O Paradoxo de Stockdale e Liderança

Sabe o que é o Paradoxo de Stockdale?
Ao reler um excelente livro de gestão, “Good to Great”, de Jim Collins, recordei este conceito. O paradoxo de Stockdale pode transmitir uma mensagem inspiradora e motivacional, para quem se quer manter ligado à excelência. E pode ser relacionado com a actual situação empresarial em Portugal.

Este paradoxo, refere-se à história do almirante Jim Stockdale, militar americano, prisioneiro durante a guerra do Vietname. Sobreviveu ao seu encarceramento nas mais impensáveis condições durante 8 anos, tendo mais tarde partilhado as suas reflexões. Baseado na sua experiência, Jim desenvolveu a crença que o que distingue as pessoas bem sucedidas não é a presença ou a ausência de problemas, mas sim a forma como lidam com essa realidade.

O segredo está em manter a esperança no sucesso independentemente dos desafios e ao mesmo tempo, encarar os factos mais brutais da realidade, sejam eles quais forem.
As equipas de gestão têm se confrontado, por um lado com os desafiantes factos da realidade empresarial portuguesa actual; e por outro, com a necessidade de tomar medidas que as permitam manter-se num óptimo desempenho e garantir que se valorizam as suas potencialidades.

Os líderes focados na excelência consideram esta regra psicológica, de esperança no sucesso versus análise dos factos brutais da realidade, na vida da organização. Por isso estão focados em:

• Desenvolver uma atitude de confiança para com os colaboradores
• Desenvolver a capacidade de encarar os factos e lidar com eles sem otimismo
• Consciencializar que mais importante que motivar pessoas é não as desmotivar, e uma das principais formas de isso acontecer é ignorando a realidade.

Outra estratégia de sucesso usada por Jim Stockdale, foi a envolvência dos seus companheiros de cela, questionando-os e partilhando com eles ideias e sugestões. Transpondo para as nossas empresas, significaria investir numa cultura de envolvência e escuta activa dos colaboradores e na partilha dos reais indicadores da organização.

Para tal:
• A comunicação deve ser liderada por perguntas
• Haver total abertura para diálogo e debate de ideias e opiniões dos intervenientes

• Fazer diagnóstico da realidade sem censuras nem julgamentos
• Ter alertas para toda a informação que possa ser pertinente
Será o paradoxo de Stockdale uma boa abordagem? Como é que vai saber? ;)


Núria Mendoza, Formadora & Coach LIFE Training

Gerir melhor o Tempo

24 horas é o tempo definido para que a Terra rode em torno de um eixo imaginário, dando uma volta completa sobre si mesma nesse período.

Algumas pessoas parecem ter a crença que não dará para fazer mais com um tempo tão limitado de …tempo, e que se encontrassem o génio da lâmpada agora, pediriam mais umas horas para ser possível fazer mais.

A esses eu digo: Que desperdício de Desejo… pois com alguma rapidez iriam detetar que mais horas não significam, melhor utilização das mesmas.

Encontro mesmo algumas pessoas que quantas mais horas têm disponíveis para decidir o que fazer com elas, menos produtivas se tornam.
Desta forma, talvez seja mais útil que, em vez que querer controlar algo que não está na nossa zona de controlo (pois ainda não conheci alguém capaz de abrandar a rota da terra a esse ponto!), encontrar a forma de melhorar a nossa relação com o tempo. Tudo volta aos relacionamentos :).
Aqui estão algumas dicas para quem quer começar 2012 a tornar o tempo num seu aliado:

Dica 1) O seu calendário, tem tantas marcações sobrepostas que provavelmente não vai cumprir?
Decida hoje alterar o seu calendário para intervalos de 10m em vez dos habituais 30m. E marque reuniões ou tarefas com o tempo real que necessita!

Dica 2) Acontece muitas vezes marcar coisas e depois não comparecer ou desmarcar?
Mantenha o seu calendário (agenda) actualizada, para que marque coisas em momentos em que tem real disponibilidade. Encontre a melhor forma para a sua agenda, para uns será o telemóvel, para outros o papel, para outros ou ainda um bloco…encontre a sua forma ideal!

Dica 3) Algumas vezes dá por si a não cumprir nenhum dos seus objetivos para o dia, pois teve de socorrer algum imprevisto?
Guarde pelo menos 20m diários sem compromissos no seu calendário para que caso tenha algum imprevisto os seus objetivos possam ser igualmente cumpridos no dia ou nos dias seguintes. Pois de outra forma cria o efeito bola de neve!

Dica 4) A pilha de papéis na sua secretária está sempre a crescer?
Conceda a si próprio o direito de gerir. Marque dias específicos para tratar de x assunto. E decida em que dia faz mais sentido fazer x tarefa, seja dono do seu trabalho!

Dica 5) Tem algumas vezes a sensação que não tem tempo para si?
O seu dia começa quando você decidir, escolha a sua hora de acordar e deitar (lembre-se que os ciclos de sono quando respeitados atribuem mais sensação de descanso (90m cada/média) e aproveite todos os momentos para estar consigo próprio, paragem nas filas de transito, a cabeleireira, a espera à porta da escola das crianças. Desligue o computador a TV e escolha ficar alguns momentos consigo próprio/a!

Após ter trabalhado mais de 9 anos a viajar sistematicamente, coordenando este facto com o cumprimento de prazos que dependiam de terceiros e ainda a minha vida familiar, aprendi que o tempo é o que eu faço dele! E mais importante: se eu tenho muito ou pouco é indiferente. O que interessa é o que eu faço com ele!

Aproveite este fecho de ano para pensar como se têm relacionado com o seu tempo e se algum resultado não corresponder, parece-me uma boa altura para mudar! E a si?

Lígia Ramos, empreendedora, criativa, formadora da LIFE Training e especialista em GRH

Uma nova proposta: treino dos sentidos

No meu ultimo artigo falei dos pormenores e detalhes. E se não leste, pergunto outra vez: o que descobriste de novo na tua Vida? Que pormenor ou detalhe foi motivo de inspiração e/ou acção para ti?

Hoje, mais uma vez, escrevo ...sobre a temática"corpo/mente"!
Achas que a actividade física pode melhorar o teu estado anímico actualmente? Ou que o altera para um estado com mais recursos?

Cada vez estou mais convencido, por minha própria experiência, que o estado em que me encontro gera comportamentos que levam a determinados resultados. Mas o que está por trás do estado? O que pode gerar esse estado?

A maneira como percepciono o que me rodeia, através dos meus sentidos e a minha fisiologia são os responsáveis pelo meu estado. A actividade física que recomendo para Novembro é treino afincado dos sentidos.

Como tens treinado a tua acuidade sensorial? A visão, audição, tacto, paladar? E mesmo o teu "6º sentido"?

Proponho-te então que dediques cada dia da semana para treinar um dos sentidos. Por exemplo: a Segunda "visionária", a Terça "auditiva", a Quarta "sentida", a Quinta "saborosa", a Sexta "cheirosa", o Sábado "alucinante". No Domingo, dedica-te a dar a ti própri@ "feedback" construtivo, avaliativo, onde melhoraste e apurar cada um dos sentidos... E no processo, diverte-te!

Investe em ti e num treino "sensorial" e estou certo que criarás diversos estados de recursos, com estes fantásticos comportamentos aparecerão e logo óptimos resultados!


Alexandre Caramez, Maratonista e Practitioner Programação Neurolinguística LT/ITA

Qual o momento "certo"?

Esta semana ao comentar um post amigo fiquei a pensar…

Falava-se do “tempo certo” para ir por um caminho ou por outro, para tomar esta ou aquela decisão.

Hoje estou convencido que o “tempo certo” só é certo no momento da tomada de decisão. Só o passar do tempo nos poderá dizer se o tempo era de facto certo ou se era certo apenas naquele momento específico.

Pensemos na quantidade de coisas que fizemos a pensar que foram feitas no “tempo certo” e mais tarde as consequências dessas mesmas decisões (tomadas num tempo avaliado como certo) se revelaram grandes decepções (o contrário também é válido) quando avaliadas noutro tempo mais tardio.

Este tipo de avaliação, de “tempo certo”, só pode ser feita olhando para o que foi e não para o que poderá vir a ser. De facto, não é possível alterar o tempo passado mas pode-se ainda condicionar o tempo futuro, aí, podemos tomar novas decisões. Penso ser um risco avaliar o acto/momento de decidir baseando-o apenas no conceito de “tempo certo”.

Gibran escreveu que “a consciência de uma planta no meio do inverno não está voltada para trás, para o verão que passou mas para a primavera que irá chegar. As plantas não pensam nos dias que já foram mas nos que virão… “

Digo eu, se as plantas estão certas que a primavera virá porque é que muitos humanos não são capazes de acreditar que vão atingir todos os seus objectivos sem estarem apenas condicionados pelo “tempo presente”?

Paulo Espírito Santo, Coach e formador LIFE Training

Seja um colaborador BMW


Sabia que em 2011 a CISCO foi considerada a melhor empresa para trabalhar em Portugal pelo Great Place to Work Institute? Gostava de ser solicitado pelas melhores empresas Portuguesas? Então transforme-se num BMW: Best Master Worker!

Numa época em que se fala de desafios a nível laboral, de redução de oportunidades, de aumento da exigência, nada melhor que fazer um auto avaliação às suas potencialidades e escolher transformar-se num dos melhores colaboradores para trabalhar na sua empresa. Quais serão as principias qualidades de um colaborador BMW? Se fosse dono de uma empresa onde fazia as suas apostas? Que traços de carácter considera diferenciadores? Algumas pesquisas indicam que as podemos agrupar em 5 características genéricas:

1.Substitui a visão de túnel pela visão da rede
Um colaborador BMW têm excelentes relacionamentos. Sabe que trabalha em rede e sente-se responsável pelos seus comportamentos e estados, estando conscientes do impacto que tem nos outros. Não trabalha apenas para sobreviver nem receber um salário pelas suas tarefas, trabalha pois faz parte de um sistema, composto por pessoas e está focado em marcar pela diferença no todo, afetando! Está motivado para explorar novos caminhos e é excelente a comunicar as suas escolhas!

2.Diverte-se a ver para além do retrovisor
Um colaborador BMW é pró-ativo, antecipa situações. É a diferença entre aqueles que esperam instruções e os que surpreendem por antecipação. Mostra iniciativa na procura de soluções para os desafios, mesmo que ninguém lhes peça, e é excelente a superar expectativas, suas e dos outros. No fundo é criativo e focado nas soluções e diverte-se imenso a ultrapassar desafios e obstáculos com sucesso.

3.É uma caixinha de surpresas quando abre o capô
Um colaborador BMW é um investidor no seu crescimento pessoal. Tem sempre as melhores “peças” para oferecer e além disso ainda é positivo e otimista, pois está sempre focado em produzir melhores resultados aumentando o seu potencial e os seus recursos. Contagia com a sua imagem e a sua atitude, fazendo-se desejar.

4.Tem várias qualidades diferenciadoras no manual de instruçõesUm colaborador BMW mantém a sua performance com igual qualidade e segurança, nas curvas difíceis e no mau tempo. É seguro, consistente e congruente. É de confiança. Rapidamente consegue evocar 10 qualidades e extras diferenciadores. Quando lhe solicitam algo que não tem disponível e lhe parece mais valia, normalmente pergunta: onde posso arranjar isso?

5.Tem um excelente anúncio promocional
Um colaborador BMW consegue apresentar-se de forma diferenciadora em apenas 3 minutos e despertar a curiosidade no interlocutor. Sabe quanto vale o seu trabalho e sabe muito bem também quanto ganha a empresa que o “comprar” e comunica isso com convicção e congruência. Tem imensa flexibilidade e capacidade de se adaptar com sucesso às diferentes situações.

Estas são algumas das características dos colaboradores mais valiosos no mercado. Pratique-as, faça-as parte da sua performance e aumente o seu valor aos olhos das melhores empresas do mercado!

Núria Mendoza, Formadora & Coach LIFE Training

Terapia com resultados comprovados …Grátis!


Sabia que sorrir é um verbo conjugável? Eu sorrio, tu sorris, ele sorri, nós sorrimos, vós sorrides, eles sorriem! Sim, é verdade que este é um verbo aplicável a todas as pessoas. Então porque só algumas o praticam no seu dia-a-dia?

Durante o meu percurso de trabalho com algumas centenas de pessoas, fui ficando cada vez mais atenta ao que acontecia quando num grupo, ou numa reunião tínhamos mais pessoas sorridentes ou por um outro lado mais pessoas sisudas na sala. O fato é que parecia que as reuniões chegavam a ter resultados bem diferentes!

Afinal o que acontece quando rimos ou sorrimos?
O processo de sorrir deixou há muito de ser visto como um processo meramente social e passou a ser visto como um processo terapêutico. Pois está cada vez mais claro, através dos vários estudos realizados, que por exemplo: quando o ar é expelido em grande velocidade dos pulmões aquando de uma boa gargalhada, o corpo todo é oxigenado – inclusive o cérebro; Há uma redução da tensão muscular depois do riso, sendo que esta tensão é um dos principais fatores que contribui para as doenças ocupacionais, como a Dort (distúrbio osteomuscular) relacionado ao trabalho.

Fica desta forma, mais evidente o que poderá estar a acontecer. Parece que as pessoas que sorriem mais, fazem processos físicos e psíquicos diferentes daquelas que não sorriem. Logo, é mesmo muito provável que os resultados também sejam diferentes e em alguns casos, arrisco, mesmo muito diferentes.
Muitas vezes a questão está em encontrar motivos para sorrir!

Talvez possa ser interessante pensar no que normalmente o faz rir…Sim, esse mesmo, excelente! Agora veja o que acontece. Sorriu! Isso mesmo, a maior partes das vezes não é mesmo necessário ter um motivo. Só precisa ter a vontade de querer sorrir e vai encontrar na sua memória, na sua vida, dois momentos (pelo menos) em que riu muito e esses bastam para que agora faça o mesmo sorriso.

Sim, é talvez agora mais simples e fácil entender que quem escolhe rir e sorrir mais desenvolve um contexto grupal mais favorável à exposição de ideias, ao desenvolvimento de novas formas de fazer e mesmo para o tratamento de questões centrais nas organizações.
Este é o momento em que vai reconhecer, o que se vem tornando mais claro para mim. Ser feliz é uma escolha e não um estado emocional e sorrir um caminho mais para aumentar essa escolha individual.

Lígia Ramos, empreendedora, criativa, formadora da LIFE Training e especialista em GRH

Felicidade na empresa: o contributo da Psicologia Positiva


"O que faz a vida que merece ser vivida?"
Tem uma resposta para a pergunta acima? Tem que ver com o seu trabalho? Com um hobby? Com a família?
Imagine como seria a motivação no seu local de trabalho quando as pessoas ligassem claramente o seu propósito àquilo que fazem diariamente.

A pergunta inicial foi colocada a um largo número de pessoas num estudo de Psicologia Positiva. As respostas remeteram para situações sobre experiências subjectivas valorizadas. Quer recordando situações positivas no passado; quer focando nas coisas que fazem no presente que as deixam felizes;quer perspectivando o futuro de forma optimista, com esperança, acreditando que o plano vai resultar, ligando-se ao propósito que escolhem seguir.
Tem ideia de como fazer isso na sua organização?

Recordo ter ouvido uma vez como a Toyota encontrou forma de ligar qualquer tarefa com a sua visão. Ao aplicara qualquer acçãoa mesma pergunta cinco vezes seguidas,chegava à resposta do propósito organizacional.
Primeiro perguntaram “Porquê?” sobre cada actividade que faziam. Depois, a essa resposta, e às seguintes, continuavam a perguntar “Porquê?”. Até à quinta resposta,tinham aque estavarelacionada com a visão.


Experimente seguir a linha que aqui propomos e responda às questões: Eu quero fazer isto para quê, o que é que isto me traz? E para que é que eu quero isso? E quero isso para quê? E quero isso para quê? E quero isso para quê?
Ligue o seu propósito àquilo que faz. Ganhará seguramente maior motivação diária.


João Ricardo Pombeiro, coach, formador da LIFE Training na área comportamental

Football by Carlos Queiróz e LIFE Training


Consistência para alta performance é o mote desta nova parceria.
A LIFE Training e a Football By Carlos Queiroz vão orientá-lo no sentido dos seus resultados. Esta é a hora de se focar no seu potencial, no que é necessário para atingir as suas metas.

Juntos, fortalecemos a sua competência de liderança, a capacidade de trabalhar em equipa, a apetência para comunicar, influenciar e motivar outras pessoas.
Dia 21 de Novembro, no Parque desportivo Carlos Queiróz, em Oeiras vai poder ver de perto o que queremos transmitir!


Saiba mais sobre o que esta parceria de excelência pode fazer por si e pela sua equipa. Marque já a sua presença através do email tania.nobre@footballby.net ou dos telefones 214 161 720 / 932 932 060.

A insegurança da segurança: "Está despedido. Tenha um bom dia"


Imagine por um momento a seguinte situação:

Segunda-feira, 9h30 da manhã, a sua chefia direta pede que entre no gabinete dele.
Durante 5 minutos ouve falar da crise financeira, referendo na Grécia e pacote de ajudas.
No final ouve a seguinte frase: “Posto isto... Está despedido! Tenha um bom dia...”

E agora? O que fazer?
Vai procurar emprego noutro sitio?
Vai abrir uma empresa?
Vai receber fundo de desemprego?
Volta a estudar?
Todas as anteriores? Nenhuma?

Volte ao momento atual...
O quão seguro é o seu emprego?
Nos últimos três anos temos assistido à queda de empresas que julgávamos “à prova de crise” e acredito que já percebemos que não vai ficar por aqui... Obviamente o objetivo deste artigo, não é ser um arauto da desgraça e sim uma chamada de atenção para o sitio onde profissionalmente se encontra.

Se fosse hoje o dia do seu despedimento o quanto estava preparado para tornar hoje o melhor dia da sua vida?
Nos últimos três anos, alguns de nós melhoraram as suas competências com cursos e formações, desenvolveram ideias de negocio, apostaram em novas oportunidades, pesquisaram e leram sobre tópicos de interesse, pouparam e investiram fundos, etc...
Outras pessoas estiveram focadas em não criar ondas, fazer o que lhes mandam, jogar pelo “seguro”, cumprir todas a regras, não se cultivar, etc...

Honestamente não sei qual delas tem feito as melhores escolhas, o que se percebe é que o resultado de umas e outras provavelmente será diferente. No caso de despedimento, qual das pessoas acredita que estivesse melhor preparado para manter (e até aumentar) o seu rendimento, condição de vida e até felicidade. Muitas destas pessoas dão até esse salto por sua livre e espontânea vontade, montando negócios e criando a sua própria realidade.

Neste tempo conturbado em que vivemos, as grandes empresas equiparam-se a um petroleiro a guinar à direita... na face da mudança rápida, simplesmente não tem a flexibilidade para se adaptarem em tempo útil. As pequenas empresas que são ágeis e focadas conseguem aproveitar as vantagens mais rapidamente, agir em força nas oportunidades e criar valor mais rapidamente.

O mesmo se aplica a nós enquanto profissionais. Quer ser pesado, fazer o que sempre fez e esperar que tudo corra bem, ou ser ágil, interessado, criativo, inovador? Como o poderia ser ...agora?
Quando daqui a muitos anos estiver a recordar os momentos da sua vida, como quer contar a sua história?

Lembre-se que tem dentro de si o maior poder do mundo: o dA Decisão! Decida usá-lo...

Ricardo Peixe, Coach & Trainer na Life Training, Precursor do VencerGT.com

O Poder do Agora


Era uma vez um pescador que levou peixe fresco a um restaurante de praia onde estava um europeu.
O europeu perguntou-lhe se ele voltava para o mar a pescar mais. Respondeu que não. Como ainda era cedo, o europeu tentou explicar-lhe a lógica de mais peixe pescado, mais poderia vender, mais poderia investir, e poderia comprar um barco maior, poderia dar trabalho a mais pescadores, poderia abastecer o país todo, etc, etc, etc.
O pescador perguntou, mas porque razão havia ele de se estafar a pescar?
O europeu respondeu-lhe que assim poderia mais tarde ter uma bela vida, bom dinheiro e poderia ir para um paraíso tropical e dormir umas sestas na rede na sombra da bananeira.
A resposta do pescador foi: mas é exactamente isso que eu vou fazer AGORA, não mais tarde quando for velho.

Para algumas pessoas, acontece acreditarem na possibilidade de serem felizes quando atingem os seus objectivos, quando têm o que querem.
Serei feliz quando tiver dinheiro ou quando tiver um companheiro ou ainda quando a minha mãe parar de me chatear….
E o que acontece entretanto, fica-se infeliz?
E enquanto não obtemos sucesso o que somos, fracassados?

Consideremos ainda que é uma alucinação aceitar como certo que vamos ser felizes depois de obtermos o que desejamos. Será que quem quer ser rico fica feliz só porque atingiu o “ser rico”, será que quem se apaixona e finalmente tem um companheiro/a ficará feliz para todo o sempre?
Pois não, a prática diz-nos que obter o que desejamos não é um bilhete para a felicidade. A questão é, o que nos faz escolher “estarmos” felizes?
Aqui vai uma dica, “Seja o que for que consigamos fazer com a infelicidade, conseguiremos fazer melhor enquanto estivermos felizes”, certo?

Está aqui em causa a velha discussão de só se ser feliz quando se tem o que se quer ou ser-se feliz por se estar a fazer o que é necessário para se ter o que se quer.
Parece confuso?

Vejamos, quando estamos infelizes queremos estar felizes, quando estamos felizes podemos querer o que nos apetecer.

Apollinaire disse: “De vez em quando, é bom fazer uma pausa na nossa busca da felicidade e simplesmente sermos felizes”.

Paulo Espírito Santo, Coach e formador LIFE Training

Pequenos pormenores, os passos para a excelência


Lia no outro dia, no blog do meu amigo Peter, que "o que custa é...começar!". Na generalidade o tema retratava a 'magia' de correr, os primeiros passos na corrida e como ultrapassar este desafio com uma fantástica e firme atitude; com este artigo alargo o âmbito a outros desportos.

Integrar uma nova actividade desportiva no dia a dia de uma pessoa pode ser algo 'sempre' desafiante. Este desafio pode ser mais radical e puxar para fora da zona de conforto ou transformá-lo num evento divertido e relativamente fácil de integrar.

Quando é divertido e fácil nem sequer chamamos de desafio, muito menos o consideramos como tal, no entanto quando é algo que leva a saltar para fora da zona de conforto é aí que se pode trabalhar uma nova abordagem de encarar a situação.

A técnica que sugiro é dar um novo significado às situações mais desafiantes, possibilitando expandir a zona de conforto e deixando então de ser um desafio.

Desconfio, no meu mapa mundo (na minha forma de ver as coisas), que quem inicia uma actividade desportiva, ou mesmo qualquer outra tarefa, com a atitude de "que o custa é..." pode ter realmente de fazer um esforço acrescido. Talvez esta possa ser alterada para uma atitude de "entusiasmo em relação a...", e a tarefa tornar-se mais fácil. Eu explico.
Neurologicamente, "custa" é logo à partida uma âncora de arrasto ou peso que pode ser largado. "Custa mesmo começar!" poderá ser descartado com uma atitude mais leve como: "Hoje estou mesmo entusiasmado em começar a...!" ou "Hoje é um belo dia para fazer..."

Na observação e contacto com os mais diversos tipos de atletas, já pude constatar que a mais pequena diferença desta atitude, é o suficiente para o que pode ser um treino "normal", ou mais uma "boa" prova, num treino "excepcional" ou mesmo numa prova "excelente".

E se hoje o pequeno peso do "custa" ainda reside na mente, com o hábito e a consistência, durante o treino este vai desaparecer.



É nos detalhes, nos pormenores, por vezes mais pequenos, que inicia o desvio da linha do grande atleta, da linha do atleta de excelência. Chamo-lhe o super poder dos detalhes ou pormenores.

Bons inícios, bons treinos, bons pormenores, boas resignificações...

Alexandre Caramez, Maratonista e Practitioner Programação Neurolinguística LT/ITA

O que não aprendi na escola


Num filme de Almodôvar um personagem diz: “ Somos tanto mais verdadeiros quanto mais próximos estamos dos nossos sonhos”. Pois é nesse estado, ser verdadeiro, que o Paulo gosta de estar.

Depois de formação em engenharia em Portugal e Dinamarca, fez carreira internacional na gestão de marketing e formação/coaching de vendas, numa multinacional, trabalhando e vivendo em vários países da Europa e América do sul.
Já em Portugal estudou PNL, é Master Practitioner, certificado pelo ITA de John Grinder e Coaching na Lifetraining, onde é formador e coach.


"Definitivamente há coisas que não aprendi na escola. Dessas coisas, muitas aprendi há muito pouco tempo, umas fui aprendendo sozinho com a experiencia da vida e a maioria aprendi com a sabedoria e a partilha das pessoas que me rodeiam.
Na escola gostava de ter aprendido a fazer perguntas pois davam muito valor às respostas. Aprendi com o tempo que se aprende com as perguntas muito mais do que com as respostas.

Gostava de ter aprendido a focar-me na estrutura dos assuntos mais do que nos seus conteúdos pois replicando estruturas tenho grandes probabilidades de replicar resultados.

Gostava de ter aprendido a dar e a receber feedback, a maioria das vezes o feedback eram as notas. Não aprendi que o feedback é a anulação do erro, é a forma de aprender o que não fazer ou como se pode fazer de outra maneira, obtendo provavelmente outros resultados.

Na escola não aprendi, e gostava de ter aprendido, quanto é importante aprender a reconhecer precocemente o que nos dá prazer, o que tem verdadeiro significado e ao mesmo tempo nos desafia. Gostava de ter aprendido a fazer as perguntas que me levariam a dar sentido e razão de ser às minhas escolhas, conhecer o meu propósito de vida.

Gostava de ter aprendido quanto é importante aprender a desenhar estruturalmente objectivos e logo de seguida a ligar-me emocionalmente a eles, liga-los a um propósito pessoal, dar-lhes sentido e razão de ser. Gostava de ter aprendido que com objectivos definidos os caminhos são mais claros. Não aprendi que o que nos afasta dos nossos objectivos são as “histórias” que contamos a nós mesmos…

Gostava de ter aprendido a focar-me no que realmente interessa, no que depende de mim e que isso é o caminho dos campeões. Gostava de ter aprendido que quando me foco no que não depende mim ou não controlo me faz perder energia.

Gostava de ter aprendido que uma “má” escolha é melhor do que uma não escolha. Aprendi muito mais tarde que aquilo que hoje pode parecer uma má escolha pode ser mais tarde avaliado como uma excelente escolha e vice-versa.
Não aprendi que posso condicionar/escolher o meu estado emocional potencializando comportamentos catalisadores de resultados desejados.
Gostava de ter aprendido a reconhecer as necessidades básicas dos outros em vez de os julgar ou fazer juízos de valor, classificar o bem e o mal, o certo e o errado, e que ao satisfazer essas necessidades iria ter mais facilmente a colaboração dessas pessoas.

Gostava de ter aprendido que é perigoso ter muitas certezas e que o que parece impossível é o que pode apenas demorar mais a acontecer.

A boa notícia é que tudo o que não se aprende na escola se pode aprender mais tarde.
A fantástica notícia é que posso partilhar tudo o que aprendi na escola e fora dela com o meu filho, com as outras pessoas e deixar que escolham o que, nas suas avaliações, lhes pode ser mais útil."

Paulo Espírito Santo, Coach e formador LIFE Training

Artigo previamente publicado no blogue: http://www.oquenaoaprendinaescola.blogspot.com/

Check points para garantir o bom caminho



A três meses do final do ano, o que vão responder os seus colaboradores às perguntas:
• Estamos a ser eficazes e eficientes nos nossos resultados e planeamento?
• Estamos a otimizar o uso dos nossos recursos para o alcance das nossas metas?
• O que posso ainda fazer diferente para garantir resultados de sucesso?


Outubro pode ser uma excelente altura para medir resultados e redefinir estratégias, envolvendo e comprometendo as equipas nos seus planos de ação.
Nestes planos definem-se, atempadamente, os pequenos passos progressivos para o alcance das metas inicialmente estipuladas. Um fator diferenciador é ir medindo os seus resultados ao longo do processo. Por outras palavras: faça check points e garanta o bom caminho!



Um check point nada mais é que um indicador de proximidade ou afastamento dos objectivos previamente definidos no planeamento. Se cada pessoa fizer uma auto análise dos seus recursos e implementar ações para os adaptar às intenções organizacionais, os próximos 3 meses podem ser diferenciadores.

Check points individuais:
• Que recursos tenho disponíveis e vou manter ou aumentar - tudo o que o colaborador tem ativo e o ajuda a realizar os seus objetivos e tarefas com sucesso: foco, organização, conhecimento técnico
Que recursos me estão a ajudar a alcançar os meus objectivos? quais deles podem ser melhorados? como o vou fazer?

• Que recursos não tenho disponíveis e vou disponibilizar - tudo o que o colaborador pode adquirir e que o vai aproximar ainda mais de uma melhor performance: ex. motivação
Que recursos posso disponibilizar para maximizar os meus resultados? o que posso fazer para disponibilizar este recurso?

• Que recursos vou evitar - tudo o que pode estar a impedir o colaborador de ter bons resultados: ex. má gestão de tempo
Que recursos podem estar a afastar-me dos meus resultados? que recursos preciso ter disponiveis ao invés desses?

Quando rentabilizamos os recursos que já temos disponíveis, quando reflectimos sobre os recursos que podem estar em falta ou que podem ser maximizados e evitamos tudo aquilo que nos está a impedir de ter sucesso, transformamos pessoas e
organizações em entidades eficientes e eficazes.

Núria Mendoza, Formadora & Coach LIFE Training

Pare, escute e olhe


“Estivemos próximos de marcar o primeiro e sofremos um golo no contra-ataque. Mantivemo-nos focados e partimos para cima deles para conseguir o empate quando, num lance dividido na nossa grande área, o arbitro assinalou penálti. 2-0! O jogo estava perdido...”
Este relato na primeira pessoa, de um conhecido jogador de futebol, exemplifica quase na perfeição a atitude mental que afecta inúmeras pessoas neste ultimo trimestre do ano.

Os objetivos foram normalmente definidos em Janeiro e 9 meses depois conseguimos já ter uma boa percepção se estão próximos de se cumprirem ou não. Esta avaliação propicia duas situações específicas e antagónicas que nos desmotivam no dia-a-dia.
Se percebermos que o objetivo já está quase atingido tendemos a baixar os níveis de concentração e foco, pois é quase garantido que o atingimos, baixando o nosso rendimento.

Por outro lado, se o objetivo está demasiado distante, desanimamos pois achamos que é impossível e perdendo a crença que podemos conseguir, agimos de acordo com a de não atingir, o que automaticamente prejudica a performance individual.
Uma solução para estes cenários é a reavaliação da meta e posterior redefinição, tendo em atenção fatores como tempo restante, recursos disponíveis, ajuda possível e aprendizagens passadas a serem utilizadas.


O momento de revisão das metas pode ser uma oportunidade fantástica para nos (re)motivarmos a conseguir chegar mais longe e deve fazer parte do processo natural de medição do nosso progresso.

Como diria Peter Drucker: “Se não pode ser medido, não pode ser gerido.”

Ricardo Peixe, Coach & Trainer na Life Training, Precursor do VencerGT.com

Leia também