O Poder Mental de Cristiano Ronaldo II
Continuando a série de artigos iniciada aqui, hoje analiso o ítem
Capacidade Mental*
Neste item, os cientistas pretendem descobrir o quanto é que o cérebro e a forma como CR (Cristiano Ronaldo) o utiliza contribuem para a sua performance dentro de campo.
É maravilhoso ver que tanto Arséne Wenger como o próprio Ronaldo de imediato falam, não das capacidades espaço-matemáticas do cérebro e sim das características intangíveis da mente, no caso concreto a auto confiança e a fortaleza de espírito.
O primeiro teste realizado pretende perceber qual o peso do seu processamento mental na execução de uma finta. Para isso ele realiza um exercício onde tem que manter a bola em sua posse enquanto um adversário procura retirá-la. Ronaldo e o seu oponente estão equipados com um aparelho que permite ver o exato ponto onde estão a olhar durante o desafio.
Naturalmente, CR mantém o controlo da bola durante os 8 segundos do exercício, sendo que a verdadeira descoberta está em perceber que ele olha para coisas muito diferentes do adversário. Antes de fazer a finta, o Cristiano olha para a bola, depois para as ancas, pernas e pés do adversário, depois para o espaço onde quer que a bola vá, e a seguir executa a finta. Esta observação do corpo do oponente é critica para o seu sucesso pois é essa leitura que lhe permite perceber qual o ponto fraco e executar o que procura.
Uma observação deste género implica que no espaço de milésimos de segundos, o cérebro de CR execute complexos cálculos sobre a velocidade, pressão no apoio, tempo de reação e tudo apenas com a observação externa de ângulos da anca e pé.
Como devem imaginar, é impossível este cálculo ser feito com a mesma rapidez conscientemente, por isso CR utiliza a mesma capacidade que nós utilizamos ao conduzir um carro. Numa estrada movimentada, um condutor é capaz de num curtíssimo espaço de tempo, calcular as velocidades de carros no mesmo sentido e sentido oposto, avaliar espaços, percepcionar aberturas e quase que adivinhar movimentos dos outros condutores. Esta capacidade, tal como a do Ronaldo, é explicada pela Psicóloga Desportiva Zoe Wimshurst enquanto resultado de anos de treino que viram milhões de movimentos e jogadas. Estas são registados no cérebro de uma forma que inconscientemente. Quando necessitamos, conseguimos aceder a eles e utilizar essa experiência passada para “adivinhar” o futuro.
Por que razão outros jogadores que treinam com afinco não têm a mesma capacidade?
A resposta será sem dúvida complexa e uma mistura de várias situações, sendo que a mais importante, da minha perspetiva, relaciona-se com a "prática deliberada" que falamos no artigo passado.
CR está permanentemente em modo aprendizagem quando treina ou joga, o que abre lhe permite observar todas as experiências como mais dados para ser melhor no futuro. Este modo de aprendizagem “constante” e aceitação de feedback é um dos maiores componentes do sucesso, referido por milionários e empresários como Warren Buffet ou Donald Trump.
No teste seguinte, uma bola é cruzada para CR cuja função é marcar golo.
Isto seria simples, sendo que as luzes são desligadas durante o voo da bola e a sala fica na mais completa escuridão. Como termos de comparação o teste é feito também por um futebolista amador chamado Ronald que falha a sua tentativa de acertar na bola. CR, por outro lado, acerta à primeira e uma outra vez a seguir (só para ver se não tinha sido sorte).
O processo cerebral que está a ser utilizado é o mesmo que no exercício anterior, pois Cristiano está a retirar informação do corpo do jogador que remata a bola e da trajetória da mesma, recorrendo à memoria de situações passadas e juntando essa informação com o movimento do seu corpo para marcar golo. Ronaldo consegue marcar mesmo quando a luz é desligada logo a seguir ao cruzamento, isto é, sem nunca chegar a ver a bola no ar.
Se haveria dúvidas que o nosso cérebro é uma “máquina” fantástica, ela está desfeita aqui, pois sem dúvida que este é um exercício muito difícil de realizar. De referir que há mais um factor que pesa muitíssimo neste capítulo, a autoconfiança. Cristiano Ronaldo sabe que consegue fazê-lo, sabe que treina, que se esforça, que aprende, que está sempre em busca de evoluir e por isso tema a confiança que lhe permite confiar no seu inconsciente e aceitar o calculo que ele faz. Esta capacidade de acreditar quando outros duvidam é uma das que caracteriza “génios” como Steve Jobs ou Jeff Bezos (Amazon.com).
No próximo artigo, analisaremos a técnica de Ronaldo e o que podemos aprender que nos ajuda no nosso sucesso diário.
NOTA: A Programação Neuro Linguística (PNL) enquanto disciplina que estuda indivíduos de sucesso e mapeia a forma como o fazem, é extremamente útil na vertente do treino mental. Através de exercícios simples e poderosos, qualquer pessoa pode efetivamente condicionar o seu cérebro como Ronaldo fez com o dele, com a vantagem de não ter que ter de começar aos 12 anos – tendo, contudo, outras condicionantes para lidar.
A PNL tem sido para mim uma ferramenta e uma forma de encarar a vida que me proporcionou resultados como nunca imaginei. Enquanto Coach e Trainer é a principal arma do meu arsenal para inspirar, motivar e ajudar pessoas a atingirem melhores resultados.
Ricardo Peixe, Coach&Trainer na Life Training, Master em PNL certificado ITA/LT
*(Ver vídeo Aqui)
O corpo como criador de flexibilidade mental
Bailarinas desenhadas em cavernas entendidas como milenares talvez seja um bom indicador que mexer o corpo é importante. Muitos autores dedicam-se ao estudo da ligação entre a linguagem corporal com linguagem do pensamento, isto é, à ligação entre o que fazemos com o corpo e aquilo que fazemos com o nosso cérebro.
Um dos mais acutilantes será, no meu ponto de vista, José Ângelo Gaiarsa, escritor do livro "Organização das Posições e Movimentos Corporais" onde de forma clara e detalhada demonstra aquilo que será o movimento estudado e o movimento natural.
Esta temática assume um interesse maior, quando sabemos de forma experienciada que o que fazemos com o nosso corpo nos permite um estado de espírito específico e mais ou menos potenciador ao resultado que pretendemos.
Tenho dedicado algum do meu tempo a estudar e a treinar formas de flexibilizar a linguagem corporal, ao mesmo tempo reconhecendo os diferentes estados emocionais a que acedo quando um ou outro movimento é realizado.
J. A. Gaiarsa, em algumas entrevistas, atribui mesmo muita responsabilidade à capacidade do indivíduo se mexer e como se mexe, pois ele cria uma analogia perfeita e densa entre a flexibilidade física e a flexibilidade mental, dizendo "A gente só consegue mexer com as ideias na cabeça da mesma forma e na mesma medida que a gente consegue mexer os objetos com as mãos. Quem nunca juntou nada não pode saber o que é juntar, quem nunca separou nada não pode saber o que é separar, então existe uma ligação profundíssima entre a versatilidade dos movimentos e a versatilidade da inteligência".
Quantos treinam diariamente o movimento no seu corpo? Quantos reconhecem os movimentos básicos? Talvez esta nova forma de olhar para uma das "ferramentas" mais poderosas de todo o sistema seja muito nova, até porque a maior parte de nós é preparado para estar quieto desde de muito cedo. Aprendemos a ficar parados e não mexer. Segundo o mesmo autor a proposta poderá ser bem diferente e com isso criar resultados, também eles bem diferentes "a criança tem que ser irrequieta pois está a aprender a trabalhar com a máquina neuro mecânica mais complexa do universo conhecido…".
Começar uma nova atitude perante o nosso corpo pode significar sair da nossa zona de conforto, do nosso lugar seguro e também, acredito eu, aumentar a nossa flexibilidade. Assim, poderá começar por mudanças pequenas, como a forma como se senta, sorrir mais num dia e lentamente começar a mexer mais o seu corpo, com exercício físico. Quem sabe começar a dançar todos os dias? Deixe os seus braços cair e chegar a lugares antes não existentes, leve a sua cabeça relaxada para além do que até agora imagina e deixe que as suas pernas se transformem em raízes de árvores, experienciando, quem sabe, certeza e força!
"Dance como quem dança quando ninguém vê..."
Lígia Ramos, empreendedora, criativa, formadora da LIFE Training e especialista em GRH
O poder das nossas crençasI : Desalento e acção
Vou lendo por aqui e por ali, alguns momentos de desalento de descrédito, de falta de auto estima e de baixar de braços, seguramente de pessoas que se sentem momentaneamente com menos recursos internos disponíveis (para ultrapassar dificuldades) do que normalmente terão.
Frases como “Eu não acredito no amor”, “estou desesperada/o”, “detesto o meu trabalho”, “não acredito nas pessoas” e tantas outras frases que me levam a pensar que pessoas extraordinárias estão a desperdiçar o seu potencial com pensamentos e escolhas negativas.
Muitas pessoas escrevem sobre este assunto e muitos dos amigos e amigas, dizem com desprezo, “eu detesto livros de auto ajuda”…
Estou convencido que há preconceitos sobre o género ou, pensando de forma mais radical, há medo em serem alertados para factos, para atitudes da nossa vida que são postos em evidência por esses mesmos textos, colocando-nos em causa e alertando-nos que estamos em efeito.
Há medo em concluir que para se melhorar a qualidade de vida é necessário sair convictamente da nossa zona de “conforto” e arriscar, romper rotinas, que temos os recursos necessários para atingirmos os nossos objectivos, entender que o fracasso é aprendizagem, entender que se pode ver a realidade com “óculos” diferentes, resultando disso diferentes “verdades”, entender que sem objectivos claramente definidos qualquer caminho serve para nos levar ou não nos levar a lado algum.
Um dia, li num livro de Anthony Robbins, um pensamento mais ou menos assim:
Num determinado momento, se uma pessoa diz a si mesma que não acredita no amor, se tem essa expectativa de fracasso nessa área, quanto do seu potencial de amar se irá realizar?
Seguramente não muito!
Ela já disse a si mesma, já enviou um sinal ao seu sistema, ao seu cérebro, para que este fracasse nessa área.
Tendo começado com essas expectativas, que tipo de acções irá essa pessoa provavelmente empreender?
Serão confiantes, energéticas, congruentes e assertivas?
Vão essas pessoas reflectir o seu verdadeiro potencial para amar?
Não, será muito pouco provável que assim seja!
Se uma pessoa está convencida de que tudo vai fracassar, para quê o esforço de tentar arduamente?
O que se passa é que uma quantidade de potencial já empreendeu acções de indiferença que anulam acções futuras.
As crenças entram numa cadeia, numa espiral descendente clássica.
Olhar para o fracasso enquanto falhanço, cria mais fracasso.
As pessoas que são infelizes e que vivem esmagadas pela dor, seja de que tipo for, estiveram durante muito tempo sem resultados e já não conseguem acreditar.
Pouco ou nada fazem para realizar o seu potencial e começam a descobrir como é que podem levar a sua vida a um ponto em que façam o menos possível obtendo resultados que deitam ainda mais abaixo as suas crenças em vez de fazerem o contrário.
Li também mais tarde que:
"Se fizermos quilo que sempre fizemos, obteremos aquilo que sempre obtivemos”.
Convido-vos a pensar um pouco no alcance desta frase, e no próximo artigo partilharei algumas fórmulas para uma mudança de paradigma. :)
Até lá, votos de bons pensamentos!
Paulo Espírito Santo, Master practitioner, coach e formador LIFE Training
O Factor X
Acredito que uma equipa de “Marcos Fortes”*em Alta Performance não só traria resultados (muito) interessantes, como o faria de uma forma focada e divertida. Uma questão que poderá fazer será “Então, como consigo eu fazer isso no meu trabalho”?
Acredito existir uma estrutura que permite a qualquer pessoa concretizar o que quer. Existe há 40 anos e é a base da Programação Neuro Linguística. Tal significa aceitar e actuar sobre a premissa de que, em dado momento, os resultados dependem directamente dos comportamentos, estes dependem do estado emocional dominante da pessoa, e que por sua vez, este deriva dos pensamentos que está a ter e da forma como está a usar o seu corpo no momento.
Atentemos no exemplo de sucesso de outro Marco. Mark Wahlberg, actor, produtor e empreendedor, passou dias duros no início da carreira e foi fazendo escolhas. Como todos nós, aliás! O que me fascina não é o aconteceu à sua volta e o que ele tem agora, é sim descobrir a evolução que fez a nível interior.
Registe estas 3 poderosas premissas neuronais:
1. O seu cérebro molda a sua realidade – A Neurociência confirma que o cérebro atua como um enorme filtro de spam. Você verá e terá a realidade onde tem o seu foco, a que os filtros têm instrução de permitir ou criar. “Sendo” vítima ou campeão.
2. Sonhe em Grande, comece pequeno – Pequenas vitórias diárias geram resultados impressionantes! Essa é uma das chaves. Praticar e treinar até as acções para o desempenho desejado serem gravadas no piloto automático.
3. Planos vagos dão resultados vagos – Faça um plano a 12 meses e inclua 3-4 etapas que levem ao objectivo final. Crie e monitorize checkpoints. Estes orientarão a sua Evolução!
Adaptação do artigo The Mark Wahlberg Factor, de Robin Sharma, por João Ricardo Pombeiro.
* Marco Fortes é atleta olímpico em lançamento do peso por Portugal, o melhor desde sempre, foi visado por críticas na comunicação social nos Jogos Olímpicos em Pequim, e desde o início de 2012 já bateu o recorde nacional por 5 vezes!
João Ricardo Pombeiro, coach, formador da LIFE Training na área comportamental
Comunicação: mude as suas palavras, mude a sua vida
Muito se tem escrito, estudado, questionado: Afinal, qual a importância das palavras? São apenas sons estruturados a que damos determinados significados? Estão "hard-wired" no nosso cérebro? Têm significado pessoal ou social?Gostava que por uns instantes, imaginasse o seguinte:
Uma palavra é uma espécie de "password" para uma determinada zona do cérebro. De acordo com a palavra que diz, ouve ou pensa, o seu cérebro abre essa zona do cérebro. Lá dentro tem acesso, através de poderosos algoritmos, a toda a informação relacionada com essa palavra. De acordo com o contexto e com o valor emocional de cada uma das potenciais opções, escolhe o que trazer de volta antes de fechar essa zona e passar à seguinte.
Se alguém falar com um tom irónico, o seu cérebro tenderá a selecionar significados de acordo com esse contexto.
Se alguém usar o nome de uma pessoa que ame, apesar do contexto não ser ligado a essa pessoa, poderá ter uma lembrança súbita dessa pessoa (pelo valor emocional elevado).
Este fenómeno faz com que as palavras tenham um poder enorme. Com as suas palavras dirige momentaneamente o seu sistema e o dos outros. Há quem perceba isto e dedique anos da sua vida a aprimorar a forma como fala e escreve, para que possa obter máximo poder influenciador. Há quem não perceba isto e fale e escreva de forma menos intencional ("mais pura e menos filtrada" poderia alguém dizer; "menos responsável e eficiente", acrescentaria eu!)
Em algumas palestras faço uma pequena brincadeira dizendo que às vezes, "em vez de falarmos sobre o que queremos e não falarmos sobre o que não queremos, falamos sobre o que não queremos e não falamos sobre o que queremos".
Aquilo sobre que quero falar é sobre a sua comunicação e sobre como pode melhorar TODOS os seus resultados, aprendendo umas simples dezenas de técnicas e truques linguísticos que o/a ajudarão a ser mais consistente, eficiente e intencional. Acredito de tal forma nisto, por ter assistido a tantos "milagres" de transformação com base na alteração das palavras, que estou disposto a afirmar que ...se mudar as suas palavras, muda a sua vida!
Saudações neuroestratégicas!
PS. Em breve lanço novidades sobre uma forma simples e acessível de aprender estas técnicas. Fique atento/a!
Pedro Vieira, CEO, Formador, Palestrante e Master Trainer em PNL da LIFE Training
*Artigo previamente disponibilizado no blogue de Pedro Vieira
Férias todo o ano
"Finalmente chegaram as férias!"Nesta altura do ano esta expressão é dita por pessoas de todo o mundo que largam os seus empregos por uns dias e desfrutam de atividades diferentes, e experiências diferentes em locais diferentes dos habituais. Quando regressam ao trabalho, muitas vezes sentem-se mais energizadas e prontas para lidar com os desafios do dia-a-dia. A questão é que este "estado de graça" tende a durar pouco e muito em breve se pensa e sonha novamente com aquelas duas semanas a viajar pela Europa ou sentado à "sombra da bananeira".
Os profissionais de maior sucesso que conheço tem uma outra forma de encarar a realidade laboral e de lazer que lhes permite altos níveis de concentração, foco e performance ao longo do ano, mantendo tambem a diversão e excitação. Deixo-vos algumas dicas que recolhi ao ajudar estas pessoas a obterem melhores resultados e que podem ser aplicadas à generalidade das profissões.
1. Tenha paixão pelo seu trabalho.
Se está numa profissão/emprego que desgosta, então é bem mais difícil ter energia e obter altos resultados. Se não pode/quer mudar de profissão para algo que seja mesmo o que o inspira e motiva, encontre algo dentro deste emprego que o apaixone. Pode ser o contacto com outras pessoas ou a paz de estar mais isolado, pode ser s desafios constantes ou a certeza das mesmas rotinas, pode ser a equipa com quem atinge vitórias ou as aprendizagens que retira dos conflitos que enfrenta, etc. Encontre algo que o leve a sorrir quando pensa no trabalho e a energia crescerá dentro de si.
2. Use bem o tempo fora do trabalho.
Em vez de se entregar aos prazeres da televisão quando chega a casa, experimente variar as atividades. Desporto, passear depois jantar, brincar com os miúdos, ajudar-los a fazer os trabalhos, ler um livro, etc., são apenas alguns exemplos que mediante as disponibilidades horárias e físicas podem ajudar a quebrar as rotinas e adicionar energia aos dias.
3. Mime-se.
Todos os meses faça algo por si ou caso possua um, pelo relacionamento conjugal. Uma massagem, um fim de semana fora, um jantar num local diferente, um passeio mais prolongado... Crie estas experiências que ajudarão a mostrar a si mesmo que há tempo para tudo, especialmente para se premiar. Estes mimos funcionam muitas vezes como ótimos retemperadores da nossa energia. E nunca se sabe o que pode acontecer quando usufruímos de novas experiências!
4. Estimule-se mentalmente.
Aprender e crescer são características essenciais da nossa natureza para aumentarmos a nossa satisfação global enquanto seres humanos. Aprenda novas línguas, leia livros de matérias que se interesse, aumente a sua cultura geral e verá que essa energia se traduzirá em melhores performances mentais …também no trabalho.
É tão simples incluirmos algumas destas dicas no nosso dia como queixarmo-nos que não temos tempo para isso. Qual a sua escolha?
Ricardo Peixe, Coach & Trainer na Life Training, Precursor do VencerGT.com
3 factos interessantes sobre o cérebro de que é bom ter conhecimento!
1. Verdadeiro workout para neuróniosAprender, o processo que nos permite adquirir informação sobre o nosso mundo, mantém o bom funcionamento do nosso cérebro. Ou seja, para manter e criar novas células cerebrais, é mesmo necessário exercitá-las.
2. Atenção às dietas rigorosas
Para qualquer tipo de função que exija pensar, prestar atenção e ter auto controlo, motivação, necessitamos de uma fonte nutricional especial de glucose.
Parece mesmo irónico que para conseguirmos fazer dieta, intenção que muitas vezes envolve ter autocontrolo para evitar certo tipo de alimentos, precisamos de níveis estáveis deste sacarídeo!
Este pode ser encontrado em proteínas e carbonatos complexos, tal como yorgurtes light, morangos frescos, vegetais, peixe ou frango grelhado, por exemplo.
O psicólogo Roy Baumeister(i), da Universidade Florida State explicou o papel essencial da glucose:"O corpo humano é indubitavelmente um sistema de energia. A evolução deu-nos cada vez mais complexas formas de agir, que é cara em termos de consumo de combustível.".
3. O significado que damos à inteligência dita os nossos resultados
Num artigo de Carol Dweck(ii), foi mostrado que duas diferentes formas encarar o significado de inteligência afectam a performance dos estudantes na escola.
Dweck fez o levantamento de uma série de estudos - e ela própria conduziu uma investigação - que apontam para o facto de os estudantes que tinham uma ideia que a inteligência é inata, desistiam quando encontravam problemas. Estes imaginavam que tinham atingido o seu limite, porque concluíam que se fossem mais inteligentes conseguiriam resolvê-los facilmente.
Já os estudantes que tinham ideia que a inteligência é algo que se melhora com o estudo e esforço, tratam problemas como oportunidades para melhorarem a sua inteligência, atingindo melhores resultados.
Na verdade, não há consenso científico sobre se a inteligência é inata ou não. Estudos apontam para o facto que se devidamente treinado e estimulado para aceder a mais informação, ele responde positivamente, como já referimos.
Mas independentemente do factor físico, está agora provado que a crença possibilitadora no que diz respeito ao melhoramento contínuo da inteligência -enquanto resposta a problemas -, aumenta exponencialmente a probabilidade de sucesso.
(ii) Professora das cadeiras de 'Personality and Social Development' e de 'Motivation' na Universidade de Stanford
A química da motivação

Sabendo que o grau de motivação e de energia estão directamente relacionados com a nossa produtividade e bem-estar, o que é que podemos fazer para contrariar este ambiente que aparentemente se instalou em nosso redor?
Vamos contar-lhe uma coisa que ninguém lhe disse ainda... Há formas de aumentar motivação, alterando o nosso humor facilmente! ;)
Qualquer estado anímico tem um processo cerebral associado, e uma sensação de falta de energia muito provavelmente tem origem num baixo nível de dopaminas. As dopaminas são neurotransmissores, substâncias químicas que transmitem impulsos nervosos no cérebro (possibilitando o seu bom funcionamento), permitindo o fluxo de informação entre os neurónios. Estão também ligadas à função do córtex pré-frontal e à memória de curto prazo, sendo necessárias para que tenhamos um pensamento claro. Quando estes neurotransmissores são estimulados, temos uma sensação de satisfação, recompensa, expectativas positivas (i), além de gozarmos de bom raciocínio.
Como estimular então as ditas dopaminas, permanecendo motivado e com uma atitude positiva?
Procurar medicação para subir o nível destes neurotransmissores não é, na nossa opinião, a melhor forma para lidar com este tipo de assunto – salvo em casos clínicos, com acompanhamento médico. O que podemos fazer por nós próprios, praticamente sem custo associado e com resultados imediatos tem a ver com uma série de actividades, tais como:
- Procurar surpreender-se! Procure novidade, conhecer novas pessoas, ter novas experiências. Participe num evento da LIFE Training! Adquira um hobbie, inicie finalmente aquela actividade que sempre pensou que provavelmente gostaria fazer e nunca experimentou.
- Criando formas de estar com o seu grupo de influência mais vezes. Assegure-se que dele fazem parte pessoas que elevam os seus standards de forma positiva e realista. Algo tão simples como conversar com pessoas sobre assuntos que nunca discutimos é uma forma de activar as dopaminas no cérebro! Além de nos sentirmos melhor, fortalecemos os nossos relacionamentos de amizade. Está também provado que a solidão (e não precisamos de estar fisicamente sozinhos para nos sentirmos sós) pode ser tão prejudicial para a saúde como ser fumador ou obeso.
- Criando um ritual de tempo dedicado a si, todos os dias. Podem ser 15 minutos, enquanto se arranja de manhã, por exemplo. Nessa altura pense nos seus objectivos e crie expectativas em relação aos mesmos, a par de um aumento da percepção no seu processo. Pensar que algo de bom vai acontecer é também um activador de dopaminas.
- Tirando tempo para si, viajando (por exemplo). Não é necessário ser para fora, nem por um período alargado de tempo. Em Portugal temos locais extraordinários, próximos, que não conhecemos. Desta forma passa a conhecer novos locais, e ainda ajuda a movimentar a indústria de turismo no nosso país! :)
Então, da próxima vez que estiver desmotivado… seja realista, não leve as coisas a peito. Lembre-se que é só a química a dar de si, dentro do seu cérebro. Está na sua mão mudar o seu estado, quando quiser! Que tal começar hoje?
(i) Referências: Depue, R. A., & Collins. (1999). Neurobiology of the Structure of Personality: Dopamine, facilitation of incentive motivation, and extraversion. Behavioral and Brain Sciences. Segundo diversos estudos, entre os quais os de Richard Depue, director do laboratório de Neurobiologia da Personalidade e das Emoções na Universidade de Cornell (EUA), foi concluído que as dopaminas estão fortemente relacionadas com o que os investigadores chamam de extroversão, ou estados emocionais positivos. Para aceder ao estudo de Richard Depue referenciado, clique no seguinte link: http://journals.cambridge.org/action/displayAbstract?fromPage=online&aid=30937
Beatriz Costa
Quando a ciência prova que o amor não tem fronteiras!
"Marilyn Schlitz inspirou Dan Brown e crê que tudo e todos estão conectados.
Inspirou Dan Brown sem saber, investiga como as intenções de alguém podem influenciar outra pessoa à distância e acredita na convergência da ciência e da metafísica. "O amor verdadeiramente não tem fronteiras", disse Marilyn Schlitz, no Porto.
A directora do Instituto de Ciências Noéticas da Califórnia (EUA) passou de cientista, apenas conhecida em meios académicos, a uma vedeta da imprensa quando, no ano passado, o famoso escritor Dan Brown afirmou ter-se inspirado no seu trabalho para escrever o livro "O Símbolo Perdido".
Ao JN, Marilyn Schlitz contou que só soube do facto depois de o livro estar publicado, pelo próprio Brown que lhe comunicou, por e-mail, que não a tinha informado antes devido a reservas editoriais. Foi a melhor publicidade que o Instituto poderia ter tido, admite Schlitz, visivelmente satisfeita pelo interesse que o trabalho da sua equipa despertou.
A investigadora esteve no Porto para apresentar os seus estudos no simpósio "Aquém e além do cérebro", que ontem terminou na Casa do Médico. Autora de inúmeros artigos científicos sobre medicina alternativa e complementar, Schlitz desenvolveu vários modelos experimentais para testar a hipótese de ser possível alguém influenciar outra pessoa que está distante e que não sabe estar a ser alvo de atenção. Através de medidas fisiológicas (como o calor e o suor da pele), mediu-se o efeito da intenção dirigida pelo "influenciador" no sujeito passivo. Os resultados demonstram que há modificações "estatisticamente significativas" - isto é, não podem ser explicadas pelo acaso - nas pessoas que foram objecto de observação.
Mais: os resultados são ainda mais expressivos quando as pessoas envolvidas têm uma ligação. Numa investigação envolvendo casais, em que uma das pessoas sofria de cancro, pediu-se ao elemento saudável que participasse num projecto de treino espiritual com a intenção de dirigir amor e compaixão ao parceiro. Em diversas ocasiões, o indivíduo saudável concentrava-se no que estava doente e tentava transmitir sentimentos benévolos. Mesmo não sabendo quando estava a ser alvo desse processo, o corpo do elemento doente registava alterações muito significativas, garante a investigadora.
Estes resultados parecem indicar, na opinião de Marilyn Schlitz, que existe uma ligação entre as pessoas, a um nível ainda não cabalmente explicado, que é tanto maior quanto os sentimentos que as unem. A convicção pessoal da investigadora é que estudos científicos como estes estão a fundamentar tradições espirituais e teorias metafísicas de que tudo e todos estão conectados.
"O que estamos a fazer é pegar nas lentes da ciência para começar a explorar a natureza da nossa experiência interior. E o que a ciência nos está a dizer é que há meios pelos quais o binómio mente-corpo de uma pessoa está ligado ao de qualquer outro", afirma."
In: Jornal de Notícias, 11/04/2010.
Para mais informações procurem também por Deepak Chopra e Reiki.
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