Ecologia: Um bom resultado é sempre um bom resultado?


Muito se pode ler ou ouvir sobre a PNL poder ser manipuladora ou influenciadora, poder causar consequências negativas ou resultados positivos de excelência. Daí eu ver como muito importante partilhar e ajudar a clarificar sobre o conceito de Ecologia na PNL.

Ecologia em PNL significa respeitar e preservar a integridade e congruência de um sistema como um todo quando se avalia uma ação/mudança para esse sistema. O "sistema", neste caso, compreende as diferentes partes da pessoa (algo que é aprofundado nas certificações pela ITA). Adicionalmente, analisam-se também as restantes pessoas envolvidas nos contextos que possam receber impacto da ação/mudança a realizar.

Assim, um bom resultado será um bom resultado quando é bom para o sistema (pessoa) e outras pessoas próximas que possam ser afetadas. Exemplo extremo: imagine que você mata uma pessoa com quem se cruza. Isso seria não-ecológico pois existe uma consequência negativa da sua ação, no caso a perda da vida de outra pessoa (e, se quisermos, também o impacto que essa perda terá nas pessoas próximas dela). Agora, imagine que você mata uma pessoa numa situação em que, se não a matasse, você era morto por ela. É lógico aceitar ou concordar que a ação já seria ecológica no sentido em que preserva o sistema (você).

Outro exemplo talvez mais comum: ter oportunidade de emprego ou uma promoção. Isso pode implicar fazer mais viagens por mês, ou residir noutra região ou país, ou passar menos tempo em casa ou com família ou amigos. Também passar a ganhar mais mensalmente ou ser passo intermédio para função que quer alcançar ou experiência com aprendizagens enriquecedoras ou passar a fazer algo que adora fazer! Qual poderá ser a ação ecológica aqui? Declinar ou aceitar a oportunidade?

Avaliar as consequências da ação da pessoa num dado contexto permite analisar e ajustar a ação deforma a manter (ou recriar) o equilíbrio dinâmico das partes para o seu bem-estar pessoal, ótimo funcionamento e salutares interações sociais e familiares.

Ao se ponderar as consequências de uma ação no relacionamento entre uma pessoa e os seus pensamentos, estratégias, emoções, comportamentos, valores, crenças, intenções positivas, e também as outras pessoas envolvidas, previne-se e pode evitar-se que a ação seja manipuladora e/ou não-ecológica.

Em termos práticos, a um nível consciente, esta ponderação pode passar por recorrer a ferramentas como as Posições Percetuais ou ao Future Pacing ou por fazer perguntas como:
- Quais são os resultados desejados da ação?
- Que outros resultados podem ser provocados por essa ação?
- Esses são benéficos ou neutros?
- Que impacto terá essa ação nas pessoas à minha volta?
- É neutro ou positivo?
- Essa ação ainda é uma boa ideia?

Tem pendente ou está a adiar alguma decisão a tomar sobre uma ação? Experimente conversar com um coach praticante de PNL!

João Ricardo Pombeiro, coach, master practitioner PNL, formador da LIFE Training na área comportamental

Quando duas pessoas falam, a Comunicação vê-se!


Todos temos assuntos que nos apaixonam. Alguns apaixonam-nos mais, outros menos… e assuntos há que não nos apaixonam nada. E muita coisa pode acontecer à comunicação, como resultado da forma como reagimos a uns e a outros, quando interagimos com as outras pessoas.

Certamente, todos nós já participámos em conversas interessantíssimas - que desejámos prolongar ad aeternum - e outras em que preferiríamos ir entalar um dedo numa porta, na certeza de que a dor física seria bem mais suportável. Muitas vezes mantemo-nos como participantes em conversas muito pouco interessantes para nós porque queremos demonstrar respeito pelo nosso interlocutor, e por isso não fugimos a sete pés. Pelo menos não abertamente.

Acontece que o nosso inconsciente é muito bom a zelar por nós. Este zelo inclui, obviamente, a fuga da dor e/ou a procura do prazer. Uma interacção desinteressante ou desagradável pode ser percepcionada como "causadora de dor" ou como uma "agressão" pelo nosso sistema, pelo que normalmente começamos a enviar subtis - mas inequívocos - sinais não verbais de desinteresse, rejeição activa ou mesmo fuga. Enviamos constantemente estes sinais, ainda que por vezes os tentemos (em vão) omitir ou ocultar. O oposto também acontece sempre que estamos com interesse numa conversa ou pessoa. Como é óbvio, as pessoas que connosco se relacionam também funcionam da mesma maneira, e nós também podemos ser percepcionados como o "agressor". Como detectar estes sinais?

A prescrição de leituras e significados da linguagem não verbal nos seres humanos está longe de ser o objectivo deste texto. Estes estão muito bem documentados em vários livros, dos quais pessoalmente destaco "What every Body is saying", de Joe Navarro, "Linguagem Corporal", de Alan e Barbara Pease e "Emotions Revealed", de Paul Ekman. O que se pretende com este texto é trazer luz a esta questão e motivar os leitores para a procura de informação adicional sobre ela. Para que, posteriormente, comecem a prestar atenção àquilo que está a acontecer nas outras pessoas enquanto com elas interagem.

A grande parte das interacções humanas acontece pela via da comunicação directa, em conversa, o que faz com que esta questão se revista de particular importância. Os practitioners ou praticantes de PNL (Programação Neurolinguística), são desafiados a partir do pressuposto de que "O significado da Comunicação é o resultado que se obtém dela". Como praticante, parto desta premissa porque, para mim, faz todo o sentido. Neste contexto, sou levado a concluir que, quando numa interacção negligenciamos a parte não verbal da comunicação, estamos também a abdicar da correcta avaliação do interesse (ou desinteresse) que a outra pessoa possa estar a sentir. Assim sendo, estaremos também a desligar-nos do propósito da nossa comunicação, deixando ao acaso o seu resultado. Como corolário, podemos acabar a dar uma "seca monumental" ou a provocar desconforto a alguém numa das nossas conversas, e nem sequer nos apercebemos. Acredito que na maioria dos casos não será essa a nossa intenção. ;)

Quando estou intencionalmente numa interacção, para além da observação e escuta activa, normalmente vou-me colocando algumas perguntas de controlo:

• O que pretendo eu comunicar?

• Como o estou a fazer?

• Os detalhes que estou a introduzir servem a ideia que quero comunicar ou servem apenas o meu Ego?

• Se eu fosse ele(a), como me estaria a sentir agora?

• Estou a atingir o meu objectivo inicial?

Proponho-lhe um exercício de Calibração (*): escolha deliberadamente uma conversa que esteja a ter e observe atentamente o seu interlocutor. Repare nas expressões faciais, nos gestos, na posição do corpo. Veja como reage aos temas que vão sendo abordados. Repare nas diferenças. Se o(a) conhecer bem, aflore um assunto em que sabe que as vossas opiniões divergem e veja o que acontece imediatamente :). Sugiro-lhe também que se vá colocando perguntas de controlo (as propostas ou outras que sirvam o mesmo propósito). Por fim, extrapole as suas observações para um contexto "real" e tire as suas conclusões.

Se quiser ir mais além, comece a observar interacções entre outras pessoas, sem ouvir o que dizem. É bem capaz de ter uma surpresa! Divirta-se! :D

(*) Técnica de observação activa, muito trabalhada nas certificações de Practitioner em Programação Neuro-linguística da LifeTraining.

Pedro Martins,  auditor na area da responsabilidade social, hipnoterapeuta, master practitioner e facilitador de mudança

O Poder Mental de Cristiano Ronaldo II


Continuando a série de artigos iniciada aqui, hoje analiso o ítem
Capacidade Mental*
Neste item, os cientistas pretendem descobrir o quanto é que o cérebro e a forma como CR (Cristiano Ronaldo) o utiliza contribuem para a sua performance dentro de campo.

É maravilhoso ver que tanto Arséne Wenger como o próprio Ronaldo de imediato falam, não das capacidades espaço-matemáticas do cérebro e sim das características intangíveis da mente, no caso concreto a auto confiança e a fortaleza de espírito.

O primeiro teste realizado pretende perceber qual o peso do seu processamento mental na execução de uma finta. Para isso ele realiza um exercício onde tem que manter a bola em sua posse enquanto um adversário procura retirá-la. Ronaldo e o seu oponente estão equipados com um aparelho que permite ver o exato ponto onde estão a olhar durante o desafio.

Naturalmente, CR mantém o controlo da bola durante os 8 segundos do exercício, sendo que a verdadeira descoberta está em perceber que ele olha para coisas muito diferentes do adversário. Antes de fazer a finta, o Cristiano olha para a bola, depois para as ancas, pernas e pés do adversário, depois para o espaço onde quer que a bola vá, e a seguir executa a finta. Esta observação do corpo do oponente é critica para o seu sucesso pois é essa leitura que lhe permite perceber qual o ponto fraco e executar o que procura.

Uma observação deste género implica que no espaço de milésimos de segundos, o cérebro de CR execute complexos cálculos sobre a velocidade, pressão no apoio, tempo de reação e tudo apenas com a observação externa de ângulos da anca e pé.
Como devem imaginar, é impossível este cálculo ser feito com a mesma rapidez conscientemente, por isso CR utiliza a mesma capacidade que nós utilizamos ao conduzir um carro. Numa estrada movimentada, um condutor é capaz de num curtíssimo espaço de tempo, calcular as velocidades de carros no mesmo sentido e sentido oposto, avaliar espaços, percepcionar aberturas e quase que adivinhar movimentos dos outros condutores. Esta capacidade, tal como a do Ronaldo, é explicada pela Psicóloga Desportiva Zoe Wimshurst enquanto resultado de anos de treino que viram milhões de movimentos e jogadas. Estas são registados no cérebro de uma forma que inconscientemente. Quando necessitamos, conseguimos aceder a eles e utilizar essa experiência passada para “adivinhar” o futuro.

Por que razão outros jogadores que treinam com afinco não têm a mesma capacidade?
A resposta será sem dúvida complexa e uma mistura de várias situações, sendo que a mais importante, da minha perspetiva, relaciona-se com a "prática deliberada" que falamos no artigo passado.

CR está permanentemente em modo aprendizagem quando treina ou joga, o que abre lhe permite observar todas as experiências como mais dados para ser melhor no futuro. Este modo de aprendizagem “constante” e aceitação de feedback é um dos maiores componentes do sucesso, referido por milionários e empresários como Warren Buffet ou Donald Trump.

No teste seguinte, uma bola é cruzada para CR cuja função é marcar golo.
Isto seria simples, sendo que as luzes são desligadas durante o voo da bola e a sala fica na mais completa escuridão. Como termos de comparação o teste é feito também por um futebolista amador chamado Ronald que falha a sua tentativa de acertar na bola. CR, por outro lado, acerta à primeira e uma outra vez a seguir (só para ver se não tinha sido sorte).
O processo cerebral que está a ser utilizado é o mesmo que no exercício anterior, pois Cristiano está a retirar informação do corpo do jogador que remata a bola e da trajetória da mesma, recorrendo à memoria de situações passadas e juntando essa informação com o movimento do seu corpo para marcar golo. Ronaldo consegue marcar mesmo quando a luz é desligada logo a seguir ao cruzamento, isto é, sem nunca chegar a ver a bola no ar.

Se haveria dúvidas que o nosso cérebro é uma “máquina” fantástica, ela está desfeita aqui, pois sem dúvida que este é um exercício muito difícil de realizar. De referir que há mais um factor que pesa muitíssimo neste capítulo, a autoconfiança. Cristiano Ronaldo sabe que consegue fazê-lo, sabe que treina, que se esforça, que aprende, que está sempre em busca de evoluir e por isso tema a confiança que lhe permite confiar no seu inconsciente e aceitar o calculo que ele faz. Esta capacidade de acreditar quando outros duvidam é uma das que caracteriza “génios” como Steve Jobs ou Jeff Bezos (Amazon.com).

No próximo artigo, analisaremos a técnica de Ronaldo e o que podemos aprender que nos ajuda no nosso sucesso diário.

NOTA: A Programação Neuro Linguística (PNL) enquanto disciplina que estuda indivíduos de sucesso e mapeia a forma como o fazem, é extremamente útil na vertente do treino mental. Através de exercícios simples e poderosos, qualquer pessoa pode efetivamente condicionar o seu cérebro como Ronaldo fez com o dele, com a vantagem de não ter que ter de começar aos 12 anos – tendo, contudo, outras condicionantes para lidar.

A PNL tem sido para mim uma ferramenta e uma forma de encarar a vida que me proporcionou resultados como nunca imaginei. Enquanto Coach e Trainer é a principal arma do meu arsenal para inspirar, motivar e ajudar pessoas a atingirem melhores resultados.

Ricardo Peixe, Coach&Trainer na Life Training, Master em PNL certificado ITA/LT

*(Ver vídeo Aqui)

O que quer um jovem da vida?


Como pode um pai ou uma mãe promover aprendizagens que sejam realmente úteis e apaixonantes para os seus filhos?

O que é que faz a diferença na gestão das emoções e das relações dos jovens?

Foi com estas e outras perguntas semelhantes em mente que partimos para a criação do curso Em Busca da Magia Teen*.

É muito frequente chegar ao final de um curso de Programação Neuro Linguística e ter vários participantes a dizerem-nos que gostariam de ter aprendido alguns dos conceitos e técnicas da PNL quando eram jovens. Na realidade, muitas das aprendizagens da adolescência podem ser reforçadas, facilitadas ou aprofundadas com recurso a conhecimentos de PNL. Acreditando que nada substitui a aprendizagem experiencial, criamos um curso que pretende mostrar de forma adequada à idade dos participantes como se formam as emoções e os sentimentos e como podemos alterar e utilizar a nosso favor essa expressão da nossa humanidade.

Os benefícios do estudo da PNL são muito extensos. Ao longo dos 3 últimos anos, a LIFE Training treinou mais de 150 practitioners desta área do conhecimento, além de ter realizado cursos de introdução à PNL com mais de 1000 pessoas. Agora é a vez de garantir que também os mais novos podem usufruir de processos simples e práticos para poderem melhorar os seus resultados: na escola, na família, no desporto.

É entusiasmante trabalhar com jovens destas idades e, mais ainda, perceber que o impacto que recebem deste curso ultrapassa a sua esfera pessoal. É que jovens mais equilibrados contribuem para famílias mais equilibradas!

Aí vamos nós, mais uma vez, Em Busca da Magia! Venha connosco!
Pedro Vieira, CEO, Formador, Palestrante e Master Trainer em PNL da LIFE Training

* Veja Aqui o panfleto do curso

O corpo como criador de flexibilidade mental


Bailarinas desenhadas em cavernas entendidas como milenares talvez seja um bom indicador que mexer o corpo é importante. Muitos autores dedicam-se ao estudo da ligação entre a linguagem corporal com linguagem do pensamento, isto é, à ligação entre o que fazemos com o corpo e aquilo que fazemos com o nosso cérebro.

Um dos mais acutilantes será, no meu ponto de vista, José Ângelo Gaiarsa, escritor do livro "Organização das Posições e Movimentos Corporais" onde de forma clara e detalhada demonstra aquilo que será o movimento estudado e o movimento natural.

Esta temática assume um interesse maior, quando sabemos de forma experienciada que o que fazemos com o nosso corpo nos permite um estado de espírito específico e mais ou menos potenciador ao resultado que pretendemos.

Tenho dedicado algum do meu tempo a estudar e a treinar formas de flexibilizar a linguagem corporal, ao mesmo tempo reconhecendo os diferentes estados emocionais a que acedo quando um ou outro movimento é realizado.
J. A. Gaiarsa, em algumas entrevistas, atribui mesmo muita responsabilidade à capacidade do indivíduo se mexer e como se mexe, pois ele cria uma analogia perfeita e densa entre a flexibilidade física e a flexibilidade mental, dizendo "A gente só consegue mexer com as ideias na cabeça da mesma forma e na mesma medida que a gente consegue mexer os objetos com as mãos. Quem nunca juntou nada não pode saber o que é juntar, quem nunca separou nada não pode saber o que é separar, então existe uma ligação profundíssima entre a versatilidade dos movimentos e a versatilidade da inteligência".

Quantos treinam diariamente o movimento no seu corpo? Quantos reconhecem os movimentos básicos? Talvez esta nova forma de olhar para uma das "ferramentas" mais poderosas de todo o sistema seja muito nova, até porque a maior parte de nós é preparado para estar quieto desde de muito cedo. Aprendemos a ficar parados e não mexer. Segundo o mesmo autor a proposta poderá ser bem diferente e com isso criar resultados, também eles bem diferentes "a criança tem que ser irrequieta pois está a aprender a trabalhar com a máquina neuro mecânica mais complexa do universo conhecido…".

Começar uma nova atitude perante o nosso corpo pode significar sair da nossa zona de conforto, do nosso lugar seguro e também, acredito eu, aumentar a nossa flexibilidade. Assim, poderá começar por mudanças pequenas, como a forma como se senta, sorrir mais num dia e lentamente começar a mexer mais o seu corpo, com exercício físico. Quem sabe começar a dançar todos os dias? Deixe os seus braços cair e chegar a lugares antes não existentes, leve a sua cabeça relaxada para além do que até agora imagina e deixe que as suas pernas se transformem em raízes de árvores, experienciando, quem sabe, certeza e força!

"Dance como quem dança quando ninguém vê..."

Lígia Ramos, empreendedora, criativa, formadora da LIFE Training e especialista em GRH

A PNL não é ciência e funciona


Se já ouviu falar em Programação Neurolinguística, certamente terá questões e curiosidades…
Neste artigo respondo a algumas perguntas que me costumam fazer, à luz da PNL.

1. Faz sentido controlar os meus pensamentos?
"Eu controlo a minha mente logo os meus resultados"

A habilidade de pensar é uma parte essencial do ser humano. No entanto várias pessoas recorrem a ajuda externa por sentirem que não conseguem sair do mesmo rol de pensamentos (negativos). O nosso pensamento resulta de um processo de transferência de informação que foi adquirido e organizado em áreas do nosso inconsciente. Uma vez armazenadas, as aprendizagens ficam disponíveis mas já não temos que "pensar" nelas, surgem como que espontaneamente. Quando escrevemos num computador temos controlo consciente no ecrã mas não no processo de back-office que o processa. Na nossa mente algo idêntico acontece.

A PNL ajuda as pessoas a entender os padrões não visíveis do seu sistema de pensamento. Se assim o quiserem, ajuda-as a induzir pensamentos mais possibilitadores, atingindo à partida melhores resultados no que empreenderem.

2. Como posso alterar comportamentos indesejados?
"As pessoas não são o seu comportamento, aceita a pessoa, influencia o comportamento"

Recentemente uma senhora procurou ajuda, pois estava a beber demasiado e a esse comportamento tinha associada uma atitude agressiva e violenta. Os amigos começaram a chamar-lhe a atenção e depois… a afastar-se dela.

Através de alguns exercícios e dinâmicas de PNL, foi possível ela entender porque fazia aquilo que fazia e melhor que isso, decidir que novo comportamento gostaria de ter ao invés desse. Neste momento continua a beber …essencialmente água e sumos naturais.

3. Seria interessante ter domínio dos meus estados emocionais?
"As nossas emoções dominantes são a nossa vida"

Uma jovem procurou ajuda por estar a experienciar estados de ansiedade e tristeza. Em consequência desses estados, chorava imenso. Aos poucos percebeu que estava a abalar a sua auto-estima.

Sendo as nossas emoções consequência directa da forma como pensamos e usamos a nossa fisiologia, e depois de aprender como usar a seu favor estes dois factores, esta jovem rapidamente começou a experienciar estados mais positivos, especialmente em contextos específicos de stress.

4. Que impacto teria na minha vida alterar algumas crenças limitadoras adquiridas?
"Não existe fracasso, apenas retorno útil para aprendizagens na nossa vida!"

Várias pessoas deixaram de acreditar em si e no seu potencial. Dizem regularmente "eu não consigo", "tento, mas é muito difícil", "vai ser impossível", em consequência de experiências negativas do passado. Ao manter este tipo de crenças, estamos a limitar em larga escala a libertação dos nossos recursos, ao mesmo tempo que validamos este ciclo.

A PNL tem estratégias linguísticas e representacionais que permitem ajudar a pessoa a criar um novo cenário mental e a ressignificar eventos que vão alterar crenças para outras mais possibilitadoras.

Quando aceitamos estes e outros pressupostos, tomamos consciência das nossas limitações e potencialidades, escolhendo avançar num plano de progressão e crescimento. Sem dúvida que a PNL é um excelente conjunto de ferramentas em que os resultados obtidos são imediatos. Se reforçados no dia-a-dia, estes passam a ser sólidos.

Regularmente aplico estratégias e ferramentas linguísticas e experienciais de PNL nas minhas consultas de Coaching e nada melhor para validar uma não ciência do que os resultados que têm sido visíveis e partilhados pelas pessoas que apostam numa abordagem diferente.

A PNL não é "ciência" …e a verdade é que funciona!
Núria Mendoza, Master Practitioner PNL e Formadora LIFE Training

O poder das nossas crenças II: a mudança de paradigma


No seguimento do artigo anterior, renovo o meu convite para uma mudança de paradigma. O da criação de fracasso para um outro, diferente. Quem sabe o que o/a vai ajudar a criar mais satisfação na sua vida! Hoje vou partilhar algumas ideias para que eventualmente se sinta inspirado, e possa empreender este objectivo!
Mudemos então de paradigma.

E se uma pessoa começar com boas expectativas num determinado objectivo definido, acreditando com toda a força que vai ter sucesso?
Tendo o sucesso como força possível e segura, que tipo de acções vai empreender desta vez?
Vai arrastar-se sem entusiasmo?

Vai ter entusiasmo, energia, expectativas de sucesso e vai sentir ser o maior.
Se assim for, quais os resultados que são de esperar?
As probabilidades são de eles serem bastante bons.
E o que é que isso faz à nossa crença e à capacidade de obter resultados?
É a espiral ascendente de sucesso.

Sendo assim, o sucesso, alimenta o sucesso.
O sucesso gera sucesso, e a cada sucesso, cria-se mais crença e ímpeto.


As pessoas assim, também fazem coisas menos certas?
Claro que sim!
As pessoas com crenças positivas garantem sempre os resultados?
Claro que não...

Não há fórmulas mágicas nem fadas madrinhas que garantam o sucesso e sendo assim, quando as expectativas não são atingidas, há que escolher outro caminho, há que corrigir a estratégia.

Isto não indica, obviamente, que tudo o que foi feito foi errado.
Aquilo que sabemos e já vimos várias vezes, foi que pessoas que mantêm o mesmo sistema de crenças que fortalecem e persistem através das acções e dos recursos suficientes, por fim, têm mais probabilidades de obter sucesso.
Muitas vezes não é necessário ter uma crença ou uma atitude extraordinária acerca de algo para obter sucessos.

Por vezes, pessoas produzem resultados espantosos apenas porque não sabem que algo é difícil ou impossível, não estão condicionadas.

Um exemplo que li contava a seguinte história: um rapaz adormeceu na aula de matemática. Acordou no fim da aula e viu no quadro dois problemas propostos. Presumiu que era trabalho para casa. Em casa, trabalhou arduamente na resolução dos problemas, não conseguindo resolver nenhum deles, insistiu de tal forma que por fim conseguiu chegar a um resultado. Na aula seguinte apresentou o trabalho. O professor e os alunos ficaram espantados. Afinal, esses mesmos problemas, agora com solução, ficaram escritos no quadro porque foram considerados de resolução impossível.
Se este estudante soubesse isso, provavelmente não os tinha resolvido nem sequer tentado.

A situação proporcionou o facto de ele não ter dito a si mesmo que era impossível resolvê-los, pelo contrário, ele pensava que tinha mesmo de os resolver pois era esse o trabalho proposto na aula a que ele não assistiu por ter adormecido, ele tinha um objectivo bem definido e tinha um motivo.

Os bebés aprendem muito e muito rápido porque experimentam, porque não têm consciência das consequências das acções.

O meu filho faz coisas loucas, porque está motivado, as crianças em geral estão sempre motivadas a obter o que querem, lambem o chão se for necessário, gritam como doidos só para nos deixar atrapalhados e cedermos ao seu motivo.

Eles são muito flexíveis fazem o que for necessário para atingirem o objectivo e por isso dominam o meio, nós pais, normalmente não somos tão flexíveis, ou ficamos atrapalhados com o berreiro ou lhes damos um tabefe, não temos muito mais recursos.

Uma outra forma de alterar uma crença é ter um facto real que realmente  reflecte a possibilidade.

Quando caminhei no fogo, sobre brasas, ou engoli fogo, fui capaz de fazer algo que estava convencido ser impossível (oh, se estava…) factos desses levam-nos muitas vezes a repensarmos as nossas crenças.

Os que conseguiram chegar ao fim deste texto, acabaram de ler um pequeno texto de “auto ajuda”, desses mesmos! Os que não gostam de livros de “auto ajuda” não me levem a mal pois o que não mata engorda, o que arde cura e o que aperta segura…

E assim termino esta minha reflexão, com votos… de boas mudanças! ;)

Paulo Espírito Santo, Master practitioner, coach e formador LIFE Training

O Poder Mental de Cristiano Ronaldo


Muito se falou neste Campeonato da Europa sobre a sua maior estrela: o português Cristiano Ronaldo.
Comentou-se a sua forma física, as suas atitudes, a sua capacidade de criar desequilíbrios e a sua força mental. Há menos de um ano um estudo aprofundado sobre CR e suas capacidades foi feito em condições quasi laboratoriais e acredito que há ainda mais conclusões a retirar do mesmo e que podem elucidar sobre a ultima performance do mais premiado jogador luso de sempre.

O teste foi divido em quatro partes:
Força Corporal,
Capacidade Mental,
Técnica,
Habilidade, e eu irei analisar individualmente cada uma delas, procurando descodificar os elementos de treino mental e alta performance motivacional presentes.

Força Corporal (ver video aqui):
Neste capitulo do teste, o Ronaldo competiu com o reconhecido sprinter Angel Rodriguez em dois teste de velocidade, um sprint de 25 metros e um zig-zag de 25 metros.
No sprint, CR ficou atrás por 3 centésimos de segundo e no zig-zag ficou à frente por quase meio segundo.
Ao estudarmos a forma de corrida e de enfrentar ambas as provas, nota-se uma técnica muito diferente entre os atletas que foi forjada não só pelo muito maior nível de treino e prática consistente de um dos tipos, como também pela forma como o cérebro condicionou o desenvolvimento muscular de ambos ao longo do tempo.
Ao ser examinado muscularmente, vê-se que CR tem um corpo magro de um meio-fundista, as pernas longas de um sprinter e as coxas largas de um saltador. Tudo características treinadas e moldadas por anos de preparação física e pelo condicionamento mental que, desde criança, dita que quer tornar-se o melhor do mundo.

Quando fixamos uma ideia na nossa mente por tempo suficiente e mostramos através de ação consistente e persistente que queremos mesmo atingir essa meta a todo o custo, o nosso cérebro ajuda a moldar todas as
nossas ferramentas de forma a estarmos cada vez mais próximos de o atingir.

A isto se alia programas alimentares bem definidos, descanso adequado e os melhores treinadores do mundo.
Tudo isto ajuda a que corra à velocidade de um sprinter, salta mais alto que o atleta médio na NBA e tenha menos massa gorda que uma supermodelo.

O Cristiano é o claro exemplo (entre muitos outros) que confirma os reconhecidos estudos de Geoff Colvin e K. Anders Ericsson que afirmam que o talento nato (se é que existe) é de somenos importância quando comparado com a prática deliberada, isto é, a forma focada e deliberada de dirigir o nosso esforço e aprendizagem para a constante melhoria dos resultados.

Falaremos mais deste tópico e como podemos utilizá-lo no dia-a-dia ...nos próximos artigos.

Ricardo Peixe, Coach & Trainer na Life Training

A virtuosa consistência: reflexão express

A consistência só é uma virtude se nos estiver a ajudar a atingir aquilo que queremos.

Muitas pessoas quando mudam de ideias em relação a uns sapatos ou roupa que compraram, assumem facilmente a sua mudança de opinião dirigindo-se à loja e devolvendo o artigo.
Nestes casos, não sentem que perderam consistência ou que "os outros" os irão julgar como sendo uns "vira-casacas".

Curiosamente, receando estes mesmos (auto?) julgamentos, as mesmas pessoas tendem a agarrar-se indefinidamente a decisões que tomaram - e de que depois se arrependem por se terem revelado "más" decisões e que resultam num impacto negativo nas suas vidas - assumindo que "para a frente é que é o caminho".

Se me enganar numa bifurcação na estrada, volto atrás e sigo o caminho que me levará ao destino que pretendo. Porque não fazê-lo com as minhas outras decisões?

Por vezes a melhor maneira de andar para a frente poderá ser... andar para trás!

Pedro Martins, auditor na area da responsabilidade social, hipnoterapeuta, master practitioner e facilitador de mudança

O poder das nossas crençasI : Desalento e acção


Vou lendo por aqui e por ali, alguns momentos de desalento de descrédito, de falta de auto estima e de baixar de braços, seguramente de pessoas que se sentem momentaneamente com menos recursos internos disponíveis (para ultrapassar dificuldades) do que normalmente terão.

Frases como “Eu não acredito no amor”, “estou desesperada/o”, “detesto o meu trabalho”, “não acredito nas pessoas” e tantas outras frases que me levam a pensar que pessoas extraordinárias estão a desperdiçar o seu potencial com pensamentos e escolhas negativas.

Muitas pessoas escrevem sobre este assunto e muitos dos amigos e amigas, dizem com desprezo, “eu detesto livros de auto ajuda”…
Estou convencido que há preconceitos sobre o género ou, pensando de forma mais radical, há medo em serem alertados para factos, para atitudes da nossa vida que são postos em evidência por esses mesmos textos, colocando-nos em causa e alertando-nos que estamos em efeito.

Há medo em concluir que para se melhorar a qualidade de vida é necessário sair convictamente da nossa zona de “conforto” e arriscar, romper rotinas, que temos os recursos necessários para atingirmos os nossos objectivos, entender que o fracasso é aprendizagem, entender que se pode ver a realidade com “óculos” diferentes, resultando disso diferentes “verdades”, entender que sem objectivos claramente definidos qualquer caminho serve para nos levar ou não nos levar a lado algum.

Um dia, li num livro de Anthony Robbins, um pensamento mais ou menos assim:
Num determinado momento, se uma pessoa diz a si mesma que não acredita no amor, se tem essa expectativa de fracasso nessa área, quanto do seu potencial de amar se irá realizar?
Seguramente não muito!

Ela já disse a si mesma, já enviou um sinal ao seu sistema, ao seu cérebro, para que este fracasse nessa área.
Tendo começado com essas expectativas, que tipo de acções irá essa pessoa provavelmente empreender?
Serão confiantes, energéticas, congruentes e assertivas?
Vão essas pessoas reflectir o seu verdadeiro potencial para amar?
Não, será muito pouco provável que assim seja!
Se uma pessoa está convencida de que tudo vai fracassar, para quê o esforço de tentar arduamente?

O que se passa é que uma quantidade de potencial já empreendeu acções de indiferença que anulam acções futuras.
As crenças entram numa cadeia, numa espiral descendente clássica.
Olhar para o fracasso enquanto falhanço, cria mais fracasso.
As pessoas que são infelizes e que vivem esmagadas pela dor, seja de que tipo for, estiveram durante muito tempo sem resultados e já não conseguem acreditar.

Pouco ou nada fazem para realizar o seu potencial e começam a descobrir como é que podem levar a sua vida a um ponto em que façam o menos possível obtendo resultados que deitam ainda mais abaixo as suas crenças em vez de fazerem o contrário.

Li também mais tarde que:
"Se fizermos quilo que sempre fizemos, obteremos aquilo que sempre obtivemos”.

Convido-vos a pensar um pouco no alcance desta frase, e no próximo artigo partilharei algumas fórmulas para uma mudança de paradigma. :)
Até lá, votos de bons pensamentos!
 
Paulo Espírito Santo, Master practitioner, coach e formador LIFE Training

Gestão da mudança pessoal


Muitas vezes em alturas de insatisfação com as circunstâncias actuais da nossa vida, decidimos mudar tudo à nossa volta (emprego, casa, namorada/o, penteado, guarda-roupa...).

Por vezes fazemo-lo de forma frenética e quase aleatória, com a sensação de que, estando a mudar, vamos reencontrar o "caminho certo" ou o "propósito de vida". Acontece que, não raras vezes, fazemos isto nas alturas em que seria muito mais proveitoso - e quantas vezes a única opção capaz de produzir o resultado que pretendemos - parar, e fazer "dentro de nós" as grandes e principais mudanças.

Desta forma poderíamos poupar-nos, e tantas vezes àqueles que nos rodeiam, a alguma dor desnecessária, sempre que, no meio dos escombros, acabamos por descobrir que depois de tanta mudança continuamos exactamente no ponto de partida ou nem sequer isso.

Noutras alturas, quando, cruzando informação que nos chega pela nossa lógica, sentimentos e emoções, nos parece inevitável a implementação de grandes mudanças "lá fora" (mudar de emprego, país, marido/esposa, etc), sentimos medo e decidimos - ainda que inconscientemente - que o melhor a fazer é ficarmos estáticos, dando um "mergulho para dentro de nós" e potenciando o desenvolvimento de comportamentos que em nada nos servem (depressões, medos irracionais, hábitos destrutivos, etc.).

Felizmente, temos à nossa disposição algumas excelentes ferramentas que podemos utilizar, e que nos podem ajudar a descobrir qual a intenção que motiva a necessidade de mudança, que tipo de mudança pode fazer sentido em cada momento específico e a sermos capazes de a implementar, seja ela "lá fora", "cá dentro" ou transversal.

A mudança, por si só, não é boa nem má, muito antes pelo contrário… ;)

Pedro Martins, auditor na area da responsabilidade social, hipnoterapeuta, master practitioner e facilitador de mudança

5 Crenças tóxicas que arruinam carreiras


O Livro dos Provérbios no Antigo Testamento é, na minha opinião, um dos melhores livros de gestão jamais publicado. Uma passagem em particular contém uma parte de sabedoria a destacar: "O que um homem acredita, assim o é."
Há tempos escrevi neste blogue* sobre crenças que ajudam as pessoas a chegar ao sucesso. No entanto, observei que há outras 5 crenças que tornam as pessoas consistentemente menos bem sucedidas. Certifique-se que não as contém você próprio/a.


1. Defino o meu valor com base no que os outros pensam de mim
Algumas pessoas definem-se com base no que tentam adivinhar que o seu chefe, os seus colegas, familiares e amigos pensam delas. Quando se convencem que estes pensam mal do trabalho delas, estas pessoas tendem a ter falta de auto-confiança para de forma consistente agirem rumo a resultados.


2. O meu passado é igual ao meu futuro

Quando algumas pessoas passam por uma série de más experiências, elas assumem que as suas metas não são atingíveis. Com o passar do tempo, facilmente de desencorajam e evitam situações onde haja risco de falhar. E porque qualquer acção envolve algum risco, estas pessoas acabam por não conseguir fazer esforço significativo.


3. O meu destino é controlado por forças que estão fora do meu alcance

Algumas pessoas pensam que o estado da sua vida, e mesmo o seu potencial enquanto ser humano é determinado pela sorte, destino ou intervenção divina. Esta crença comum (e pateta q.b.) retira-lhes iniciativa, tornando-as passivas até que a sua “sorte” volte.


4. As minhas emoções reflectem com objectividade a realidade

Algumas pessoas acreditam que as suas emoções são causadas por eventos externos. É verdade que as emoções são determinadas pela percepção acerca desses eventos, juntamente com “preconceitos” sobre o significado desses eventos. Estas pessoas acham difícil ou até mesmo impossível sair da sua própria posição e olhar para a situação do ponto de vista de outra pessoa, ou simplesmente de outras perspectivas.


5. A minha meta é perfeita. O que faço tem de ser perfeito.
Porque a perfeição é inatingível, as pessoas que a procuram estão simplesmente a preparar-se para se desiludir. Muitas vezes, se não conseguem algo, os perfeccionistas tendem a culpar o mundo (e tudo em geral), em vez de fazer o que é necessário para obter resultados extraordinários. É por isso que um “perfeccionista bem sucedido” é um oximoro.
Se está a sofrer alguma destas 5 crenças, recomendo que faça o possível para se livrar delas, substituindo-as por outras melhores. Eu explico como fazer isto no artigo "Como ser feliz no trabalho" (neste post, eu chamo-lhes "regras", mas é basicamente o mesmo de "crenças").

Geoffrey James
Um dos jornalistas especializado em gestão mais requisitado do mundo. É autor de livros e inúmeros artigos na área das vendas, gestão e tecnologia

*INC.com
Artigo traduzido por Beatriz Costa, presente no site americano INC.com. Pode ler o original, clicando Aqui

Como melhorar o seu cérebro: neuroplasticidade e memória


Chama-se neuroplasticidade à construção de novas redes neuronais. Esta acontece sempre que fazemos algo repetidamente.

Na história sobre a pequena Bárbara, presente no livro “Awakening the brain”, conto como ela aumentou o seu Q.I. desenhando, completando puzzles e através de outras actividades marcadamente visuais. Estas actividades resultaram num melhoramento assinalável da sua noção espacio-visual. Conclusão: o cérebro vai sempre responder ao input que nós escolhamos exercer sobre ele.

Aos 65 anos, decidi escrever um livro sobre esta fantástica temática, para todos os que me têm pedido durante anos. O meu desafio era o seguinte: eu não conseguia digitar os meus pensamentos. Eu aprendi a escrever com uma esferográfica, e só depois digitá-los... o que acabou por tornar-se demasiado cansativo para mim, e motivou-me a tentar aumentar as minhas competências a este nível. Com esforço repetido, eu imediatamnete digitava no computador conforme ía pensando no próximo conceito a partilhar. Aos poucos cada vez eram menores os erros que fazia a digitar. Aos poucos, os meus dedos começaram a traduzir os meus pensamentos. Isso também é a neuroplasticidade em acção.

O cérebro é um órgão de tudo ou nada. Quando paramos de utilizar uma língua estrangeira, começamos a esquecer o que aprendemos. Quando nos reformamos e deixamos de ler ou de usar o calendário, essas competências diminuem de facto. Os dois exemplos que mostro no livro, da pequena Bárbara e de mim própria, mostram o que quero dizer: a idade não interessa.

Todas as funções mentais do cérebro funcionam desta forma. Procurar novas palavras, usar a memória, prestar atenção, resolver problemas complexos, exercitar matemática – nós, humanos, temos imensas funções cognitivas e se as utilizarmos, elas vão tornar-se cada vez mais fortes.

A sua intenção vai focar o seu cérebro na razão que o leva a construir essa rede neuronal, e vai ajudá-lo a persistir apesar dos erros que fará …até chegar ao ponto em que a actividade se torna automática. Sim, se persistir, vai tornar-se numa competência automatizada. Você pode reinventar-se. Eu persisti, e agora sou neuropsicóloga e escritora. Um novo mundo está disponível através da partilha desta informação, de mim para si.
Para aceder ao poder da neuroplasticidade e desenvolver funções mentais do seu cérebro, a persistência é essencial. Para persistir, apesar dos erros, devemos acreditar que este esforço vai resultar, que a competência vai fortalecer-se no nosso sistema, tornando as tarefas associadas cada vez mais fáceis.

Pense nas pessoas que conhece, ou em que casos você mesmo teve este tipo de experiência, de expansão cognitiva siginificativa. Como é que desenvolveu no passado as suas competências, reinventando-se enquanto pessoa e tornando-se no que é hoje? As suas actuais redes neuronais promovem a acção que quer agora?

Charlotte Tomaino, Ph.D

Perita no campo da neuroplasticidade, possui mais de 30 anos de experiência clínica enquanto neuropsicóloga

Aceite o desafio da autora e entre em acção! Pode começar por ir ao evento LIFE 2.0 nos próximos dias 24 (Porto) e 26 (Lisboa) de Maio e aí aumentar a sua neuroplasticidade... comunicacional! ;)

Artigo traduzido por Beatriz Costa, presente no site americano Psychology Today. Pode ler o original, clicando Aqui

A crise da perspectiva da PNL

No passado dia 30 de Março, mais de 80 pessoas assistiram a um workshop com o título acima. Foi uma oportunidade de "desmontarmos" a crise. Não propriamente no sentido macroeconómico (os meus dias da Faculdade de Economia já são mesmo distantes) e sim no aspeto psicológico. O que é a "crise" para mim e como me afeta?

Para que mais pessoas possam beneficiar da análise que fizemos em conjunto, aqui fica um resumo:

1. A "crise" é uma representação interna, um conceito abstrato a que cada um atribui determinado significado. Neste sentido, a "crise" é pessoal e intransmissível.
O que é a crise para ti? Que palavras lhe associas?

O exercício feito em sala revelou, com naturalidade, que pessoas diferentes atribuem diferentes associações a crise. Na sua maioria, estas associações revelam-se extremamente abstratas.

2. Desçamos à especificidade. Quando falas em crise e no impacto que tem na tua vida, falas exatamente de quê? Talvez tenhas menos (ou mais) dinheiro, talvez não tenhas emprego, talvez pessoas da tua família estejam a experienciar determinados eventos. Talvez tenham existido alterações adaptativas na tua empresa.

Ao descer à especificidade, durante este workshop, focamo-nos sobretudo em listar os efeitos práticos e específicos da crise (esquecendo por momentos os nossos estados de alma e as nossas conjeturas mentais). Depois de encarar um dos efeitos, surge espaço para a pergunta "e agora, o que quero em vez disto"? E logo a seguir "e o que estou disposto a fazer para o conseguir"? Nem todas as pessoas se sentem bem com esta abordagem, pois sentem que lhes estão a imputar a culpa. Longe de explorar desajustadas noções de culpa, este estímulo pretende reconectar as pessoas com o seu poder de, através do seu comportamento, se aproximarem do que querem. É suficiente? Não. Há que estar preparado para ser realmente observador e flexível!

A conclusão mais importante desta fase do workshop foi que podemos não controlar a crise e o seu impacto na nossa vida, mas podemos ganhar controlo sobre os nossos estados emocionais não fazendo da situação melhor nem pior do que ela é especificamente para nós. E lidar com estes impactos é mais importante, de um ponto de vista egoísta, do que apenas experienciar estados emocionais negativos "por causa" deles.

3. Subamos até ao nível mais abstrato. Tomemos a "crise" como o exemplo de algo. Como exemplo de uma situação generalizadamente pouco querida. O que fazemos em situações deste género? Usemos aquilo que estamos a fazer perante esta crise como um exemplo!

No workshop exploramos algumas atitudes padronizadas: a negatividade e a positividade, o pessimismo e o otimismo. E fomos em busca do famoso Double Thinking e como podemos utilizá-lo para criar utilizações mais eficientes dos nossos recursos.

Espero que esta "crise" seja uma real oportunidade de crescimento (para mim, para ti, para todos) e que tenhamos a clarividência de a utilizar como um ponto de alavancagem, um ponto de mudança pessoal e social. Que cada um assuma a responsabilidade de se mudar a si próprio parece-me um excelente ponto de partida!


Pedro Vieira, CEO, Formador, Palestrante e Master Trainer em PNL da LIFE Training

O fenómeno da influência por acção dos pares: Está dentro ou fora do rebanho?

Sente-se infectado pelo fenómeno social da “crise”? Quer estimular os seus colaboradores a fazerem algo diferente, a alterarem os seus estados emocionais e a produzir melhores resultados?

O primeiro passo é conhecer o fenómeno social de reacção à conjuntura económica actual. Quando se trata de momentos de mudança e de pressão as pessoas reagem melhor individualmente do que em grupo.

Num estudo feito na universidade da Colômbia, eram colocadas pessoas sozinhas numa sala a preencher um questionário. Numa outra sala contígua eram colocadas pessoas a preencher o mesmo questionário acompanhadas por mais 2 pessoas. Durante a experiência começava a sair fumo por um orifício na parede (que podemos aqui ver como uma metáfora da crise). No primeiro caso, as pessoas rapidamente iam à procura de ajuda. No segundo caso, a situação estendia-se no tempo ao ponto de quase se tornar insustentável permanecer na sala.

No final da experiência verificou-se que:
• As pessoas que preenchiam o questionário, sozinhas procuravam ajuda numa taxa de 75%
• As pessoas que preenchiam o questionário em grupo, apenas 38% solicitavam ajuda
Ora, em situações pouco claras, a primeira coisa que o nosso cérebro procura encontrar é uma resposta e uma validação para as suas dúvidas e inseguranças. Só assim vai garantir a melhor reacção aos eventos. Quando está sozinho neste processo, o homem não recebe interferências e o processo consegue ser mais linear e até intuitivo, por vezes. Contudo, quando está em grupo, tem que processar e relacionar os seus pensamentos com os factores externos e os comportamentos dos outros. Chama-se a este processo influência por acção dos pares.


Ou seja, se os outros não fazem nada perante o fogo, a tendência da pessoa é começar a racionalizar o seu instinto e também ela acabar por não fazer nada, ou adiar no tempo o que lhe está a apetecer fazer. Os comportamentos podem ser contagiantes. O confronto com uma situação desconhecida ou desafiante, levam-nos muitas vezes a observar como lidam os outros com ela. Estes por sua vez pensam o mesmo acerca de nós. O resultado, ninguém faz nada! O mais provável é ficar no rebanho e segui-lo!

Sabendo isto, eis algumas perguntas de reflexão:
Está dentro ou fora do rebanho? E os seus colaboradores?
O que pode começar a fazer, caso escolha ser uma pessoa diferenciadora na sua realidade?
O que estão a fazer as pessoas que tem sucesso e resultados?
Logo que tipo de comportamentos devemos ter?

Aborde individualmente os seus colaboradores, tire-os do rebanho e permita-lhes soluções, estimule a participação individual e influencie positivamente para a acção!

Núria Mendoza, Formadora & Coach LIFE Training

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