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A virtuosa consistência: reflexão express

A consistência só é uma virtude se nos estiver a ajudar a atingir aquilo que queremos.

Muitas pessoas quando mudam de ideias em relação a uns sapatos ou roupa que compraram, assumem facilmente a sua mudança de opinião dirigindo-se à loja e devolvendo o artigo.
Nestes casos, não sentem que perderam consistência ou que "os outros" os irão julgar como sendo uns "vira-casacas".

Curiosamente, receando estes mesmos (auto?) julgamentos, as mesmas pessoas tendem a agarrar-se indefinidamente a decisões que tomaram - e de que depois se arrependem por se terem revelado "más" decisões e que resultam num impacto negativo nas suas vidas - assumindo que "para a frente é que é o caminho".

Se me enganar numa bifurcação na estrada, volto atrás e sigo o caminho que me levará ao destino que pretendo. Porque não fazê-lo com as minhas outras decisões?

Por vezes a melhor maneira de andar para a frente poderá ser... andar para trás!

Pedro Martins, auditor na area da responsabilidade social, hipnoterapeuta, master practitioner e facilitador de mudança

O poder das nossas crençasI : Desalento e acção


Vou lendo por aqui e por ali, alguns momentos de desalento de descrédito, de falta de auto estima e de baixar de braços, seguramente de pessoas que se sentem momentaneamente com menos recursos internos disponíveis (para ultrapassar dificuldades) do que normalmente terão.

Frases como “Eu não acredito no amor”, “estou desesperada/o”, “detesto o meu trabalho”, “não acredito nas pessoas” e tantas outras frases que me levam a pensar que pessoas extraordinárias estão a desperdiçar o seu potencial com pensamentos e escolhas negativas.

Muitas pessoas escrevem sobre este assunto e muitos dos amigos e amigas, dizem com desprezo, “eu detesto livros de auto ajuda”…
Estou convencido que há preconceitos sobre o género ou, pensando de forma mais radical, há medo em serem alertados para factos, para atitudes da nossa vida que são postos em evidência por esses mesmos textos, colocando-nos em causa e alertando-nos que estamos em efeito.

Há medo em concluir que para se melhorar a qualidade de vida é necessário sair convictamente da nossa zona de “conforto” e arriscar, romper rotinas, que temos os recursos necessários para atingirmos os nossos objectivos, entender que o fracasso é aprendizagem, entender que se pode ver a realidade com “óculos” diferentes, resultando disso diferentes “verdades”, entender que sem objectivos claramente definidos qualquer caminho serve para nos levar ou não nos levar a lado algum.

Um dia, li num livro de Anthony Robbins, um pensamento mais ou menos assim:
Num determinado momento, se uma pessoa diz a si mesma que não acredita no amor, se tem essa expectativa de fracasso nessa área, quanto do seu potencial de amar se irá realizar?
Seguramente não muito!

Ela já disse a si mesma, já enviou um sinal ao seu sistema, ao seu cérebro, para que este fracasse nessa área.
Tendo começado com essas expectativas, que tipo de acções irá essa pessoa provavelmente empreender?
Serão confiantes, energéticas, congruentes e assertivas?
Vão essas pessoas reflectir o seu verdadeiro potencial para amar?
Não, será muito pouco provável que assim seja!
Se uma pessoa está convencida de que tudo vai fracassar, para quê o esforço de tentar arduamente?

O que se passa é que uma quantidade de potencial já empreendeu acções de indiferença que anulam acções futuras.
As crenças entram numa cadeia, numa espiral descendente clássica.
Olhar para o fracasso enquanto falhanço, cria mais fracasso.
As pessoas que são infelizes e que vivem esmagadas pela dor, seja de que tipo for, estiveram durante muito tempo sem resultados e já não conseguem acreditar.

Pouco ou nada fazem para realizar o seu potencial e começam a descobrir como é que podem levar a sua vida a um ponto em que façam o menos possível obtendo resultados que deitam ainda mais abaixo as suas crenças em vez de fazerem o contrário.

Li também mais tarde que:
"Se fizermos quilo que sempre fizemos, obteremos aquilo que sempre obtivemos”.

Convido-vos a pensar um pouco no alcance desta frase, e no próximo artigo partilharei algumas fórmulas para uma mudança de paradigma. :)
Até lá, votos de bons pensamentos!
 
Paulo Espírito Santo, Master practitioner, coach e formador LIFE Training

Qual o momento "certo"?

Esta semana ao comentar um post amigo fiquei a pensar…

Falava-se do “tempo certo” para ir por um caminho ou por outro, para tomar esta ou aquela decisão.

Hoje estou convencido que o “tempo certo” só é certo no momento da tomada de decisão. Só o passar do tempo nos poderá dizer se o tempo era de facto certo ou se era certo apenas naquele momento específico.

Pensemos na quantidade de coisas que fizemos a pensar que foram feitas no “tempo certo” e mais tarde as consequências dessas mesmas decisões (tomadas num tempo avaliado como certo) se revelaram grandes decepções (o contrário também é válido) quando avaliadas noutro tempo mais tardio.

Este tipo de avaliação, de “tempo certo”, só pode ser feita olhando para o que foi e não para o que poderá vir a ser. De facto, não é possível alterar o tempo passado mas pode-se ainda condicionar o tempo futuro, aí, podemos tomar novas decisões. Penso ser um risco avaliar o acto/momento de decidir baseando-o apenas no conceito de “tempo certo”.

Gibran escreveu que “a consciência de uma planta no meio do inverno não está voltada para trás, para o verão que passou mas para a primavera que irá chegar. As plantas não pensam nos dias que já foram mas nos que virão… “

Digo eu, se as plantas estão certas que a primavera virá porque é que muitos humanos não são capazes de acreditar que vão atingir todos os seus objectivos sem estarem apenas condicionados pelo “tempo presente”?

Paulo Espírito Santo, Coach e formador LIFE Training

O Poder do Agora


Era uma vez um pescador que levou peixe fresco a um restaurante de praia onde estava um europeu.
O europeu perguntou-lhe se ele voltava para o mar a pescar mais. Respondeu que não. Como ainda era cedo, o europeu tentou explicar-lhe a lógica de mais peixe pescado, mais poderia vender, mais poderia investir, e poderia comprar um barco maior, poderia dar trabalho a mais pescadores, poderia abastecer o país todo, etc, etc, etc.
O pescador perguntou, mas porque razão havia ele de se estafar a pescar?
O europeu respondeu-lhe que assim poderia mais tarde ter uma bela vida, bom dinheiro e poderia ir para um paraíso tropical e dormir umas sestas na rede na sombra da bananeira.
A resposta do pescador foi: mas é exactamente isso que eu vou fazer AGORA, não mais tarde quando for velho.

Para algumas pessoas, acontece acreditarem na possibilidade de serem felizes quando atingem os seus objectivos, quando têm o que querem.
Serei feliz quando tiver dinheiro ou quando tiver um companheiro ou ainda quando a minha mãe parar de me chatear….
E o que acontece entretanto, fica-se infeliz?
E enquanto não obtemos sucesso o que somos, fracassados?

Consideremos ainda que é uma alucinação aceitar como certo que vamos ser felizes depois de obtermos o que desejamos. Será que quem quer ser rico fica feliz só porque atingiu o “ser rico”, será que quem se apaixona e finalmente tem um companheiro/a ficará feliz para todo o sempre?
Pois não, a prática diz-nos que obter o que desejamos não é um bilhete para a felicidade. A questão é, o que nos faz escolher “estarmos” felizes?
Aqui vai uma dica, “Seja o que for que consigamos fazer com a infelicidade, conseguiremos fazer melhor enquanto estivermos felizes”, certo?

Está aqui em causa a velha discussão de só se ser feliz quando se tem o que se quer ou ser-se feliz por se estar a fazer o que é necessário para se ter o que se quer.
Parece confuso?

Vejamos, quando estamos infelizes queremos estar felizes, quando estamos felizes podemos querer o que nos apetecer.

Apollinaire disse: “De vez em quando, é bom fazer uma pausa na nossa busca da felicidade e simplesmente sermos felizes”.

Paulo Espírito Santo, Coach e formador LIFE Training

O que não aprendi na escola


Num filme de Almodôvar um personagem diz: “ Somos tanto mais verdadeiros quanto mais próximos estamos dos nossos sonhos”. Pois é nesse estado, ser verdadeiro, que o Paulo gosta de estar.

Depois de formação em engenharia em Portugal e Dinamarca, fez carreira internacional na gestão de marketing e formação/coaching de vendas, numa multinacional, trabalhando e vivendo em vários países da Europa e América do sul.
Já em Portugal estudou PNL, é Master Practitioner, certificado pelo ITA de John Grinder e Coaching na Lifetraining, onde é formador e coach.


"Definitivamente há coisas que não aprendi na escola. Dessas coisas, muitas aprendi há muito pouco tempo, umas fui aprendendo sozinho com a experiencia da vida e a maioria aprendi com a sabedoria e a partilha das pessoas que me rodeiam.
Na escola gostava de ter aprendido a fazer perguntas pois davam muito valor às respostas. Aprendi com o tempo que se aprende com as perguntas muito mais do que com as respostas.

Gostava de ter aprendido a focar-me na estrutura dos assuntos mais do que nos seus conteúdos pois replicando estruturas tenho grandes probabilidades de replicar resultados.

Gostava de ter aprendido a dar e a receber feedback, a maioria das vezes o feedback eram as notas. Não aprendi que o feedback é a anulação do erro, é a forma de aprender o que não fazer ou como se pode fazer de outra maneira, obtendo provavelmente outros resultados.

Na escola não aprendi, e gostava de ter aprendido, quanto é importante aprender a reconhecer precocemente o que nos dá prazer, o que tem verdadeiro significado e ao mesmo tempo nos desafia. Gostava de ter aprendido a fazer as perguntas que me levariam a dar sentido e razão de ser às minhas escolhas, conhecer o meu propósito de vida.

Gostava de ter aprendido quanto é importante aprender a desenhar estruturalmente objectivos e logo de seguida a ligar-me emocionalmente a eles, liga-los a um propósito pessoal, dar-lhes sentido e razão de ser. Gostava de ter aprendido que com objectivos definidos os caminhos são mais claros. Não aprendi que o que nos afasta dos nossos objectivos são as “histórias” que contamos a nós mesmos…

Gostava de ter aprendido a focar-me no que realmente interessa, no que depende de mim e que isso é o caminho dos campeões. Gostava de ter aprendido que quando me foco no que não depende mim ou não controlo me faz perder energia.

Gostava de ter aprendido que uma “má” escolha é melhor do que uma não escolha. Aprendi muito mais tarde que aquilo que hoje pode parecer uma má escolha pode ser mais tarde avaliado como uma excelente escolha e vice-versa.
Não aprendi que posso condicionar/escolher o meu estado emocional potencializando comportamentos catalisadores de resultados desejados.
Gostava de ter aprendido a reconhecer as necessidades básicas dos outros em vez de os julgar ou fazer juízos de valor, classificar o bem e o mal, o certo e o errado, e que ao satisfazer essas necessidades iria ter mais facilmente a colaboração dessas pessoas.

Gostava de ter aprendido que é perigoso ter muitas certezas e que o que parece impossível é o que pode apenas demorar mais a acontecer.

A boa notícia é que tudo o que não se aprende na escola se pode aprender mais tarde.
A fantástica notícia é que posso partilhar tudo o que aprendi na escola e fora dela com o meu filho, com as outras pessoas e deixar que escolham o que, nas suas avaliações, lhes pode ser mais útil."

Paulo Espírito Santo, Coach e formador LIFE Training

Artigo previamente publicado no blogue: http://www.oquenaoaprendinaescola.blogspot.com/

Luta "contra"... ou a favor?

Um destes dias o bastonário da ordem dos médicos propôs um imposto sobre os alimentos que supostamente, na opinião dos médicos, são nocivos a saúde.

Seguindo apenas a estrutura deste pensamento o bastonário está a fazer algo que muitas vezes observo noutras “lutas contra” tais como o tabaco, o álcool ou até as touradas. Ele foca-se no que não quer e castiga quem o quer.

Acredito que se a estrutura fosse diferente, como focar-se no que quer, promover o propósito, definir objectivos e planificar planos de acção, os resultados seriam mais eficientes e mesmo mais eficazes. Neste caso, o bastonário explicaria a vantagens de comer melhor, quais os objectivos a atingir com esta melhoria na alimentação e quais as ideias, como fazer, acções que poderiam ser promovidas. Penso por exemplo em aulas de nutrição, opções vegetarianas ou mesmo alteração dos menus vigentes nas nossas escolas habituando assim os miúdos a comer melhor.

Tenho alguma dificuldade em ligar-me a movimentos que têm como estrutura de pensamento a “luta contra” em vez de escolherem a promoção do que realmente querem e manifestarem as suas ideias nessa mesma promoção.
A nossa atenção está normalmente naquilo em que estamos focados.

Em que queremos estar focados?
Na luta contra o alcoolismo e fast food ou na promoção da alimentação racional?
Na luta contra as touradas ou na promoção da defesa dos animais?
NA luta contra o cancro ou na promoção da investigação e rastreio precoce do cancro?
NA luta contra o tabaco ou na promoção de respirar um ar de qualidade?

Estou convencido que a qualidade da nossa vida está ligada à qualidade das nossas perguntas e do foco na emoção que queremos sentir quando as formulamos.



Paulo Espírito Santo, Coach e formador LIFE Training

Altos projectos no ano que se avizinha


Para começar o novo ano com o pé direito, dedicamos este mês aos "altos projectos". E o que é isto de um "alto" projecto, ou mega projecto? É a representação de um objectivo de elevada importância que não parece assim tão fácil de atingir, por isso mesmo é expectável que seja alvo de considerável atenção, foco.

Há qualquer coisa de mágico na visualização de uma meta concretizada. Não só se torna presente, por ser já uma realidade na mente, como fornece a motivação necessária para procurar as submetas que nos levam a esse objectivo, para concretizar as tarefas que estas contêm. Está inclusive provado cientificamente que o cérebro não distingue uma acção imaginada de uma acção praticada... (consegue imaginar as potencialidades deste facto?)


Tudo pode começar com um sonho, um alto projecto, algo que o motiva. Alguma coisa sua. Desta forma, mesmo que só faça sentido para si, vai continuar a persegui-la, apesar dos obstáculos que possam surgir.

A história está repleta de sonhadores que se fizeram ao caminho rumo às suas metas. Entre os casos mais paradigmáticos encontram-se o Sr. Ford, alguém que sem estudos assinaláveis imagina veículos disponíveis para o maior número de pessoas possível, atenuando desigualdades (e já agora, aumentando a sua conta bancária!). E assim começa a produção em massa das tais "carroças sem cavalos" (por sua vez visionada por Daimler e Benz).

Alexander Graham Bell desde cedo descobriu o que o fazia sonhar: a comunicação. A sua mãe surda foi a grande motivação no estudo da ciência acústica, seguindo-se diversas invenções.
Martin Luther King, um dos sonhadores mais famosos do mundo, foi também um dos prémios Nobel da Paz mais jovens de sempre, trazendo desta forma maior notoriedade para a sua causa.

Estes projectos acabaram por de uma forma ou de outra mudar o mundo. Mas antes disso, podemos adivinhar que mudaram a vida de cada um destes indivíduos. Da mesma forma que o seu alto projecto, independentemente da importância que terá para terceiros, vai mudar a sua.

Ao escrever este artigo passou pelo meu pensamento um video bastante difundido, provavelmente já o viu. Mesmo assim, convido-o(a) a rever. Trata-se de um discurso de Steve Jobs dirigido a estudantes da conceituada Universidade de Stanford.
Neste discurso, o Sr. Jobs mostra a sua atitude enquanto ser humano que busca a sua felicidade, seguindo acima de tudo a sua curiosidade e intuição. Com o seu esforço e capacidade de "dar a volta", mostra aos jovens - e graças ao youtube, a nós todos - a crença que está na base do seu comportamento. Esta é comum à maioria dos visionários e pessoas que atingem resultados extraordinários. Ele acredita que algures no futuro as escolhas da sua vida se vão ligar, tudo vai correr bem. Para isso acontecer, "Têm de confiar em alguma coisa: no vosso instinto, destino, vida, karma, seja o que for".

É também neste video que somos desafiados a procurar o que nos apaixona, se ainda não encontramos. Ele explica que só se consegue fazer um trabalho fora de série se amarmos verdadeiramente o que fazemos. A sua atitude é simples de descrever: não nos contentarmos com menos do que isto para a nossa vida. E viver cada dia como se fosse o último, lembrando que nós não temos nada a perder, de facto.

Agora pense, sinceramente, haverá melhor altura para sonhar, colocando logo em prática tarefas que o conduzem aos seus objectivos maiores ...do que esta (em que está vivo(a)?).
B.C.

Os mineiros chilenos e futurologia


Desde o momento em que foi possível resgatar os mineiros chilenos, inúmeros psicólogos e especialistas começaram a debitar opiniões sobre o que "vai acontecer" aos mineiros, depois de terem estado fechados 62 dias lá bem no fundo da mina.
Não sou um especialista e não deixo no entanto de estranhar a facilidade como rotulam os mineiros de doentes como se fosse uma inevitabilidade eles ficarem com todos aqueles danos psicológicos.
A maioria destes especialistas dá já soluções para a "cura" destes homens, que "são já doentes", e ainda não os vi, aos especialistas, darem ideias de como fazer para que não fiquem com essas mesmas doenças. Muito indiciador este comportamento...

Aceito que possam vir a haver alguns desafios, aceito que o que passaram possa criar dificuldades, tenho dificuldade em entender como fazem para assumir desde já que estão doentes e que vão ter os problemas "profetizados".

Aquilo que eu vejo é um conjunto de homens que me INSPIRAM, que tiveram a coragem de se manterem ordenados, disciplinados e participativos no seu salvamento e saíram de cara barbeada e cabeça levantada.

Vi homens a trabalharem para o seu futuro e, não podendo voltar atrás na situação, puderam no entanto escolher o que fazer depois do evento.

Paulo Espírito Santo, Coach e formador LIFE Training

Paragens


Muitos de nós estão a chegar às férias, em algum pequeno momento de abrandamento ou até a chegar de férias.

É muito bom PARAR. É bom para INTEGRAR o que de bom aconteceu em cada uma das nossas Vidas; é bom para REFLETIR, MEDITAR, REZAR as acções tomadas e tomar; é bom para APLICAR algumas das técnicas e recursos aprendidos, disciplinados e acordados (agora sem motivos de desculpa esfarrapadas de "eu não tenho tempo")...

Certa vez contaram-me a seguinte história:

"Havia alguém que achava que tudo, mas mesmo tudo lhe corria mal! Sentia como se uma núvem negra pairasse sobre ele. Limitadamente pensava se eu estiver sempre a mover esta núvem de certo não conseguirá acompnhar... Azar, a núvem perseguia-o e mais negra se tornava, sentia mesmo perseguido, perseguido pelos pesadelos, pela má vontade, pela preguiça, que ninguém se importava com ele, nem mesmo os amigos.

Um dia tão cansado de tentar fugir da nuvem: agiu de forma diferente! Sentou-se, exausto...

Algo fantástico e maravilhoso aconteceu, no momento em que parou a nuvem perseguiu o seu caminho e o céu azul começou abrir por si dele...

Afinal não era a núvem que o perseguia e sim ele debaixo dela se refugiava."

Há momentos na Vida em que é importante PARAR.

PARAR para RESPIRAR

PARAR para REFLECTIR/MEDITAR/REZAR

PARAR para INTEGRAR

PARAR para restabelecer ENERGIA

Para para voltar e AGIR, AGIR com certeza!

Alexandre Caramez, Maratonista e Practitioner Programação Neurolinguística LT/ITA


Foto: André Cardoso

Um olhar sobre factos impossíveis de ignorar


A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha chamou há já alguns meses a atenção para alguns números que me fizeram arrepios. Este relatório fez-me, mais uma vez, pensar no quanto é importante a ajuda de todos, na denúncia e tomada de acções para alterar este tipo de situações.


Várias vezes evoco a seguinte fábula;
Era uma vez um Beija-Flor que fugia de um incêndio juntamente com todos os animais de uma floresta. Só que o Beija-Flor fazia uma coisa diferente, apanhava gotas de água de um lago e atirava-as para o fogo. Um outro animal, intrigado perguntou "Beija-Flor, achas que vais apagar o incêndio com estas gotas?"- "Com certeza que não", respondeu o Beija-Flor, “mas estou a fazer a minha parte".

Pois é, acredito que cada um de nós possa apagar incêndios nem que seja numa ínfima parte, podemos denunciar e dar a conhecer algumas situações, comportamentos e modelos que pensamos serem menos certos para o desenvolvimento económico, social ou até ambiental, podemos participar em acções de motivação ecológica e de desenvolvimento social e tantas outras actividades.
É pouco, muito pouco, mas é alguma coisa.

Segundo o referido relatório, existem 2.600 milhões de pessoas (cerca de 40% da população mundial) que vive com menos de 2$ por dia.
50.000 pessoas por dia, morrem como resultado directo e indirecto da pobreza.

250 milhões de pessoas são afectadas em cada ano por catástrofes naturais relacionadas com o clima e 98% dessas pessoas pertencem a países em desenvolvimento ou em vias de desenvolvimento.

Neste momento 1.000 milhões de pessoas vivem em bairros pobres que rodeiam grandes cidades e estima-se que em 2030 sejam 4.000 milhões, na altura, cerca de 60% da população mundial.

Quase 1.000 milhões de pessoas têm fome neste momento, e a cada dia que passa morrem 16.000 crianças com fome ou de causas relacionadas com a má nutrição.
Uma criança morre em cada 5 segundos.
2.600 milhões de pessoas não têm saneamento básico adequado e também por isso nos últimos 10 anos morreram mais crianças devido a diarreias do que a soma de todos os mortos resultantes de todos os conflitos armados desde 1946.
Todos os anos a malária afecta 500 milhões de pessoas sendo que morrem por dia devido à malária cerca de 3.000 crianças.




Hoje, há no mundo 42 milhões de pessoas contaminadas com SIDA e morrem 8.000 por dia, sendo as crianças de África as mais afectadas.
Estes números, e o seu peso, obrigam-nos a contribuir para mudar os modelos de “desenvolvimento” em vigor, temos de encontrar novos formas de energia limpa, utilizar a água de uma forma mais racional e aceitar uma distribuição das populações com mais humanismo e menos xenofobia.

Se não fizermos um esforço para inverter este estado de coisas corremos o risco de sermos arrastados por uma vaga de destruição que nos fará perder muito do que já foi conquistado, diz o apelo feito pela Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha.
Luís Barbosa, presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, finaliza um artigo dizendo: “Este é o nosso mundo, discuti-lo, imaginando-o diferente, é que nos faz falta. É a humanidade que o exige”.

Eu acrescentaria que não basta imaginá-lo diferente, podemos fazer um mundo diferente todos os dias. Podemos denunciar e ter comportamentos coerentes com esta vontade e educar os nossos filhos e os nossos jovens de uma forma diferente e inteligente.

Paulo Espírito Santo, Coach e formador LIFE Training

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