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Como cuidar dos colaboradores (A propósito d’O guia das Novas profissões para 2012)

Algumas das profissões apresentadas como novidade no Guia das novas profissões da Michael Page foram: gestor de desenvolvimento de negócios internacionais, loyalty program manager e um reforço na Gestão de Recursos humanos: “Na área de recursos humanos, e sobretudo em grandes organizações, nascem novos responsáveis de pessoal em cada unidade de negócio, atentos às necessidades particulares de uma determinada área.”

Esta ressalva surpreendeu-me. A surpresa não advém da minha discordância e nem sequer pela noção que não é pertinente e sim, por pensar que de facto ainda existem muitas empresas que ainda não reconheceram que o cuidar dos seus colaboradores as faz de facto ganhar muito dinheiro.

Conheço algumas empresas que já medem o seu turnover através não só do número e também do seu custo. Custos relacionados com a saída, recrutamento, formação de novo colaborador e perdas de rentabilidade neste período de entrada de um novo colaborador. Arrisco a dizer que em mais de 90% das actividades o novo colaborador apenas atinge a sua rentabilidade máxima após 6 meses de trabalho e apenas se neste período de tempo obtiver formação intensiva, regular e monitorizada, pois caso contrário este tempo aumenta e muito (penso eu, baseada na minha experiência).

Assim, quanto poderá custar a uma empresa não cuidar dos seus colaboradores e uma vez mais chamo a atenção para a palavra cuidar. Pois, é muito diferente gerir e cuidar. A minha intenção é de facto que nos debrucemos nesta noção de auxiliar cada colaborador a desenvolver as suas competências pessoais e técnicas, assim como facilitar a execução das suas funções.


Será muito simples para qualquer pessoa que tenha à sua responsabilidade uma equipa perceber que cada colaborador tem a sua forma de precisar deste auxilio. Que cada dia é um dia diferente para cada colaborador. Portanto, preciso de fazer coisas diferentes e ajustadas ao momento com os colaboradores para que se mantenha intacta esta noção de cuidar. Pois é, equipas dão trabalho ...para dar lucro!

Assim, cuidar da sua equipa poderá passar por:
· Conheça cada colaborador por si. Fale com todos os colaboradores de forma formal e informal. Promova encontros formais onde pode perguntar sobre as funções, tarefas, prazos e promova encontros informais para poder conhecer os hobbies, as situações que inquietam o seu colaborador, os seus gostos. Queria genuinamente saber mais, e não apenas o que dizem sobre ele/a

· Conheça bem a sua empresa, os seus valores e a sua missão, assim poderá reconhecer onde o seu colaborador está mais integrado e onde pode precisar da sua ajuda para viver mais esta dinâmica.

· Confie em si e logo aprende a confiar nos outros, muitas vezes delegar é uma forma de animar os nossos colaboradores e para delegar terá que acreditar mais em si que nos seus colaboradores.

· Aceite que o que para um é um bom motivo para fazer mais, para outro é excelente para parar, fale com cada colaborador pensando mais nele que em si. Flexibilize o seu processo de comunicação e adapte-se.

· Permita que cada colaborador erre e garanta feedback, seja rigoroso e mesmo assim aceite que errar faz parte da aprendizagem. Garanta feedback genuíno e com a intenção pura de ajuda a desenvolver.

· Entregue feedforward, seja muito claro nos comportamentos que espera. Partilhe as suas expectativas sobre cada colaborador com esse mesmo colaborador.

Cada colaborador é um potencial, um possível talento para a sua empresa e apenas conseguirá fazer com que esse talento sirva a sua empresa, quando reconhecer qual é esse talento e onde ele será de facto uma mais-valia.

Lígia Ramos, empreendedora, criativa, formadora da LIFE Training e especialista em GRH

O Paradoxo de Stockdale e Liderança

Sabe o que é o Paradoxo de Stockdale?
Ao reler um excelente livro de gestão, “Good to Great”, de Jim Collins, recordei este conceito. O paradoxo de Stockdale pode transmitir uma mensagem inspiradora e motivacional, para quem se quer manter ligado à excelência. E pode ser relacionado com a actual situação empresarial em Portugal.

Este paradoxo, refere-se à história do almirante Jim Stockdale, militar americano, prisioneiro durante a guerra do Vietname. Sobreviveu ao seu encarceramento nas mais impensáveis condições durante 8 anos, tendo mais tarde partilhado as suas reflexões. Baseado na sua experiência, Jim desenvolveu a crença que o que distingue as pessoas bem sucedidas não é a presença ou a ausência de problemas, mas sim a forma como lidam com essa realidade.

O segredo está em manter a esperança no sucesso independentemente dos desafios e ao mesmo tempo, encarar os factos mais brutais da realidade, sejam eles quais forem.
As equipas de gestão têm se confrontado, por um lado com os desafiantes factos da realidade empresarial portuguesa actual; e por outro, com a necessidade de tomar medidas que as permitam manter-se num óptimo desempenho e garantir que se valorizam as suas potencialidades.

Os líderes focados na excelência consideram esta regra psicológica, de esperança no sucesso versus análise dos factos brutais da realidade, na vida da organização. Por isso estão focados em:

• Desenvolver uma atitude de confiança para com os colaboradores
• Desenvolver a capacidade de encarar os factos e lidar com eles sem otimismo
• Consciencializar que mais importante que motivar pessoas é não as desmotivar, e uma das principais formas de isso acontecer é ignorando a realidade.

Outra estratégia de sucesso usada por Jim Stockdale, foi a envolvência dos seus companheiros de cela, questionando-os e partilhando com eles ideias e sugestões. Transpondo para as nossas empresas, significaria investir numa cultura de envolvência e escuta activa dos colaboradores e na partilha dos reais indicadores da organização.

Para tal:
• A comunicação deve ser liderada por perguntas
• Haver total abertura para diálogo e debate de ideias e opiniões dos intervenientes

• Fazer diagnóstico da realidade sem censuras nem julgamentos
• Ter alertas para toda a informação que possa ser pertinente
Será o paradoxo de Stockdale uma boa abordagem? Como é que vai saber? ;)


Núria Mendoza, Formadora & Coach LIFE Training

Arte de se liderar ... a si próprio!


Há muitos anos que um dos temas de eleição da formação para executivos é a liderança.

Progressivamente, o interesse pela temática foi-se alargando a muitas outras pessoas, proliferando os cursos, teorias, abordagens e literatura sobre a nobre arte de liderar.

Neste artigo, gostaria de lhe apresentar uma visão mais intimista e poderosa da liderança, mostrando-lhe um caminho baseado na auto-liderança. Chamo-lhe neuroliderança, com a intenção de colocar o foco do leitor no seu próprio sistema neurológico, ou seja, em si mesmo! Numa abordagem mais superficial da liderança, podemos discutir estratégias de comunicação, táticas de intervenção, processos de tomada de decisão, técnicas de gestão. Quando aumentamos a profundidade da análise, acederemos a uma galeria de estados emocionais, utilização da fisiologia, padrões de pensamento, filtros mentais, etc. E é precisamente aqui, acredito eu, que começa a mais apaixonante aventura de cada um na descoberta do seu próprio processo de liderança.

Em pleno século XXI, encontro ainda muitas pessoas que têm dificuldade em descrever com exatidão os seus relacionamentos (incluindo os profissionais) e em desenhar estratégias de sucesso para melhorarem os seus resultados. Por vezes procuram no exterior a resposta para as suas interrogações, buscando nos gurus e escolas de pensamento de gestão as fórmulas secretas para se imporem como líderes. Quando começam, por oposição, a explorar o seu interior descobrem que podem aprender a gerar e gerir os estados emocionais que lhes vão permitir tornarem-se eficientes líderes de si próprios e assim, pela via do exemplo e inspiração, também influentes líderes dos contextos em que se movimentam.

Se esta abordagem lhe está a parecer, caro leitor, sobretudo abstrata… então está cem por cento correto. É que as respostas à pergunta "o que devo fazer para me tornar um excelente líder" vão depender da especificidade do contexto. Agora a resposta à pergunta "como me posso tornar um líder excelente", essa está totalmente ligada à gestão do seu sistema, à capacidade de gerar pensamentos e de usar o seu corpo de forma positiva para gerar emoções poderosas. Bem-vindo ao mundo da neuroliderança, em que aprenderá também a fazer isto dentro do contexto da gestão de equipas e do desenvolvimento das organizações. Melhores pessoas, melhores organizações, melhores resultados são o objetivo desta abordagem.

Usando os mais recentes estudos na área de comportamento, o desenvolvimento da neuroliderança vai provavelmente permitir-lhe perceber os seus próprios processos de decisão, melhorar a comunicação e usar mais eficazmente os seus próprios recursos. Pessoalmente, acompanhei já milhares de pessoas na adoção de alguns destes princípios nas suas vidas pessoais e profissionais, pelo que sou um natural adepto desta poderosa abordagem que parte do individuo para a sociedade, do líder para a equipa. Independentemente da sua função e papel social, torne-se um líder, utilizando eficazmente os seus recursos para se tornar na melhor versão de si próprio. Torne-se um neurolíder! Até onde acha que pode chegar? Qual o máximo impacto positivo que acredita poder ter?

Para o fazer vai ter que aprender a definir com clareza os seus objetivos e intenções, apurar a capacidade de observação e manifestar flexibilidade comportamental. Quem ganha com isto? O leitor, para começar. E também os coletivos de que faz parte e que beneficiam da existência de comportamentos adequados de liderança pessoal: a família, a equipa, a empresa. Consegue imaginar como será uma nação em que abundam os exemplos de líderes esclarecidos, comprometidos e eficientes? Eu consigo e vibro com a ideia!


Pedro Vieira, CEO, Formador, Palestrante e Master Trainer em PNL da LIFE Training

Artigo previamente publicado no Jornal de Negócios

Opção A ou B?


Uma das questões determinantes para o sucesso de uma liderança é a capacidade do líder conseguir reunir esforços e vontades em torno de um objetivo comum. Isto é tão fundamental que, arrisco dizer, muitas vezes só se é um verdadeiro líder se o conseguirmos fazer. Esta questão tem o reverso da medalha pois seguir outros é também liderança…

Numa organização social/política/empresarial/civil ocidental, nos dias de hoje, é normal que uma decisão ou opção seja discutida e avaliada antes de ser tomada ou implementada. Nesse momento de avaliação, de uma forma mais ou menos democrática, diversos intervenientes têm uma palavra ou opinião a expressar. Após algum tempo de escuta e ponderação, uma decisão é tomada.

Este é um momento fundamental em qualquer empresa e um teste à liderança, pois muitas vezes acontece que, aqueles que tinham uma opinião diferente ao que foi decidido, mantêm essa mesma convicção. Se o líder não está atento a esta situação, o resultado típico na mente destes colaboradores é: “Se foi decidido A e eu acredito que era melhor B, apesar de ser obrigado ou forçado a fazer B, eu não acredito que possa resultar e por isso vou-me esforçar menos”. É por este motivo que se assiste a comportamentos de algumas pessoas que consciente ou inconscientemente sabotam os seus próprios resultados exclusivamente para provarem que tinham razão.

O trabalho do líder neste caso é certificar-se que todos estão verdadeiramente dentro do barco. Que depois de se ter decidido A, todos defendem A e se esforçam para que resulte. Só assim é que conseguimos mesmo testar A, B ou qualquer outra opção ao máximo. É importante por isso certificarmo-nos que todos compreendem a importância de seguirem esta estratégia, sabendo o que ganham se o fizerem e o que perdem se tal não acontecer.
O reverso da medalha é que liderança também é seguir e seguir bem. Um líder de si próprio também é o que consegue seguir uma decisão e aplicar-se ao máximo na busca do seu sucesso, mesmo que essa seja diferente da sua opinião. Ele sabe que só assim está a ser fiel ao seu valor de liderar pelo exemplo (entre colegas) e que só assim pode esperar que outros façam o mesmo numa situação inversa, quando chegar a sua vez de liderar processos e pessoas.

Ao sabermos liderar e seguir, garantimos que no final do processo existe uma certeza que tudo foi feito com o máximo de empenho e congruência.

Ricardo Peixe, coach, criador do método Vencer GT, formador da LIFE Training na área comportamental


Artigo previamente publicado na plataforma Dinheiro Vivo

Quem pode ser mágico nas empresas?

Há quem acredite que a mudança nas organizações terá que ser implementada ao nível mais alto para produzir reais impactos. Eu acredito que quando CEOs, administradores e directores se tornam embaixadores da mudança esta ganha maior poder. E também acredito que qualquer pessoa pode iniciar um processo de mudança organizacional.


Na minha carreira profissional desenvolvi esta crença, sustentada em dezenas de exemplos práticos, de que a gestão de faz em ambas as direcções hierárquicas! Quando implemento, juntamente com a equipa da LIFE Training, projectos de desenvolvimento e expansão de resultados nas organizações deparamo-nos frequentemente com a questão “o meu chefe também vai receber esta formação”? A ideia é simples. Se o meu chefe mudar, então eu poderei mudar.


Caso contrário, todos os meus esforços serão em vão.


A abordagem da LIFE Training, baseada num forte acreditar nos recursos que cada ser possui, é um estímulo claro a que cada um assuma a responsabilidade por aquilo que quer e implemente estratégias práticas para lá chegar!
Independentemente do lugar que cada um ocupa na hierarquia, se quiser pode transformar-se num Mágico que modifica a realidade em que se envolve! Já vi isto acontecer em dezenas de empresas, com vendedores a mudarem departamentos, secretárias a mudarem direcções.



Tudo depende da crença que cada um tem em relação ao que quer, à força que a mudança tem (muitas vezes dizemos que gostaríamos de mudar coisas e não investimos energia para que tal possa realmente acontecer).



Claro que nem sempre as pessoas em cargos mais altos nas organizações vêem com conforto a possibilidade de qualquer um poder iniciar processos de mudança. Esse é, no entanto, o poder da natureza humana. Qualquer um pode ser Mágico, desde que assuma a responsabilidade e esteja disposto a agir até alcançar o resultado a que se propõe!

Pedro Vieira, CEO, Formador, Palestrante e Master Trainer da LIFE Training

Responsabilidade dos vencedores

Em Julho de 1994, na cidade de Pasadena (EUA), a final do campeonato do mundo de futebol chega ao fim de 120 minutos com um empate entre Brasil e Itália. Para marcar o 5º penalti da Itália, Roberto Baggio pega na bola, depois de dois companheiros de equipa já terem falhado penalidades.


Sabendo que se não marcasse, entregava a taça ao Brasil - este festejaria assim o tetra campeonato depois de um interregno de 24 anos. Baggio (FIFA Player of the year e Ballon d’Or em 1993) foi um dos mais geniais jogadores da sua geração e discutivelmente um dos melhores atletas italianos de sempre, sendo o único a marcar em 3 campeonatos do mundo. Em 1994, depois de um apuramento por goal-average na fase de grupos, Roberto Baggio levou Itália “ao colo” marcando 5 golos nos 3 jogos que antecederam a final...


E apesar de detentor de inúmeros títulos e troféus, Baggio ficou para sempre conhecido como aquele que falhou o penalty.


Mark Zuckerberg era um jovem estudante da Universidade de Harvard quando em 2004 lançou um site que inicialmente se chamava TheFacebook.com.
O site cujo propósito inicial era servir de plataforma de interação entre alunos da Universidade rapidamente começa a ganhar adeptos e espalha-se uma velocidade estonteante. Mark percebe que o site pode ser um fenómeno e quando apenas 4 meses após o seu lançamento recebe uma proposta de 10 milhões de dólares para vender. E decide recusar.


Em 2006 e com apenas 22 anos, o jovem Zuckerberg recusou não uma ou duas, mas sim quatro propostas, todas acima de mil milhões de dólares. Com uma receita bruta estimada do Facebook em 2010 de dois mil milhões de dólares, parece que a aposta compensou.


Nenhum destes homens sabia como ia correr o futuro e, com ou sem sucesso, ambos perceberam que é nos momentos difíceis que é necessário reunir a coragem de se assumir, correr riscos e aceitar a responsabilidade. Com ou sem sucesso na altura, serão relembrados, quem sabe para sempre, como “líderes” que enfrentaram os desafios e quiseram criar a sua página de história. O seu rumo com sucesso.


Seja vendedor, CEO, supervisor, funcionário, líder ou colaborador, chame a si a responsabilidade dos vencedores e insista em escrever o resto deste ano 2011! Ao fazê-lo estará a ser um verdadeiro líder, e conscientemente ou não, a inspirar outros a segui-lo.


Ao ser dono das suas escolhas, definindo objectivos e focando-se neles mesmo em momentos difíceis, está a dar um passo à frente para conseguir aquilo que precisa. Lembre-se que, ganhe ou perca, se o fizer desta forma, o caminho é bem mais sentido como “seu”. Como disse um dia David Starr Jordan, “O mundo deixa passar aquele que sabe para onde vai”...


Ricardo Peixe, Coach, Formador e Palestrante da LIFE Training

Líderes eficazes: Modelo de Liderança Situacional de Blanchard


Nas últimas décadas vários autores têm pesquisado qual o melhor estilo de liderança assim como qual o perfil ideal de um líder.
Quais serão as características de um líder de sucesso? Que perfil deve ter um líder por excelência?



Chegou-se à conclusão que é necessário ter uma estratégia para passar da ênfase do líder enquanto chefe e avaliador para o líder enquanto parceiro e incentivador. Mas qual é a estratégia certa e o estilo de líder certo?


O Modelo de Liderança Situacional de Ken Blanchard diz que as pessoas podem e querem desenvolver-se e o estilo de liderança mais adequado é o que se adapta à situação e ao nível do desenvolvimento do colaborador. O que significa que um líder deve adaptar-se aos diferentes níveis de desenvolvimento das pessoas com quem colabora.


Para este autor, existem 4 níveis básicos de liderança correspondentes aos 4 níveis básicos de desenvolvimento dos elementos que compõe as equipas:

D1 – O principiante entusiasta: elemento com pouca competência mas com elevado nível de compromisso
D2 – O aprendiz desiludido: elemento com alguma competência mas com baixo nível de compromisso
D3 – O executante capaz e cauteloso: competência moderada e compromisso variável
D4 – Realizador autónomo: competência e compromisso elevados


A grande conclusão deste estilo recente de liderança é que um líder não deve tratar todos os elementos da equipa da mesma forma mas sim usar o mesmo estilo de liderança em situações semelhantes. Nesse sentido, existem 3 passos que são fundamentais para que a implementação da Liderança Situacional seja um sucesso:


1. Diagnóstico – análise das competências e do nível de compromisso dos diferentes colaboradores de forma a diagnosticar em qual dos níveis cada um deles se encontra.


2. Flexibilidade – capacidade do líder desenvolver competências comunicacionais e outras de forma a dominar o exercício dos 4 estilos de liderança e ser capaz de “saltar” entre eles de acordo com as necessidades de cada colaborador


3. Parcerias para o desempenho – os colaboradores devem ser informados e consciencializados do nível em que se encontram e do objectivo do líder com o estilo de liderança que vai aplicar de forma a gerir expectativas.
Conclusão, na perspectiva de Blachard um líder eficiente adapta o seu comportamento de liderança ao subordinado e à situação, devendo para tal desenvolver a sua acuidade sensorial e a sua flexibilidade comportamental no relacionamento interpessoal.

Núria Mendoza, Formadora & Coach LIFE Training

Para mais informação sobre o tema consulte este pdf.

Inovação no ADN das empresas


A maioria das pessoas têm a tendência de ver a inovação e a criatividade em geral como palavras quase intimidantes ou fora do range de grande parte das pessoas.

Um pouco por todo o mundo empresarial são criados “comités de inovação”onde é suposto sair uma panóplia de soluções que levarão a empresa ao “next level”. Desta forma é conferida seriedade ao processo, também porque pressupõe assumpção de riscos.

Para Naomi Simpson, especialista em inovação
, há de facto pessoas que parecem ter uma tendência para procurar inovar ou procurar fazer as tarefas de forma diferente. Nos tempos que correm, este tipo de atitude é bastante valorizado. Então como incentivar o surgimento do mesmo tipo de “hábito”, se o quisermos considerar assim, por toda a organização?

Em primeiro lugar será bom desmistificar o conceito e olhar para o mesmo como um processo. O processo criativo. Desta forma não só se torna mais tangível nas mentes dos colaboradores, como lhe confere um grau de pragmatismo.

Nigel Collin, especialista em criatividade nos negócios, realça um segundo aspecto como fulcral quando se procura inovar: ter um propósito definido. O que é suposto atingir? E ao mesmo tempo não se prender a regras. Envolver o processo de espontaniedade, suscitando nas pessoas o desafio de olhar para as coisas de forma diferente, como se estivessem a olhar para elas de fora, ou como se fosse a primeira vez. A maioria das empresas paraliza aqui, por não conseguir sair de si mesma, e obter uma visão alargada, de fora.

O ritmo acelerado e as tarefas normais do dia-a-dia não ajudam a olhar para os factos como eventos que podem ser alterados. É por este motivo que os clientes de uma empresa podem ser grandes aliados de qualquer organização (porque vêem a realidade de “fora”), como já abordamos no post sobre
fontes de inovação, ajudando-a a mudar através de feedbacks de melhoramento.

Terceiro: Quando surge uma ideia, pensar: “esta está alinhada com o rumo que a empresa está a tomar?” “Faz parte da visão?”

Processo de produção de ideias
Qualquer grande negócio é baseado na execução, a todos os níveis . Uma ideia inovadora serve para rigorosamente nada, se não for colocada em prática. Em empresas mais pequenas, existindo uma cultura de inovação, torna-se mais fácil. Quanto mais pessoas envolvidas e maior a estrutura da empresa, mais provavelmente um processo abarca diversos departamentos, e isso pode criar conflitos entre responsáveis, paralizando o processo à nascença.
A liderança tem um papel crucial na promoção de cooperação e no suscitar da cultura virada para inovação.

Por outro lado, numa grande empresa é mais fácil ir com a maré (da rotina e resistência à mudança) do que remar a favor da inovação. Numa pequena empresa e dada a necessidade generalizada de poupar... parece mais fácil inventar soluções.

Independentemente do tamanho da empresa, a já bastante utilizada (mas com potencial sub aproveitado em grande parte dos casos) “Caixa de ideias”* parece ser uma das formas mais simples de captar novas ideias. Para resultar, será necessário manter os colaboradores ligados ao processo e continuar a incentivar a sua utilização, sempre. A aposta em formação “fora da caixa” é também uma via que pode levar à produção de ideias.

Conclusão, os líderes que assumem a inovação como parte do DNA das empresas de forma natural tornam mais facilmente o conceito tangível aos seus colaboradores. A implementação de estruturas para captação de ideias é essencial. Conduzir processos até ao fim é uma necessidade. Olhar para a inovação não como um risco e sim como uma via natural nos tempos que correm, parece ser a opção que mais empresas conduz ao sucesso!

Beatriz Costa, Inspirational Communication Manager @LIFE Training


Para ter acesso às entrevistas dos dois especialistas nos quais se baseia este artigo, aceda aos seguintes links:
Entrevista com Naomi Simpson
Entrevista com Nigel Collin


*n/tr termo descrito por Naomi Simpson: “Listening posts”

Liderança pelo exemplo

Há muito tempo atrás, um grande amigo disse-me que "o melhor marcador da equipa pode não ser o melhor treinador".

Existe por vezes uma concepção errada de que para liderarmos uma equipa pelo exemplo temos de ser aquele com melhores conhecimentos e ferramentas da equipa.

Ora o conceito de "Liderança pelo exemplo" já existe há muito tempo e de diversas formas sendo que uma das primeiras vezes que foi "oficialmente" apresentado ao mundo foi através do livro Leaders: The Strategies for Taking Charge (Bennis e Nanus, 1985). O que se postulava aqui é que o líder é o principal responsável pela definição, implementação da ética e modo de trabalho. Que a principal e mais eficaz forma de o fazer era através das suas próprias acções, comportamentos.

O líder mais eficaz será portanto aquele que for mais congruente com o que diz, ou seja, aquele que de facto puser em prática o que fala.
Para liderar pelo exemplo, não necessitamos de ter mais conhecimentos ou técnicas, visto que o que se espera de nós é que se dissermos que a motivação é importante, estejamos motivados; se postularmos que é fundamental chegarmos a horas, temos de ser os primeiros a fazê-lo; se queremos que a equipa reconheça quando errou, seremos os primeiros a fazê-lo; se dissermos que queremos ver criatividade e foco nas soluções, não podemos depois queixarmo-nos e falar só da crise.

À luz deste conhecimento, estabeleça para si quais os comportamentos que quer mesmo implementar na empresa e que se sente confiante de que pode dar o exemplo. Apresente-os aos colaboradores de uma forma clara e explícita, para que saibam com o que contar e defina formas de controlo, de gratificação pelo bom trabalho/comportamento/acção e de penalização pelo incumprimento. Vai ver como rapidamente se podem instalar novos hábitos numa equipa.

Ricardo Peixe, Coach & Trainer na Life Training, Precursor do VencerGT.com
http://www.ajudaincondicional.blogspot.com/

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