursor do VencerGT.com

Opção A ou B?


Uma das questões determinantes para o sucesso de uma liderança é a capacidade do líder conseguir reunir esforços e vontades em torno de um objetivo comum. Isto é tão fundamental que, arrisco dizer, muitas vezes só se é um verdadeiro líder se o conseguirmos fazer. Esta questão tem o reverso da medalha pois seguir outros é também liderança…

Numa organização social/política/empresarial/civil ocidental, nos dias de hoje, é normal que uma decisão ou opção seja discutida e avaliada antes de ser tomada ou implementada. Nesse momento de avaliação, de uma forma mais ou menos democrática, diversos intervenientes têm uma palavra ou opinião a expressar. Após algum tempo de escuta e ponderação, uma decisão é tomada.

Este é um momento fundamental em qualquer empresa e um teste à liderança, pois muitas vezes acontece que, aqueles que tinham uma opinião diferente ao que foi decidido, mantêm essa mesma convicção. Se o líder não está atento a esta situação, o resultado típico na mente destes colaboradores é: “Se foi decidido A e eu acredito que era melhor B, apesar de ser obrigado ou forçado a fazer B, eu não acredito que possa resultar e por isso vou-me esforçar menos”. É por este motivo que se assiste a comportamentos de algumas pessoas que consciente ou inconscientemente sabotam os seus próprios resultados exclusivamente para provarem que tinham razão.

O trabalho do líder neste caso é certificar-se que todos estão verdadeiramente dentro do barco. Que depois de se ter decidido A, todos defendem A e se esforçam para que resulte. Só assim é que conseguimos mesmo testar A, B ou qualquer outra opção ao máximo. É importante por isso certificarmo-nos que todos compreendem a importância de seguirem esta estratégia, sabendo o que ganham se o fizerem e o que perdem se tal não acontecer.
O reverso da medalha é que liderança também é seguir e seguir bem. Um líder de si próprio também é o que consegue seguir uma decisão e aplicar-se ao máximo na busca do seu sucesso, mesmo que essa seja diferente da sua opinião. Ele sabe que só assim está a ser fiel ao seu valor de liderar pelo exemplo (entre colegas) e que só assim pode esperar que outros façam o mesmo numa situação inversa, quando chegar a sua vez de liderar processos e pessoas.

Ao sabermos liderar e seguir, garantimos que no final do processo existe uma certeza que tudo foi feito com o máximo de empenho e congruência.

Ricardo Peixe, coach, criador do método Vencer GT, formador da LIFE Training na área comportamental


Artigo previamente publicado na plataforma Dinheiro Vivo

Responsabilidade dos vencedores

Em Julho de 1994, na cidade de Pasadena (EUA), a final do campeonato do mundo de futebol chega ao fim de 120 minutos com um empate entre Brasil e Itália. Para marcar o 5º penalti da Itália, Roberto Baggio pega na bola, depois de dois companheiros de equipa já terem falhado penalidades.


Sabendo que se não marcasse, entregava a taça ao Brasil - este festejaria assim o tetra campeonato depois de um interregno de 24 anos. Baggio (FIFA Player of the year e Ballon d’Or em 1993) foi um dos mais geniais jogadores da sua geração e discutivelmente um dos melhores atletas italianos de sempre, sendo o único a marcar em 3 campeonatos do mundo. Em 1994, depois de um apuramento por goal-average na fase de grupos, Roberto Baggio levou Itália “ao colo” marcando 5 golos nos 3 jogos que antecederam a final...


E apesar de detentor de inúmeros títulos e troféus, Baggio ficou para sempre conhecido como aquele que falhou o penalty.


Mark Zuckerberg era um jovem estudante da Universidade de Harvard quando em 2004 lançou um site que inicialmente se chamava TheFacebook.com.
O site cujo propósito inicial era servir de plataforma de interação entre alunos da Universidade rapidamente começa a ganhar adeptos e espalha-se uma velocidade estonteante. Mark percebe que o site pode ser um fenómeno e quando apenas 4 meses após o seu lançamento recebe uma proposta de 10 milhões de dólares para vender. E decide recusar.


Em 2006 e com apenas 22 anos, o jovem Zuckerberg recusou não uma ou duas, mas sim quatro propostas, todas acima de mil milhões de dólares. Com uma receita bruta estimada do Facebook em 2010 de dois mil milhões de dólares, parece que a aposta compensou.


Nenhum destes homens sabia como ia correr o futuro e, com ou sem sucesso, ambos perceberam que é nos momentos difíceis que é necessário reunir a coragem de se assumir, correr riscos e aceitar a responsabilidade. Com ou sem sucesso na altura, serão relembrados, quem sabe para sempre, como “líderes” que enfrentaram os desafios e quiseram criar a sua página de história. O seu rumo com sucesso.


Seja vendedor, CEO, supervisor, funcionário, líder ou colaborador, chame a si a responsabilidade dos vencedores e insista em escrever o resto deste ano 2011! Ao fazê-lo estará a ser um verdadeiro líder, e conscientemente ou não, a inspirar outros a segui-lo.


Ao ser dono das suas escolhas, definindo objectivos e focando-se neles mesmo em momentos difíceis, está a dar um passo à frente para conseguir aquilo que precisa. Lembre-se que, ganhe ou perca, se o fizer desta forma, o caminho é bem mais sentido como “seu”. Como disse um dia David Starr Jordan, “O mundo deixa passar aquele que sabe para onde vai”...


Ricardo Peixe, Coach, Formador e Palestrante da LIFE Training

Sucesso nas vendas: Sabe qual é o primeiro passo?


Antes de começar qualquer processo de venda, é importante ter bem claro na nossa mente qual o objectivo do mesmo. Que respostas queremos da pessoa que vamos influenciar? Como vamos saber se ela nos deu a resposta?
Se queremos produzir um determinado estado ou pensamento, como vai a pessoa reagir quando tiver lá chegado?

Seria de esperar que vendedores tivessem sempre em mente quais as suas metas e qual o objectivo que querem das suas interacções. Se perguntar a um comercial mesmo antes de ele atender um cliente, qual o seu objectivo para a interacção, vai receber as mais incríveis respostas: "Vou atender o cliente..." "Vou falar com o cliente..." "Hummmm.... O que quer dizer por objectivo?"

Ora imagine um jogo de futebol sem balizas, um jogo de basket sem cestos, que resultado podíamos esperar de um jogo em que não há uma meta precisa?
Há pessoas e responsáveis em empresas que passam pela vida desta forma, sem objectivos, sem desafio, sem ganhar, sem atingir…


Termos o nosso objectivo definido em cada área da nossa vida e quando partimos para cada interacção, vai-nos proporcionar uma experiência em tudo diferente, um desafio onde sabemos onde queremos chegar, o que queremos atingir e por isso “jogamos” para o conseguir!

Lembro de há alguns anos atrás em um dos meus primeiros trabalhos na área comercial, a organização ser pouca e embora fossemos comissionistas, não havia grandes prémios a atingir.
Pouco depois de me iniciar entrei na “média geral”, raramente me destacando. Mas foi quando a empresa introduziu um sistema de prémios para os melhores vendedores do dia e que eu firmei esses como os meus objectivos diários, e os meus resultados dispararam! A partir desta definição, era mais facil criar uma imagem mental de concretização, que ao mesmo tempo ajudou na focalização da meta.

O mesmo aconteceu numa empresa onde tínhamos uma variedade muito grande de produtos e serviços a oferecer. Como não tinha um objectivo para cada contacto, muitas vezes perdia-me em pormenores, apresentava demasiadas soluções ao cliente, este saía sem comprar e o meu trabalho não me satisfazia!

Foi aí que eu disse: “O que é que eu verdadeiramente quero? Qual o meu objectivo quando abordo um cliente?”. A partir do momento em que o defini, os meus contactos foram mais precisos, consistentes e com muito maior taxa de fecho!

Defina agora os objectivos da sua vida e interacções. Ajude os seus colaboradores e colegas a fazer o mesmo. Isto vai aumentar o seu grau de compromisso, ao mesmo tempo que aprofunda o conexão com eles.
As imagens são a mais poderosa forma de comunicarmos com a mente inconsciente, por isso criar uma imagem mental da nossa meta, em termos positivos, é criar uma clara mensagem para o inconsciente.


Ricardo Peixe, Coach & Trainer na Life Training, Precursor do VencerGT.com
Próxima CERTIFICAÇÃO em NEUROVENDAS LIFE Training

A Pedra Basilar: aumente agora a sua autoconfiança


Quando somos chamados a intervir em empresas e equipas que estão com desafios em manter ou aumentar resultados, uma das primeiras coisas a que prestamos atenção é o nível de autoconfiança dos elementos.

A autoconfiança é crença ou o acreditar em si próprio, acreditar que é capaz de realizar aquilo a que se propõe, a ultrapassar obstáculos e vencer desafios. Como é óbvio, sem ela, qualquer tarefa em que estejamos envolvidos começa a tornar-se mais complexa, pois os nossos esforços começam a ser quase auto-sabotados por uma atitude associada a um padrão de comportamento do tipo "Faça o que fizer, não vou conseguir."!

Existem variadíssimas formas de aumentar a autoconfiança e na maioria dos casos as interacções e jogos proporcionados na formação permitem colocar as equipas fora da sua zona de conforto. Com isto aumentam a crença de que conseguem fazer mais do que o que estavam à espera.
No fundo, a forma de se ganhar autoconfiança que resista ao longo do tempo é mesmo esta: fazermos coisas que estão fora da zona de conforto, que são desafiantes, e quanto mais as fazemos, mais conseguimos perceber de que somos capazes de mais do que o que estávamos à espera. Isso faz crescer a nossa crença de que conseguimos.

É engraçado perceber que o conceito de transcontextualidade introduzido pela neuroestratégia também se aplica aqui. Por superarmos uma prova física ou um enigma, o nosso cérebro sente-se mais capacitado para fazer outras tarefas, mesmo que em nada tenham a ver com as primeiras! Isto acontece, pois tendemos a utilizar as estratégias ou comportamentos que resultam numa situação transcontextualmente, em outras situações ou contextos.

Obviamente, o que dizemos a nós próprios e a outros sobre nós tem um grande impacto na nossa autoconfiança e auto-estima. Sempre que falamos, estamos a transmitir crenças, opiniões, convicções e muitas vezes a reforçá-las nesse processo. Então, é natural que se estamos a dizer coisas como "eu não consigo, eu não sou bom, eu não presto", isso nos faça sentir muito diferente do que dizer algo como "eu estou a melhorar, eu tenho valor, eu vou conseguir".
É bom esclarecer de que o objectivo não é dizer coisas sem sentido só porque são bonitas, é sim olharmos para algumas situações pensando na solução e observando também os aspectos positivos que elas podem conter.

Sugiro por isso dois exercícios simples e muito poderosos para iniciar esta mudança de "crenças", para começarmos a ganhar mais confiança em nós:

Exercício 1:
Escreva de manhã ao acordar ou o mais cedo possível, 10 características positivas sobre si! Dez coisas que faça bem ou que sejam suas qualidades... Pode ser algo muito simples como gostar de exercício físico ou ser sincero. Pode ser algo complexo como aceitar os outros como eles são... Deve fazer este exercício durante 3 dias, encontrando sempre características diferentes. Peça a amigos e familiares para dizer o que gostam em si, pedir ajuda não só é permitido como recomendável. No final dos 3 dias tem uma lista de 30 coisas óptimas sobre si e de certeza um sentimento muito bom!

Exercício 2:
Escreva três "afirmações poderosas" sobre si. O objectivo do exercício é criarmos três frases sobre nós que quando as dissermos, nos façam sentir bem, nos façam sentir poderosos, nos dêem alento e coragem, nos lembrem dos objectivos que vamos conquistar.
Se for desafiante fazê-lo, use as 30 características e construa frases com base nelas... Qualquer afirmação é válida, desde que acredite nela e ela lhe traga um sentimento de confiança e poder. Depois é só dizê-las todos os dias em frente ao espelho de manhã e/ou sempre que se sentir mais em baixo. É impressionante como um exercício tão simples e rápido tem um impacto tão enorme na nossa vida.
Experimente!


Ricardo Peixe, Coach & Trainer na Life Training, Precursor do VencerGT.com

Liderança pelo exemplo

Há muito tempo atrás, um grande amigo disse-me que "o melhor marcador da equipa pode não ser o melhor treinador".

Existe por vezes uma concepção errada de que para liderarmos uma equipa pelo exemplo temos de ser aquele com melhores conhecimentos e ferramentas da equipa.

Ora o conceito de "Liderança pelo exemplo" já existe há muito tempo e de diversas formas sendo que uma das primeiras vezes que foi "oficialmente" apresentado ao mundo foi através do livro Leaders: The Strategies for Taking Charge (Bennis e Nanus, 1985). O que se postulava aqui é que o líder é o principal responsável pela definição, implementação da ética e modo de trabalho. Que a principal e mais eficaz forma de o fazer era através das suas próprias acções, comportamentos.

O líder mais eficaz será portanto aquele que for mais congruente com o que diz, ou seja, aquele que de facto puser em prática o que fala.
Para liderar pelo exemplo, não necessitamos de ter mais conhecimentos ou técnicas, visto que o que se espera de nós é que se dissermos que a motivação é importante, estejamos motivados; se postularmos que é fundamental chegarmos a horas, temos de ser os primeiros a fazê-lo; se queremos que a equipa reconheça quando errou, seremos os primeiros a fazê-lo; se dissermos que queremos ver criatividade e foco nas soluções, não podemos depois queixarmo-nos e falar só da crise.

À luz deste conhecimento, estabeleça para si quais os comportamentos que quer mesmo implementar na empresa e que se sente confiante de que pode dar o exemplo. Apresente-os aos colaboradores de uma forma clara e explícita, para que saibam com o que contar e defina formas de controlo, de gratificação pelo bom trabalho/comportamento/acção e de penalização pelo incumprimento. Vai ver como rapidamente se podem instalar novos hábitos numa equipa.

Ricardo Peixe, Coach & Trainer na Life Training, Precursor do VencerGT.com
http://www.ajudaincondicional.blogspot.com/

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