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Génios na sua empresa


Imagine, por breves momentos, que recebe um telefonema do Albert Einstein a oferecer-se para trabalhar na sua empresa. O que lhe diz?


Alguns dos leitores acedem rapidamente a uma resposta: “Claro que sim”! Outras dizem: “Que interesse poderia ter um génio na sua empresa”? Existem, ainda, aqueles que gostariam de o conhecer e entender os motivos que poderiam ser tidos como relevantes para este invulgar interesse de fazer parte da sua empresa em particular.


Cada um destes pensamentos me parece, numa primeira análise, interessantes e me fazem, aceder a alguns padrões das empresas portuguesas.

Algumas organizações recusariam, pensando talvez que um génio olha muito pouco para rácios de produtividade. Outras organizações teriam que demarcar muito bem o campo de acção do génio para sentirem conforto com esta nova situação.

Finalmente, haveria empresas, as que da minha experiência enquanto observadora atingem maior sucesso, que avançariam para a gestão criativa enquanto componente essencial para o desenvolvimento da empresa.
Para esta reflexão recordo a teoria do escritor e filósofo Koestler.

Para este filósofo, a explosão criadora ocorre quando duas ou mais matrizes independentes interagem entre si – fenómeno denominado de bissociação, que consiste na conexão de níveis de experiência ou sistemas de referências. Uma nova ideia é assim construída na através da associação de diferentes campos não directamente relacionados com a área de partida. Esta teoria poderá ser chave para uma nova forma de olhar a Gestão de Recursos Humanos. O que poderia acontecer se a sua empresa tivesse em si pessoas que juntassem duas forças distintas, e as tornassem numa só? Que aliasse o saber à inovação, que aglomerasse lógica a sentimento, que criasse e seguisse novos caminhos “de fazer”, mais produtivos e estimulantes?

Eu já vi algumas empresas desejarem ser diferentes de todas as outras e a solicitarem aos seus colaboradores ideias/sugestões para ajudar a produzir melhores resultados. Esta parece-me uma excelente forma de sair da caixa. No entanto também não é anormal ver caixas acrílicas onde os colaboradores devem depositar as suas fantásticas ideias. Será que um génio consegue sempre colocar por escrito a sua ideia genial? É também, usual, algumas empresas segmentarem as suas ideias. Porém, e tendo em conta esta reflexão, será que o contabilista poderá dar uma boa ideia para a área comercial? Também não é anormal ver empresas pagarem dispendiosos estudos de mercado e mesmo assim desperdiçarem informação privilegiada dos seus colaboradores e também potenciais clientes.

Os génios são todos aqueles que conseguem olhar para as suas funções e responsabilidades com uma atitude crítica e de desenvolvimento pessoal e organizacional. Logo, imagine o que poderá fazer pela sua organização se permitir que os génios da sua organização criem novas formas de fazer, pensar, executar.

Lígia Ramos, empreendedora, criativa, formadora da LIFE Training e especialista em GRH

Artigo previamente publicado na plataforma online Dinheiro Vivo

O que marca, numa marca?

À semelhança do que acontece connosco enquanto pessoas, também as empresas têm um coração, um core business, um núcleo que faz com que seja conhecida pelo motivo x e não y. Uma ou mais características que, além do nosso nome, nos distinguem enquanto pessoa e de outras pessoas. O motivo diferenciador que vai fazer diferença no momento de escolha entre o nosso serviço ou produto e outro qualquer.

E o caminho para uma boa gestão de marcas rumo a um crescimento sustentável, aponta para o reforço deste core business.
Como é que se faz este reforço?


Antes de tudo, importa discernir acerca de qual o verdadeiro core da marca. O que é que nos fez destacar? Que produto ou serviço? E com que ideia central associada? De seguida:

1.Alarga-se esta mensagem, reforçando-a consistentemente por toda a organização, fornecendo a informação a todos os colaboradores e atentando às escolhas que se fazem a todos os níveis. A nível de marketing interno, externo, criação de novos produtos (abandono de outros), etc, o alinhamento deverá estar presente.
Por exemplo, a marca de relogios Swatch, após 10 anos de aposta e investimento em design e patamar de preço elevado, decide voltar às raízes, reafirmando o seu ADN de acessório de moda acessível, colorido.

2.Recordar os valores da marca intrínsecos, permanecendo relevante ao consumidor. Ou seja, mantermo-nos fiéis à ideia chave, mas acompanhando as tendências do consumidor.

3.Para acompanhar as tendências, muitas vezes a melhor opção é implementar uma renovação, ao invés de optar por extensões de marca que provavelmente se tornam mais dispendiosas, para novas categorias que podem não funcionar. (por exemplo, a Mc Pizza foi em diversas vezes impulsionada pela McDonalds, sem sucesso!).


Um caso de renovação de marca de sucesso presente na comunicação da Coca cola, foi a aposta no mote “The Coke side of life”/"Toy of life". Através deste slogan, a ideia de alegria e diversão sempre associada à Coca cola manteve-se, e acompanhando a tendência instalada da busca de experiências e de vivências emocionalmente mais relevantes.

Os filmes de James Bond são também um caso de estudo em gestão de marcas. Mantendo ideias chave como a luta contra o mal, os elementos visuais como as bond girls, os carros, os gadgets, o tema musical, e actualizando estes mesmos elementos à época (gadgets cada vez mais sofisticados, carros mais potentes, maus da fita ainda mais poderosos e "mais maus", música actual), bem como o adicionar de temas da actualidade no enredo fazem desta série de filmes uma marca duradoura para os seus fãs.

4.Ter uma visão inspiradora como valor base. Uma visão clara da marca é o mais importante potenciador de crescimento para a mesma. É o autêntico GPS que nos vai indicar se estamos no caminho certo quando pensamos em soluções para a empresa. É esta visão que quando estiver a colocar um post no Facebook dos amigos/clientes/fãs da sua página, o vai conduzir a conteúdos que eles procuram, relevantes e inspiradores para eles, não servindo assim apenas objectivos de promoção por si só. Que o vai ajudar a escolher entre criar um novo produto absolutamente direccionado ao seu publico alvo.

Depois de pensar como a sua marca marca, passando ponto por ponto... aproveite o momento e faça uma reflexão acerca da sua própria brand!
Qual o seu core enquanto profissional?
Tem uma visão inspiradora que o guia no seu caminho? Se tivesse um slogan… qual seria?
O que tem feito para permanecer relevante enquanto profissional? O que tem lido ou visto, que opções conscientes tomou, que tipo de energia tem mostrado, na maior parte do tempo?
Lembre-se que para marcar, é preciso… marcar! ;)

Maria Beatriz Costa, Responsável de Comunicação e Imagem, Practitioner PNL

Soluções inovadoras: precisa-se!

Assistimos hoje a uma revolução de tendências que influenciam inevitavelmente o mundo empresarial. Este facto traz-nos a necessidade de permanecermos actualizados, que pode levar à reinvenção nas nossas empresas, quase permanente! Inevitavelmente, mudar passa a ser palavra de ordem para a sobrevivência das organizações.
Torna-se assim necessário perceber que a criatividade e o sentido de oportunidade são, mais do que nunca, autênticos recursos estratégicos.

Posto isto, fizemos uma busca pela maior rede de conhecimento do mundo (a world wide web) e seleccionamos para si dicas práticas para o ajudar a inovar. E inovar aqui pode significar aprimorar um sistema, criar um produto/serviço ou encontrar uma solução para um problema, em geral, numa empresa!

Primeiro e antes de tudo, tenha uma visão do seu negócio que o inspire na busca de soluções, sempre. Partilhe esta sua visão com as pessoas com quem trabalha. Se é um colaborador e a empresa onde trabalha não possui uma, reflicta e crie-a, para si! Esta não é uma dica, é "A" dica.

- Seja persistente na busca de originalidade. A par de uma flexibilidade nas estratégias, opte pela inovação e por soluções que se coadunam com a sua visão de negócio e características de marca.

- Conheça bem a concorrência, mantenha-se informado acerca dos seus passos, para poder fazer diferente.

- Estabeleça objectivos relativos a inovação, para si e para a sua equipa.

- Desenvolva a sua capacidade de empatia: através da observação dos seus clientes, de uma verdadeira atenção aos mesmos, surgem ideias relativamente a novos produtos ou formas de colmatar de necessidades.

- Simplifique: métodos complexos tornam-se morosos de colocar em prática. No meio, pode perder-se uma boa ideia.

- Faça brainstormings com a sua equipa: inovação anda passo a passo com colaboração e comunicação. E um brainstorming entre colegas de trabalho pode até acontecer à hora do almoço!

- Quebre as regras: É como o fenómeno que ocorre aquando da contratação de um novo colaborador, que permite em que diferentes processos se possam juntar a novas formas de fazer (sempre) melhor. Uma pessoa que ainda não faz parte do sistema tem a capacidade de olhar de fora e perceber as fragilidades, bem como o que pode mudar com maior facilidade. Afaste-se para ver a situação, o todo, e depois quebre os processos que apesar de dados como adquiridos, deixaram de funcionar.

- Escreva as suas ideias, sempre: É importante o registo destas à medida que nascem, para futuro desenvolvimento e segurança de que não se perdem!

- Fuja do óbvio: através da busca de referências fora da sua área de actuação, encontrará ligações que aparentemente não faziam sentido e passam a fazer e a existir. Isto pode acontecer com uma ida ao teatro, a uma exposição de pintura ...qualquer actividade!

- Mantenha-se em movimento: actualize-se, faça formação, desenvolva a sua rede profissional. Aproveite o tempo em que vivemos, nunca foi tão fácil aceder à informação como hoje.

- Inovar é actualizar, evite repetições. Faça acontecer!

Votos de boas ideias para si.

Beatriz Costa, Inspirational Communication Manager @LIFE Training

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