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O corpo como criador de flexibilidade mental


Bailarinas desenhadas em cavernas entendidas como milenares talvez seja um bom indicador que mexer o corpo é importante. Muitos autores dedicam-se ao estudo da ligação entre a linguagem corporal com linguagem do pensamento, isto é, à ligação entre o que fazemos com o corpo e aquilo que fazemos com o nosso cérebro.

Um dos mais acutilantes será, no meu ponto de vista, José Ângelo Gaiarsa, escritor do livro "Organização das Posições e Movimentos Corporais" onde de forma clara e detalhada demonstra aquilo que será o movimento estudado e o movimento natural.

Esta temática assume um interesse maior, quando sabemos de forma experienciada que o que fazemos com o nosso corpo nos permite um estado de espírito específico e mais ou menos potenciador ao resultado que pretendemos.

Tenho dedicado algum do meu tempo a estudar e a treinar formas de flexibilizar a linguagem corporal, ao mesmo tempo reconhecendo os diferentes estados emocionais a que acedo quando um ou outro movimento é realizado.
J. A. Gaiarsa, em algumas entrevistas, atribui mesmo muita responsabilidade à capacidade do indivíduo se mexer e como se mexe, pois ele cria uma analogia perfeita e densa entre a flexibilidade física e a flexibilidade mental, dizendo "A gente só consegue mexer com as ideias na cabeça da mesma forma e na mesma medida que a gente consegue mexer os objetos com as mãos. Quem nunca juntou nada não pode saber o que é juntar, quem nunca separou nada não pode saber o que é separar, então existe uma ligação profundíssima entre a versatilidade dos movimentos e a versatilidade da inteligência".

Quantos treinam diariamente o movimento no seu corpo? Quantos reconhecem os movimentos básicos? Talvez esta nova forma de olhar para uma das "ferramentas" mais poderosas de todo o sistema seja muito nova, até porque a maior parte de nós é preparado para estar quieto desde de muito cedo. Aprendemos a ficar parados e não mexer. Segundo o mesmo autor a proposta poderá ser bem diferente e com isso criar resultados, também eles bem diferentes "a criança tem que ser irrequieta pois está a aprender a trabalhar com a máquina neuro mecânica mais complexa do universo conhecido…".

Começar uma nova atitude perante o nosso corpo pode significar sair da nossa zona de conforto, do nosso lugar seguro e também, acredito eu, aumentar a nossa flexibilidade. Assim, poderá começar por mudanças pequenas, como a forma como se senta, sorrir mais num dia e lentamente começar a mexer mais o seu corpo, com exercício físico. Quem sabe começar a dançar todos os dias? Deixe os seus braços cair e chegar a lugares antes não existentes, leve a sua cabeça relaxada para além do que até agora imagina e deixe que as suas pernas se transformem em raízes de árvores, experienciando, quem sabe, certeza e força!

"Dance como quem dança quando ninguém vê..."

Lígia Ramos, empreendedora, criativa, formadora da LIFE Training e especialista em GRH

A PNL não é ciência e funciona


Se já ouviu falar em Programação Neurolinguística, certamente terá questões e curiosidades…
Neste artigo respondo a algumas perguntas que me costumam fazer, à luz da PNL.

1. Faz sentido controlar os meus pensamentos?
"Eu controlo a minha mente logo os meus resultados"

A habilidade de pensar é uma parte essencial do ser humano. No entanto várias pessoas recorrem a ajuda externa por sentirem que não conseguem sair do mesmo rol de pensamentos (negativos). O nosso pensamento resulta de um processo de transferência de informação que foi adquirido e organizado em áreas do nosso inconsciente. Uma vez armazenadas, as aprendizagens ficam disponíveis mas já não temos que "pensar" nelas, surgem como que espontaneamente. Quando escrevemos num computador temos controlo consciente no ecrã mas não no processo de back-office que o processa. Na nossa mente algo idêntico acontece.

A PNL ajuda as pessoas a entender os padrões não visíveis do seu sistema de pensamento. Se assim o quiserem, ajuda-as a induzir pensamentos mais possibilitadores, atingindo à partida melhores resultados no que empreenderem.

2. Como posso alterar comportamentos indesejados?
"As pessoas não são o seu comportamento, aceita a pessoa, influencia o comportamento"

Recentemente uma senhora procurou ajuda, pois estava a beber demasiado e a esse comportamento tinha associada uma atitude agressiva e violenta. Os amigos começaram a chamar-lhe a atenção e depois… a afastar-se dela.

Através de alguns exercícios e dinâmicas de PNL, foi possível ela entender porque fazia aquilo que fazia e melhor que isso, decidir que novo comportamento gostaria de ter ao invés desse. Neste momento continua a beber …essencialmente água e sumos naturais.

3. Seria interessante ter domínio dos meus estados emocionais?
"As nossas emoções dominantes são a nossa vida"

Uma jovem procurou ajuda por estar a experienciar estados de ansiedade e tristeza. Em consequência desses estados, chorava imenso. Aos poucos percebeu que estava a abalar a sua auto-estima.

Sendo as nossas emoções consequência directa da forma como pensamos e usamos a nossa fisiologia, e depois de aprender como usar a seu favor estes dois factores, esta jovem rapidamente começou a experienciar estados mais positivos, especialmente em contextos específicos de stress.

4. Que impacto teria na minha vida alterar algumas crenças limitadoras adquiridas?
"Não existe fracasso, apenas retorno útil para aprendizagens na nossa vida!"

Várias pessoas deixaram de acreditar em si e no seu potencial. Dizem regularmente "eu não consigo", "tento, mas é muito difícil", "vai ser impossível", em consequência de experiências negativas do passado. Ao manter este tipo de crenças, estamos a limitar em larga escala a libertação dos nossos recursos, ao mesmo tempo que validamos este ciclo.

A PNL tem estratégias linguísticas e representacionais que permitem ajudar a pessoa a criar um novo cenário mental e a ressignificar eventos que vão alterar crenças para outras mais possibilitadoras.

Quando aceitamos estes e outros pressupostos, tomamos consciência das nossas limitações e potencialidades, escolhendo avançar num plano de progressão e crescimento. Sem dúvida que a PNL é um excelente conjunto de ferramentas em que os resultados obtidos são imediatos. Se reforçados no dia-a-dia, estes passam a ser sólidos.

Regularmente aplico estratégias e ferramentas linguísticas e experienciais de PNL nas minhas consultas de Coaching e nada melhor para validar uma não ciência do que os resultados que têm sido visíveis e partilhados pelas pessoas que apostam numa abordagem diferente.

A PNL não é "ciência" …e a verdade é que funciona!
Núria Mendoza, Master Practitioner PNL e Formadora LIFE Training

A virtuosa consistência: reflexão express

A consistência só é uma virtude se nos estiver a ajudar a atingir aquilo que queremos.

Muitas pessoas quando mudam de ideias em relação a uns sapatos ou roupa que compraram, assumem facilmente a sua mudança de opinião dirigindo-se à loja e devolvendo o artigo.
Nestes casos, não sentem que perderam consistência ou que "os outros" os irão julgar como sendo uns "vira-casacas".

Curiosamente, receando estes mesmos (auto?) julgamentos, as mesmas pessoas tendem a agarrar-se indefinidamente a decisões que tomaram - e de que depois se arrependem por se terem revelado "más" decisões e que resultam num impacto negativo nas suas vidas - assumindo que "para a frente é que é o caminho".

Se me enganar numa bifurcação na estrada, volto atrás e sigo o caminho que me levará ao destino que pretendo. Porque não fazê-lo com as minhas outras decisões?

Por vezes a melhor maneira de andar para a frente poderá ser... andar para trás!

Pedro Martins, auditor na area da responsabilidade social, hipnoterapeuta, master practitioner e facilitador de mudança

O Factor X

Imagine que gostava de ser reconhecido. Imagine que se divertia no seu trabalho. Imagine que gostava se superar e fazer melhor. Imagine que, quando o seu desempenho ficava aquém das suas expectativas, tinha um momento de relativizar e brincar com a situação. Imagine que mantinha o foco no que pode melhorar depois de ter acabado de bater duas vezes seguidas(!) o recorde na sua área. Imagine como seria estar rodeado de uma equipa assim…

Acredito que uma equipa de “Marcos Fortes”*em Alta Performance não só traria resultados (muito) interessantes, como o faria de uma forma focada e divertida. Uma questão que poderá fazer será “Então, como consigo eu fazer isso no meu trabalho”?

Acredito existir uma estrutura que permite a qualquer pessoa concretizar o que quer. Existe há 40 anos e é a base da Programação Neuro Linguística. Tal significa aceitar e actuar sobre a premissa de que, em dado momento, os resultados dependem directamente dos comportamentos, estes dependem do estado emocional dominante da pessoa, e que por sua vez, este deriva dos pensamentos que está a ter e da forma como está a usar o seu corpo no momento.

Atentemos no exemplo de sucesso de outro Marco. Mark Wahlberg, actor, produtor e empreendedor, passou dias duros no início da carreira e foi fazendo escolhas. Como todos nós, aliás! O que me fascina não é o aconteceu à sua volta e o que ele tem agora, é sim descobrir a evolução que fez a nível interior.

Registe estas 3 poderosas premissas neuronais:
1.
O seu cérebro molda a sua realidade – A Neurociência confirma que o cérebro atua como um enorme filtro de spam. Você verá e terá a realidade onde tem o seu foco, a que os filtros têm instrução de permitir ou criar. “Sendo” vítima ou campeão.
2. Sonhe em Grande, comece pequeno – Pequenas vitórias diárias geram resultados impressionantes! Essa é uma das chaves. Praticar e treinar até as acções para o desempenho desejado serem gravadas no piloto automático.
3. Planos vagos dão resultados vagos – Faça um plano a 12 meses e inclua 3-4 etapas que levem ao objectivo final. Crie e monitorize checkpoints. Estes orientarão a sua Evolução!

Adaptação do artigo The Mark Wahlberg Factor, de Robin Sharma, por João Ricardo Pombeiro.

* Marco Fortes é atleta olímpico em lançamento do peso por Portugal, o melhor desde sempre, foi visado por críticas na comunicação social nos Jogos Olímpicos em Pequim, e desde o início de 2012 já bateu o recorde nacional por 5 vezes!


João Ricardo Pombeiro, coach, formador da LIFE Training na área comportamental

5 Ferramentas que o Mourinho vai usar em 2012

Como é que a sua vida mudou nestes primeiros dias do ano?
Com uma situação económica em grande alteração e com uma situação social em alta modificação, que hábitos já modificou?
As empresas e os mercados pedem cada vez mais profissionais que tenham uma crescente capacidade de analisar a situação, focar-se no seu objetivo e abraçar a mudança necessária para o conseguir, aumentando a união das equipas que lidera.
Nesta situação atual, como tem progredido?

Independentemente dos resultados que esteja a obter neste momento, existe sempre possibilidade de os melhorar. E os melhores só se mantêm melhores quando se focam no crescimento continuado.

Ao estudar aqueles que se mantêm no topo durante muito tempo, conseguimos perceber alguns dos hábitos que os permitem atingir este progresso. Ainda não encontrei ninguém perfeito, que ganhe sempre, tenha sempre sucesso e adore todos os resultados da sua vida, por isso, as ferramentas que vou transmitir, não pretendem ser uma fórmula que funcione em todas as situações como uma chave mágica. Pretendo sim, passar algumas dicas práticas que quando treinadas e afinadas começam consistentemente a trazer à nossa vida, mais do que queremos.

Espero que utilize estas ferramentas para atingir o sucesso que procura.

1 – Objetivos Precisos e Inspiradores
A definição de objetivos concretos continua a ser a pedra basilar do sucesso continuado. Em 2012 a objetivos bem definidos é necessário somar a inspiração. O ponto B da nossa vida tem de ser cada vez mais algo que nos aqueça o coração, que nos ponha um sorriso rasgado na cara e nos eleve o espírito. Será fundamental ter esta força adicional para lidar com os desafios adicionais trazidos pela conjuntura.

2 – Observação e Medição
Peter Drucker diz que “o que não pode ser medido, não pode ser gerido”. Numa altura de mudanças rápidas é ainda mais importante observarmos e controlarmos os diferentes indicadores chave, pois é fácil perdermos de vista o que é mais importante. Num mundo cheio de estímulos diferentes e mutação constante que mecanismo vais criar para manteres o que é importante sempre à vista?

3 – Adaptação e Ajustamento
Prefere ter razão ou ser feliz? Mudar é duro e muitas vezes assustador. Quando estiver a enfrentar obstáculos (e eles vão aparecer) vai escolher progredir, sair fora da zona de conforto, testar estratégias diferentes ou falhar “orgulhosamente só”? O caminho para o seu sucesso vai ser recheado de ajustamentos, aprendizagens e mudança. Abraça essa realidade e consiga a realização que busca.

4 – Criar Valor
Se esta premissa base não for a base do seu plano de negócios e marketing do seu negócio, não auguro nada de bom. Se o principal interesse como colaborador de uma empresa, não for o de fazê-la crescer, inovar, acrescentar valor e exceder as expectativas, o desemprego pode mais facilmente bater à porta. Com consumidores mais informados, inteligentes e seletivos e maior oferta de produtos e força de trabalho, nos próximos tempos o verdadeiro sucesso estará reservado para os que inovam e superam.

5 – Grandes Feitos... só com Equipas
Esta é a melhor altura de nos unirmos. Pedir ajuda, reunir consensos, inspirar grupos são apenas algumas tarefas do dia-a-dia dos campeões em 2012. Todos sabemos que os grandes objetivos nunca são conseguidos por apenas um indivíduo, sendo que num momento do tempo onde o sentimento de insegurança cresce, a união proporciona uma maior partilha de ideias, riscos, responsabilidades e tarefas. Este é um elemento critico para a concretização das suas metas.

Comece hoje mesmo o seu sucesso este ano!

Ricardo Peixe, Coach & Trainer na Life Training, Precursor do VencerGT.com

O talento que "eu" Sou

O meu percurso é igual ao de muitos de vós, estudei, estagiei, trabalhei para outros durante alguns anos, sou mãe, sou mulher.
Durante este meu percurso, muitas foram as vezes em que olhei para mim e via o mesmo de sempre. Algumas vezes aprendia coisas novas e, mesmo assim, a minha forma de agir era muito, mesmo muito similar. Parecia que fazia o mesmo apenas com um novo embrulho. Já tiveram esta sensação?


Aconteceu, agora reconheço, um momento em que deixei para trás “pré-conceitos”, “pré-ocupações”, ideia limitadoras e decidi fazer coisas diferentes, coisas a que chamei na altura de “A Busca pela minha arte”. Assim, a premissa era fazer coisas que me divertissem e ainda aprendesse com elas… Descobri rapidamente que aprendi e aprendo com todas as experiências que tenho.

Algumas das coisas que fiz e faço? Sim… fiz e ainda faço muitas! Experimentei e ainda amo o Surf, Aulas de canto, Costurar, Ballet, Parapente, Locução em Rádio, Teatro, Pintar, Restauro, Correr, Patins em linha… e tenho a certeza que ainda vou experimentar mais.

Talvez agora estivesse com saber suficiente para construir programa de gestão de talentos de forma diferente (eu sei que sim, seriam mesmo muito diferentes), pois agora sei que este encontro com o talento é pessoal, é intencional e tem que ser uma decisão de querer ver o mundo de um ângulo diferente. Muitas vezes está longe do que fazemos no nosso dia-a-dia, das tarefas que eu tenho como profissão e também reconheço que terá que existir treino, muito treino. Às vezes fazendo, experimentando coisas novas vamos aprender e reter novas formas de comportamento que sim, vai ser aplicado ao mundo de sempre. Quase como se o cérebro reconhecesse mais caminhos possíveis (sim é isso, reconheço mais possibilidades).

Partilho, rapidamente, algumas dessas aprendizagens. Com o Ballet aprendi a respeitar a liderança de quem sabe mais e faz melhor que eu, aprendi a ser ainda mais humilde (as minhas colegas têm todas menos 20 anos que eu e são muito melhores que eu!); No grupo de canto aprendi que não é interessante ouvir-se uma voz e sim a voz de todos em uníssono; Na Rádio reconheço as minhas muletas de linguagem e agradeço o ter que preparar textos; No Surf aprendi o equilíbrio o sentir o momento certo, a esperar. A minha lista poderia continuar e continuar e ainda continuar. Pois eu aprendi mais em 2 anos do que em 15 anos de vida.

Qual é a minha arte, ainda não sei… Sei é que eu sou mais, melhor e tenho em mim um mapa, um caminho que ainda posso fazer, ainda posso experimentar.
E o seu? Arrisco a dizer que está ainda muito por trilhar. Faça, Arrisque; Experimente e talvez sinta em algum momento o que eu sinto agora ao escrever este texto… EU SOU POSSIBILIDADE!

Lígia Ramos, empreendedora, criativa, formadora da LIFE Training e especialista em GRH

Uma nova proposta: treino dos sentidos

No meu ultimo artigo falei dos pormenores e detalhes. E se não leste, pergunto outra vez: o que descobriste de novo na tua Vida? Que pormenor ou detalhe foi motivo de inspiração e/ou acção para ti?

Hoje, mais uma vez, escrevo ...sobre a temática"corpo/mente"!
Achas que a actividade física pode melhorar o teu estado anímico actualmente? Ou que o altera para um estado com mais recursos?

Cada vez estou mais convencido, por minha própria experiência, que o estado em que me encontro gera comportamentos que levam a determinados resultados. Mas o que está por trás do estado? O que pode gerar esse estado?

A maneira como percepciono o que me rodeia, através dos meus sentidos e a minha fisiologia são os responsáveis pelo meu estado. A actividade física que recomendo para Novembro é treino afincado dos sentidos.

Como tens treinado a tua acuidade sensorial? A visão, audição, tacto, paladar? E mesmo o teu "6º sentido"?

Proponho-te então que dediques cada dia da semana para treinar um dos sentidos. Por exemplo: a Segunda "visionária", a Terça "auditiva", a Quarta "sentida", a Quinta "saborosa", a Sexta "cheirosa", o Sábado "alucinante". No Domingo, dedica-te a dar a ti própri@ "feedback" construtivo, avaliativo, onde melhoraste e apurar cada um dos sentidos... E no processo, diverte-te!

Investe em ti e num treino "sensorial" e estou certo que criarás diversos estados de recursos, com estes fantásticos comportamentos aparecerão e logo óptimos resultados!


Alexandre Caramez, Maratonista e Practitioner Programação Neurolinguística LT/ITA

Qual o momento "certo"?

Esta semana ao comentar um post amigo fiquei a pensar…

Falava-se do “tempo certo” para ir por um caminho ou por outro, para tomar esta ou aquela decisão.

Hoje estou convencido que o “tempo certo” só é certo no momento da tomada de decisão. Só o passar do tempo nos poderá dizer se o tempo era de facto certo ou se era certo apenas naquele momento específico.

Pensemos na quantidade de coisas que fizemos a pensar que foram feitas no “tempo certo” e mais tarde as consequências dessas mesmas decisões (tomadas num tempo avaliado como certo) se revelaram grandes decepções (o contrário também é válido) quando avaliadas noutro tempo mais tardio.

Este tipo de avaliação, de “tempo certo”, só pode ser feita olhando para o que foi e não para o que poderá vir a ser. De facto, não é possível alterar o tempo passado mas pode-se ainda condicionar o tempo futuro, aí, podemos tomar novas decisões. Penso ser um risco avaliar o acto/momento de decidir baseando-o apenas no conceito de “tempo certo”.

Gibran escreveu que “a consciência de uma planta no meio do inverno não está voltada para trás, para o verão que passou mas para a primavera que irá chegar. As plantas não pensam nos dias que já foram mas nos que virão… “

Digo eu, se as plantas estão certas que a primavera virá porque é que muitos humanos não são capazes de acreditar que vão atingir todos os seus objectivos sem estarem apenas condicionados pelo “tempo presente”?

Paulo Espírito Santo, Coach e formador LIFE Training

Seja um colaborador BMW


Sabia que em 2011 a CISCO foi considerada a melhor empresa para trabalhar em Portugal pelo Great Place to Work Institute? Gostava de ser solicitado pelas melhores empresas Portuguesas? Então transforme-se num BMW: Best Master Worker!

Numa época em que se fala de desafios a nível laboral, de redução de oportunidades, de aumento da exigência, nada melhor que fazer um auto avaliação às suas potencialidades e escolher transformar-se num dos melhores colaboradores para trabalhar na sua empresa. Quais serão as principias qualidades de um colaborador BMW? Se fosse dono de uma empresa onde fazia as suas apostas? Que traços de carácter considera diferenciadores? Algumas pesquisas indicam que as podemos agrupar em 5 características genéricas:

1.Substitui a visão de túnel pela visão da rede
Um colaborador BMW têm excelentes relacionamentos. Sabe que trabalha em rede e sente-se responsável pelos seus comportamentos e estados, estando conscientes do impacto que tem nos outros. Não trabalha apenas para sobreviver nem receber um salário pelas suas tarefas, trabalha pois faz parte de um sistema, composto por pessoas e está focado em marcar pela diferença no todo, afetando! Está motivado para explorar novos caminhos e é excelente a comunicar as suas escolhas!

2.Diverte-se a ver para além do retrovisor
Um colaborador BMW é pró-ativo, antecipa situações. É a diferença entre aqueles que esperam instruções e os que surpreendem por antecipação. Mostra iniciativa na procura de soluções para os desafios, mesmo que ninguém lhes peça, e é excelente a superar expectativas, suas e dos outros. No fundo é criativo e focado nas soluções e diverte-se imenso a ultrapassar desafios e obstáculos com sucesso.

3.É uma caixinha de surpresas quando abre o capô
Um colaborador BMW é um investidor no seu crescimento pessoal. Tem sempre as melhores “peças” para oferecer e além disso ainda é positivo e otimista, pois está sempre focado em produzir melhores resultados aumentando o seu potencial e os seus recursos. Contagia com a sua imagem e a sua atitude, fazendo-se desejar.

4.Tem várias qualidades diferenciadoras no manual de instruçõesUm colaborador BMW mantém a sua performance com igual qualidade e segurança, nas curvas difíceis e no mau tempo. É seguro, consistente e congruente. É de confiança. Rapidamente consegue evocar 10 qualidades e extras diferenciadores. Quando lhe solicitam algo que não tem disponível e lhe parece mais valia, normalmente pergunta: onde posso arranjar isso?

5.Tem um excelente anúncio promocional
Um colaborador BMW consegue apresentar-se de forma diferenciadora em apenas 3 minutos e despertar a curiosidade no interlocutor. Sabe quanto vale o seu trabalho e sabe muito bem também quanto ganha a empresa que o “comprar” e comunica isso com convicção e congruência. Tem imensa flexibilidade e capacidade de se adaptar com sucesso às diferentes situações.

Estas são algumas das características dos colaboradores mais valiosos no mercado. Pratique-as, faça-as parte da sua performance e aumente o seu valor aos olhos das melhores empresas do mercado!

Núria Mendoza, Formadora & Coach LIFE Training

Terapia com resultados comprovados …Grátis!


Sabia que sorrir é um verbo conjugável? Eu sorrio, tu sorris, ele sorri, nós sorrimos, vós sorrides, eles sorriem! Sim, é verdade que este é um verbo aplicável a todas as pessoas. Então porque só algumas o praticam no seu dia-a-dia?

Durante o meu percurso de trabalho com algumas centenas de pessoas, fui ficando cada vez mais atenta ao que acontecia quando num grupo, ou numa reunião tínhamos mais pessoas sorridentes ou por um outro lado mais pessoas sisudas na sala. O fato é que parecia que as reuniões chegavam a ter resultados bem diferentes!

Afinal o que acontece quando rimos ou sorrimos?
O processo de sorrir deixou há muito de ser visto como um processo meramente social e passou a ser visto como um processo terapêutico. Pois está cada vez mais claro, através dos vários estudos realizados, que por exemplo: quando o ar é expelido em grande velocidade dos pulmões aquando de uma boa gargalhada, o corpo todo é oxigenado – inclusive o cérebro; Há uma redução da tensão muscular depois do riso, sendo que esta tensão é um dos principais fatores que contribui para as doenças ocupacionais, como a Dort (distúrbio osteomuscular) relacionado ao trabalho.

Fica desta forma, mais evidente o que poderá estar a acontecer. Parece que as pessoas que sorriem mais, fazem processos físicos e psíquicos diferentes daquelas que não sorriem. Logo, é mesmo muito provável que os resultados também sejam diferentes e em alguns casos, arrisco, mesmo muito diferentes.
Muitas vezes a questão está em encontrar motivos para sorrir!

Talvez possa ser interessante pensar no que normalmente o faz rir…Sim, esse mesmo, excelente! Agora veja o que acontece. Sorriu! Isso mesmo, a maior partes das vezes não é mesmo necessário ter um motivo. Só precisa ter a vontade de querer sorrir e vai encontrar na sua memória, na sua vida, dois momentos (pelo menos) em que riu muito e esses bastam para que agora faça o mesmo sorriso.

Sim, é talvez agora mais simples e fácil entender que quem escolhe rir e sorrir mais desenvolve um contexto grupal mais favorável à exposição de ideias, ao desenvolvimento de novas formas de fazer e mesmo para o tratamento de questões centrais nas organizações.
Este é o momento em que vai reconhecer, o que se vem tornando mais claro para mim. Ser feliz é uma escolha e não um estado emocional e sorrir um caminho mais para aumentar essa escolha individual.

Lígia Ramos, empreendedora, criativa, formadora da LIFE Training e especialista em GRH

Felicidade na empresa: o contributo da Psicologia Positiva


"O que faz a vida que merece ser vivida?"
Tem uma resposta para a pergunta acima? Tem que ver com o seu trabalho? Com um hobby? Com a família?
Imagine como seria a motivação no seu local de trabalho quando as pessoas ligassem claramente o seu propósito àquilo que fazem diariamente.

A pergunta inicial foi colocada a um largo número de pessoas num estudo de Psicologia Positiva. As respostas remeteram para situações sobre experiências subjectivas valorizadas. Quer recordando situações positivas no passado; quer focando nas coisas que fazem no presente que as deixam felizes;quer perspectivando o futuro de forma optimista, com esperança, acreditando que o plano vai resultar, ligando-se ao propósito que escolhem seguir.
Tem ideia de como fazer isso na sua organização?

Recordo ter ouvido uma vez como a Toyota encontrou forma de ligar qualquer tarefa com a sua visão. Ao aplicara qualquer acçãoa mesma pergunta cinco vezes seguidas,chegava à resposta do propósito organizacional.
Primeiro perguntaram “Porquê?” sobre cada actividade que faziam. Depois, a essa resposta, e às seguintes, continuavam a perguntar “Porquê?”. Até à quinta resposta,tinham aque estavarelacionada com a visão.


Experimente seguir a linha que aqui propomos e responda às questões: Eu quero fazer isto para quê, o que é que isto me traz? E para que é que eu quero isso? E quero isso para quê? E quero isso para quê? E quero isso para quê?
Ligue o seu propósito àquilo que faz. Ganhará seguramente maior motivação diária.


João Ricardo Pombeiro, coach, formador da LIFE Training na área comportamental

A insegurança da segurança: "Está despedido. Tenha um bom dia"


Imagine por um momento a seguinte situação:

Segunda-feira, 9h30 da manhã, a sua chefia direta pede que entre no gabinete dele.
Durante 5 minutos ouve falar da crise financeira, referendo na Grécia e pacote de ajudas.
No final ouve a seguinte frase: “Posto isto... Está despedido! Tenha um bom dia...”

E agora? O que fazer?
Vai procurar emprego noutro sitio?
Vai abrir uma empresa?
Vai receber fundo de desemprego?
Volta a estudar?
Todas as anteriores? Nenhuma?

Volte ao momento atual...
O quão seguro é o seu emprego?
Nos últimos três anos temos assistido à queda de empresas que julgávamos “à prova de crise” e acredito que já percebemos que não vai ficar por aqui... Obviamente o objetivo deste artigo, não é ser um arauto da desgraça e sim uma chamada de atenção para o sitio onde profissionalmente se encontra.

Se fosse hoje o dia do seu despedimento o quanto estava preparado para tornar hoje o melhor dia da sua vida?
Nos últimos três anos, alguns de nós melhoraram as suas competências com cursos e formações, desenvolveram ideias de negocio, apostaram em novas oportunidades, pesquisaram e leram sobre tópicos de interesse, pouparam e investiram fundos, etc...
Outras pessoas estiveram focadas em não criar ondas, fazer o que lhes mandam, jogar pelo “seguro”, cumprir todas a regras, não se cultivar, etc...

Honestamente não sei qual delas tem feito as melhores escolhas, o que se percebe é que o resultado de umas e outras provavelmente será diferente. No caso de despedimento, qual das pessoas acredita que estivesse melhor preparado para manter (e até aumentar) o seu rendimento, condição de vida e até felicidade. Muitas destas pessoas dão até esse salto por sua livre e espontânea vontade, montando negócios e criando a sua própria realidade.

Neste tempo conturbado em que vivemos, as grandes empresas equiparam-se a um petroleiro a guinar à direita... na face da mudança rápida, simplesmente não tem a flexibilidade para se adaptarem em tempo útil. As pequenas empresas que são ágeis e focadas conseguem aproveitar as vantagens mais rapidamente, agir em força nas oportunidades e criar valor mais rapidamente.

O mesmo se aplica a nós enquanto profissionais. Quer ser pesado, fazer o que sempre fez e esperar que tudo corra bem, ou ser ágil, interessado, criativo, inovador? Como o poderia ser ...agora?
Quando daqui a muitos anos estiver a recordar os momentos da sua vida, como quer contar a sua história?

Lembre-se que tem dentro de si o maior poder do mundo: o dA Decisão! Decida usá-lo...

Ricardo Peixe, Coach & Trainer na Life Training, Precursor do VencerGT.com

O Poder do Agora


Era uma vez um pescador que levou peixe fresco a um restaurante de praia onde estava um europeu.
O europeu perguntou-lhe se ele voltava para o mar a pescar mais. Respondeu que não. Como ainda era cedo, o europeu tentou explicar-lhe a lógica de mais peixe pescado, mais poderia vender, mais poderia investir, e poderia comprar um barco maior, poderia dar trabalho a mais pescadores, poderia abastecer o país todo, etc, etc, etc.
O pescador perguntou, mas porque razão havia ele de se estafar a pescar?
O europeu respondeu-lhe que assim poderia mais tarde ter uma bela vida, bom dinheiro e poderia ir para um paraíso tropical e dormir umas sestas na rede na sombra da bananeira.
A resposta do pescador foi: mas é exactamente isso que eu vou fazer AGORA, não mais tarde quando for velho.

Para algumas pessoas, acontece acreditarem na possibilidade de serem felizes quando atingem os seus objectivos, quando têm o que querem.
Serei feliz quando tiver dinheiro ou quando tiver um companheiro ou ainda quando a minha mãe parar de me chatear….
E o que acontece entretanto, fica-se infeliz?
E enquanto não obtemos sucesso o que somos, fracassados?

Consideremos ainda que é uma alucinação aceitar como certo que vamos ser felizes depois de obtermos o que desejamos. Será que quem quer ser rico fica feliz só porque atingiu o “ser rico”, será que quem se apaixona e finalmente tem um companheiro/a ficará feliz para todo o sempre?
Pois não, a prática diz-nos que obter o que desejamos não é um bilhete para a felicidade. A questão é, o que nos faz escolher “estarmos” felizes?
Aqui vai uma dica, “Seja o que for que consigamos fazer com a infelicidade, conseguiremos fazer melhor enquanto estivermos felizes”, certo?

Está aqui em causa a velha discussão de só se ser feliz quando se tem o que se quer ou ser-se feliz por se estar a fazer o que é necessário para se ter o que se quer.
Parece confuso?

Vejamos, quando estamos infelizes queremos estar felizes, quando estamos felizes podemos querer o que nos apetecer.

Apollinaire disse: “De vez em quando, é bom fazer uma pausa na nossa busca da felicidade e simplesmente sermos felizes”.

Paulo Espírito Santo, Coach e formador LIFE Training

Pequenos pormenores, os passos para a excelência


Lia no outro dia, no blog do meu amigo Peter, que "o que custa é...começar!". Na generalidade o tema retratava a 'magia' de correr, os primeiros passos na corrida e como ultrapassar este desafio com uma fantástica e firme atitude; com este artigo alargo o âmbito a outros desportos.

Integrar uma nova actividade desportiva no dia a dia de uma pessoa pode ser algo 'sempre' desafiante. Este desafio pode ser mais radical e puxar para fora da zona de conforto ou transformá-lo num evento divertido e relativamente fácil de integrar.

Quando é divertido e fácil nem sequer chamamos de desafio, muito menos o consideramos como tal, no entanto quando é algo que leva a saltar para fora da zona de conforto é aí que se pode trabalhar uma nova abordagem de encarar a situação.

A técnica que sugiro é dar um novo significado às situações mais desafiantes, possibilitando expandir a zona de conforto e deixando então de ser um desafio.

Desconfio, no meu mapa mundo (na minha forma de ver as coisas), que quem inicia uma actividade desportiva, ou mesmo qualquer outra tarefa, com a atitude de "que o custa é..." pode ter realmente de fazer um esforço acrescido. Talvez esta possa ser alterada para uma atitude de "entusiasmo em relação a...", e a tarefa tornar-se mais fácil. Eu explico.
Neurologicamente, "custa" é logo à partida uma âncora de arrasto ou peso que pode ser largado. "Custa mesmo começar!" poderá ser descartado com uma atitude mais leve como: "Hoje estou mesmo entusiasmado em começar a...!" ou "Hoje é um belo dia para fazer..."

Na observação e contacto com os mais diversos tipos de atletas, já pude constatar que a mais pequena diferença desta atitude, é o suficiente para o que pode ser um treino "normal", ou mais uma "boa" prova, num treino "excepcional" ou mesmo numa prova "excelente".

E se hoje o pequeno peso do "custa" ainda reside na mente, com o hábito e a consistência, durante o treino este vai desaparecer.



É nos detalhes, nos pormenores, por vezes mais pequenos, que inicia o desvio da linha do grande atleta, da linha do atleta de excelência. Chamo-lhe o super poder dos detalhes ou pormenores.

Bons inícios, bons treinos, bons pormenores, boas resignificações...

Alexandre Caramez, Maratonista e Practitioner Programação Neurolinguística LT/ITA

O que não aprendi na escola


Num filme de Almodôvar um personagem diz: “ Somos tanto mais verdadeiros quanto mais próximos estamos dos nossos sonhos”. Pois é nesse estado, ser verdadeiro, que o Paulo gosta de estar.

Depois de formação em engenharia em Portugal e Dinamarca, fez carreira internacional na gestão de marketing e formação/coaching de vendas, numa multinacional, trabalhando e vivendo em vários países da Europa e América do sul.
Já em Portugal estudou PNL, é Master Practitioner, certificado pelo ITA de John Grinder e Coaching na Lifetraining, onde é formador e coach.


"Definitivamente há coisas que não aprendi na escola. Dessas coisas, muitas aprendi há muito pouco tempo, umas fui aprendendo sozinho com a experiencia da vida e a maioria aprendi com a sabedoria e a partilha das pessoas que me rodeiam.
Na escola gostava de ter aprendido a fazer perguntas pois davam muito valor às respostas. Aprendi com o tempo que se aprende com as perguntas muito mais do que com as respostas.

Gostava de ter aprendido a focar-me na estrutura dos assuntos mais do que nos seus conteúdos pois replicando estruturas tenho grandes probabilidades de replicar resultados.

Gostava de ter aprendido a dar e a receber feedback, a maioria das vezes o feedback eram as notas. Não aprendi que o feedback é a anulação do erro, é a forma de aprender o que não fazer ou como se pode fazer de outra maneira, obtendo provavelmente outros resultados.

Na escola não aprendi, e gostava de ter aprendido, quanto é importante aprender a reconhecer precocemente o que nos dá prazer, o que tem verdadeiro significado e ao mesmo tempo nos desafia. Gostava de ter aprendido a fazer as perguntas que me levariam a dar sentido e razão de ser às minhas escolhas, conhecer o meu propósito de vida.

Gostava de ter aprendido quanto é importante aprender a desenhar estruturalmente objectivos e logo de seguida a ligar-me emocionalmente a eles, liga-los a um propósito pessoal, dar-lhes sentido e razão de ser. Gostava de ter aprendido que com objectivos definidos os caminhos são mais claros. Não aprendi que o que nos afasta dos nossos objectivos são as “histórias” que contamos a nós mesmos…

Gostava de ter aprendido a focar-me no que realmente interessa, no que depende de mim e que isso é o caminho dos campeões. Gostava de ter aprendido que quando me foco no que não depende mim ou não controlo me faz perder energia.

Gostava de ter aprendido que uma “má” escolha é melhor do que uma não escolha. Aprendi muito mais tarde que aquilo que hoje pode parecer uma má escolha pode ser mais tarde avaliado como uma excelente escolha e vice-versa.
Não aprendi que posso condicionar/escolher o meu estado emocional potencializando comportamentos catalisadores de resultados desejados.
Gostava de ter aprendido a reconhecer as necessidades básicas dos outros em vez de os julgar ou fazer juízos de valor, classificar o bem e o mal, o certo e o errado, e que ao satisfazer essas necessidades iria ter mais facilmente a colaboração dessas pessoas.

Gostava de ter aprendido que é perigoso ter muitas certezas e que o que parece impossível é o que pode apenas demorar mais a acontecer.

A boa notícia é que tudo o que não se aprende na escola se pode aprender mais tarde.
A fantástica notícia é que posso partilhar tudo o que aprendi na escola e fora dela com o meu filho, com as outras pessoas e deixar que escolham o que, nas suas avaliações, lhes pode ser mais útil."

Paulo Espírito Santo, Coach e formador LIFE Training

Artigo previamente publicado no blogue: http://www.oquenaoaprendinaescola.blogspot.com/

Arte de se liderar ... a si próprio!


Há muitos anos que um dos temas de eleição da formação para executivos é a liderança.

Progressivamente, o interesse pela temática foi-se alargando a muitas outras pessoas, proliferando os cursos, teorias, abordagens e literatura sobre a nobre arte de liderar.

Neste artigo, gostaria de lhe apresentar uma visão mais intimista e poderosa da liderança, mostrando-lhe um caminho baseado na auto-liderança. Chamo-lhe neuroliderança, com a intenção de colocar o foco do leitor no seu próprio sistema neurológico, ou seja, em si mesmo! Numa abordagem mais superficial da liderança, podemos discutir estratégias de comunicação, táticas de intervenção, processos de tomada de decisão, técnicas de gestão. Quando aumentamos a profundidade da análise, acederemos a uma galeria de estados emocionais, utilização da fisiologia, padrões de pensamento, filtros mentais, etc. E é precisamente aqui, acredito eu, que começa a mais apaixonante aventura de cada um na descoberta do seu próprio processo de liderança.

Em pleno século XXI, encontro ainda muitas pessoas que têm dificuldade em descrever com exatidão os seus relacionamentos (incluindo os profissionais) e em desenhar estratégias de sucesso para melhorarem os seus resultados. Por vezes procuram no exterior a resposta para as suas interrogações, buscando nos gurus e escolas de pensamento de gestão as fórmulas secretas para se imporem como líderes. Quando começam, por oposição, a explorar o seu interior descobrem que podem aprender a gerar e gerir os estados emocionais que lhes vão permitir tornarem-se eficientes líderes de si próprios e assim, pela via do exemplo e inspiração, também influentes líderes dos contextos em que se movimentam.

Se esta abordagem lhe está a parecer, caro leitor, sobretudo abstrata… então está cem por cento correto. É que as respostas à pergunta "o que devo fazer para me tornar um excelente líder" vão depender da especificidade do contexto. Agora a resposta à pergunta "como me posso tornar um líder excelente", essa está totalmente ligada à gestão do seu sistema, à capacidade de gerar pensamentos e de usar o seu corpo de forma positiva para gerar emoções poderosas. Bem-vindo ao mundo da neuroliderança, em que aprenderá também a fazer isto dentro do contexto da gestão de equipas e do desenvolvimento das organizações. Melhores pessoas, melhores organizações, melhores resultados são o objetivo desta abordagem.

Usando os mais recentes estudos na área de comportamento, o desenvolvimento da neuroliderança vai provavelmente permitir-lhe perceber os seus próprios processos de decisão, melhorar a comunicação e usar mais eficazmente os seus próprios recursos. Pessoalmente, acompanhei já milhares de pessoas na adoção de alguns destes princípios nas suas vidas pessoais e profissionais, pelo que sou um natural adepto desta poderosa abordagem que parte do individuo para a sociedade, do líder para a equipa. Independentemente da sua função e papel social, torne-se um líder, utilizando eficazmente os seus recursos para se tornar na melhor versão de si próprio. Torne-se um neurolíder! Até onde acha que pode chegar? Qual o máximo impacto positivo que acredita poder ter?

Para o fazer vai ter que aprender a definir com clareza os seus objetivos e intenções, apurar a capacidade de observação e manifestar flexibilidade comportamental. Quem ganha com isto? O leitor, para começar. E também os coletivos de que faz parte e que beneficiam da existência de comportamentos adequados de liderança pessoal: a família, a equipa, a empresa. Consegue imaginar como será uma nação em que abundam os exemplos de líderes esclarecidos, comprometidos e eficientes? Eu consigo e vibro com a ideia!


Pedro Vieira, CEO, Formador, Palestrante e Master Trainer em PNL da LIFE Training

Artigo previamente publicado no Jornal de Negócios

O estranho Síndrome "Quero Muito Regressar Ao Trabalho"

Quais dos seguintes comentários lhe são mais familiares nesta época?
"As férias foram óptimas mas o que é bom acaba depressa, agora ter que voltar ao trabalho é que custa."
"Estou mesmo a precisar de descansar, ainda não tive férias, já nem consigo trabalhar direito."
"As minhas férias foram espectaculares e estou mortinho por voltar a trabalhar, sofro do síndrome ‘Quero Muito Regressar ao Trabalho’."

Esta 3ª opção quase parece uma utopia, um pensamento incongruente para quem regressa de férias, e apesar de há uns tempos atrás ter lido um artigo num Jornal que dizia: "Todas as pessoas sofrem de síndrome pós férias", prefiro acreditar que o impacto de volta das férias também pode ser positivo!

Deixo aqui algumas dicas para usar as férias positivamente no regresso ao trabalho:

Avalie o seu nível de satisfação no trabalho.
O nível de satisfação, realização pessoal e gratificação no trabalho tem um forte impacto no regresso de férias. Estudos nesta área demonstram que pessoas que exercem actividades não desejadas, têm mais dificuldade em regressar ao trabalho após férias.

• Mantenha rotinas saudáveis de convívio e lazer.
A maior parte das pessoas "vinga-se" nas férias e nos fins-de-semana (daí o síndrome de domingo à noite) fazendo aquilo que diariamente não faz: altera hábitos de sono, opta por excessos, tem actividades lúdicas e de lazer pontuais. Quanto maior for a discrepância entre o que faz quando está de férias e quando está a trabalhar, maior será o impacto negativo no regresso ao trabalho. Quando regressar de férias lembre-se de manter alguns destes hábitos e fazer adaptações progressivas. Dê algum espaço de tempo entre o regresso de férias e o retorno ao trabalho para encontrar equilíbrio.

• Invista os seus pensamentos e energia no que lhe dá mais prazer e o motiva
A maioria das pessoas após as férias vêm revigorada e com boas energias. Quando regressa começa a pensar nos desafios e nos problemas e no que não gosta e tem que fazer. Tudo isso cria impacto negativo no seu estado emocional. Imagine que pega na sua energia e pergunta antes: Como posso usar este estado positivo pós férias para tornar o meu regresso ao trabalho diferenciador? O que posso fazer para continuar a sentir-me bem?

• Utilize a sua aprazível fisiologia de pós férias para criar impacto
Quase que podemos dizer que existe uma imagem pós férias, as pessoas parece que ficam mais “bonitas”, revigoradas, sorridentes. Aproveite essa imagem e mantenha-a o máximo de tempo possível. Pode ser muito motivador ouvir que estamos com um óptimo aspecto e que as férias nos fizeram bem. E sorria, ao fim ao cabo teve umas merecidas férias!

E como diz Einstein, "tudo é relativo" e voltar de férias nem é bom nem é mau, tudo vai depender da forma como encara isso e de como utiliza a sua nova energia pós férias para abraçar o seu dia dia com inspiração.

Núria Mendoza, Formadora & Coach LIFE Training

Colocas "magia" na tua prática desportiva?

Enquanto desportista, é óptimo verificar que cada vez mais a prática desportiva é algo que se está a enraizar no dia-a-dia das pessoas. Seja esta andar ao ar livre, andar de bicicleta, correr, frequentar ginásio...

Observo, hoje em dia no desporto (de alto rendimento ou amador), a importância da inclusão do treino mental coordenado no treino físico das pessoas e/ou dos atletas. Está ao alcance da maioria das pessoas e algumas já usufruem amplamente desta escolha, coordenando muito bem ambos os treinos.
Tenho tido a oportunidade de conviver e treinar com bastantes atletas amadores e alguns de alto rendimento. E constato que o 'Coaching Desportivo' é importante - poderei afirmar quase de senso comum -, e a utilização de ferramentas da Programação Neuro linguística são, no meu ponto de vista, muito úteis quanto à evolução física, na qualidade principal da melhoria dos estados interno, anímico, psíquico.

Desde o desbloqueio de crenças limitadoras, ao alívio de stress competitivo, passando pelo aumento de performance e concentração (em treino e em provas) e até mesmo na aceleração da recuperação de lesões são apenas alguns dos momentos de vi acontecer.
Estou certo, que tal como nos treinos físicos, a congruência e consistência da "neuroestratégia" adaptada a cada individuo/atleta pode ser devidamente acompanhada e treinada rumo a um maior rendimento pessoal.

Se para um atleta amador o prazer de correr é o centro de acção, este pode ser potenciado a níveis incríveis; num atleta de alto rendimento, alguns dos processos podem ser a diferença entre ser campeão ou ser apenas mais um excelente atleta – neste caso, o foco no caminho para a excelência é onde acontece a "magia".
Como li certa vez, "a excelência não é um objectivo, é o caminho..." e se este for mais divertido, mais cativante, mais inspirador, mais "mágico"... porque não começar agora?

Alexandre Caramez, Maratonista e Practitioner PNL LT/ITA

Férias todo o ano

"Finalmente chegaram as férias!"
Nesta altura do ano esta expressão é dita por pessoas de todo o mundo que largam os seus empregos por uns dias e desfrutam de atividades diferentes, e experiências diferentes em locais diferentes dos habituais. Quando regressam ao trabalho, muitas vezes sentem-se mais energizadas e prontas para lidar com os desafios do dia-a-dia. A questão é que este "estado de graça" tende a durar pouco e muito em breve se pensa e sonha novamente com aquelas duas semanas a viajar pela Europa ou sentado à "sombra da bananeira".

Os profissionais de maior sucesso que conheço tem uma outra forma de encarar a realidade laboral e de lazer que lhes permite altos níveis de concentração, foco e performance ao longo do ano, mantendo tambem a diversão e excitação. Deixo-vos algumas dicas que recolhi ao ajudar estas pessoas a obterem melhores resultados e que podem ser aplicadas à generalidade das profissões.

1. Tenha paixão pelo seu trabalho.
Se está numa profissão/emprego que desgosta, então é bem mais difícil ter energia e obter altos resultados. Se não pode/quer mudar de profissão para algo que seja mesmo o que o inspira e motiva, encontre algo dentro deste emprego que o apaixone. Pode ser o contacto com outras pessoas ou a paz de estar mais isolado, pode ser s desafios constantes ou a certeza das mesmas rotinas, pode ser a equipa com quem atinge vitórias ou as aprendizagens que retira dos conflitos que enfrenta, etc. Encontre algo que o leve a sorrir quando pensa no trabalho e a energia crescerá dentro de si.

2. Use bem o tempo fora do trabalho.
Em vez de se entregar aos prazeres da televisão quando chega a casa, experimente variar as atividades. Desporto, passear depois jantar, brincar com os miúdos, ajudar-los a fazer os trabalhos, ler um livro, etc., são apenas alguns exemplos que mediante as disponibilidades horárias e físicas podem ajudar a quebrar as rotinas e adicionar energia aos dias.

3. Mime-se.
Todos os meses faça algo por si ou caso possua um, pelo relacionamento conjugal. Uma massagem, um fim de semana fora, um jantar num local diferente, um passeio mais prolongado... Crie estas experiências que ajudarão a mostrar a si mesmo que há tempo para tudo, especialmente para se premiar. Estes mimos funcionam muitas vezes como ótimos retemperadores da nossa energia. E nunca se sabe o que pode acontecer quando usufruímos de novas experiências!

4. Estimule-se mentalmente.
Aprender e crescer são características essenciais da nossa natureza para aumentarmos a nossa satisfação global enquanto seres humanos. Aprenda novas línguas, leia livros de matérias que se interesse, aumente a sua cultura geral e verá que essa energia se traduzirá em melhores performances mentais …também no trabalho.

É tão simples incluirmos algumas destas dicas no nosso dia como queixarmo-nos que não temos tempo para isso. Qual a sua escolha?


Ricardo Peixe, Coach & Trainer na Life Training, Precursor do VencerGT.com

Opção A ou B?


Uma das questões determinantes para o sucesso de uma liderança é a capacidade do líder conseguir reunir esforços e vontades em torno de um objetivo comum. Isto é tão fundamental que, arrisco dizer, muitas vezes só se é um verdadeiro líder se o conseguirmos fazer. Esta questão tem o reverso da medalha pois seguir outros é também liderança…

Numa organização social/política/empresarial/civil ocidental, nos dias de hoje, é normal que uma decisão ou opção seja discutida e avaliada antes de ser tomada ou implementada. Nesse momento de avaliação, de uma forma mais ou menos democrática, diversos intervenientes têm uma palavra ou opinião a expressar. Após algum tempo de escuta e ponderação, uma decisão é tomada.

Este é um momento fundamental em qualquer empresa e um teste à liderança, pois muitas vezes acontece que, aqueles que tinham uma opinião diferente ao que foi decidido, mantêm essa mesma convicção. Se o líder não está atento a esta situação, o resultado típico na mente destes colaboradores é: “Se foi decidido A e eu acredito que era melhor B, apesar de ser obrigado ou forçado a fazer B, eu não acredito que possa resultar e por isso vou-me esforçar menos”. É por este motivo que se assiste a comportamentos de algumas pessoas que consciente ou inconscientemente sabotam os seus próprios resultados exclusivamente para provarem que tinham razão.

O trabalho do líder neste caso é certificar-se que todos estão verdadeiramente dentro do barco. Que depois de se ter decidido A, todos defendem A e se esforçam para que resulte. Só assim é que conseguimos mesmo testar A, B ou qualquer outra opção ao máximo. É importante por isso certificarmo-nos que todos compreendem a importância de seguirem esta estratégia, sabendo o que ganham se o fizerem e o que perdem se tal não acontecer.
O reverso da medalha é que liderança também é seguir e seguir bem. Um líder de si próprio também é o que consegue seguir uma decisão e aplicar-se ao máximo na busca do seu sucesso, mesmo que essa seja diferente da sua opinião. Ele sabe que só assim está a ser fiel ao seu valor de liderar pelo exemplo (entre colegas) e que só assim pode esperar que outros façam o mesmo numa situação inversa, quando chegar a sua vez de liderar processos e pessoas.

Ao sabermos liderar e seguir, garantimos que no final do processo existe uma certeza que tudo foi feito com o máximo de empenho e congruência.

Ricardo Peixe, coach, criador do método Vencer GT, formador da LIFE Training na área comportamental


Artigo previamente publicado na plataforma Dinheiro Vivo

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